# O 13 ACIONA JUSTIÇA CONTRA O QUINZE #

Indícios de irregularidades motiva pedido de investigação

São quatro processos que a partir de agora 
estarão sendo movidos contra a coligação do Quinze 
atingindo Joaquim Nogueira Neto, 
Silon da Gama e o Governador Simão Jatene.

FONTE - FACEBOOK DO GASTON


Umas das irregularidades refere-se a um evento referente à assinatura de contratos do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Na ocasião foi realizado um evento no ginásio de esportes onde foi registrada a presença do prefeito Joaquim Nogueira Neto pouco antes do período eleitoral, todavia a participação do prefeito em cerimônias desta natureza é vetada pela legislação eleitoral, pois caracteriza uso da máquina pública com a intenção de captar votos. 

Um grupo de pessoas militantes e simpatizantes do PT e de Gaston compareceram em frente ao cartório eleitoral para manifestar apoio à ação.

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# ROMBO NA PREVIDÊNCIA MUNICIPAL #

Prefeitura pede parcelamento de dívida 

A dívida da prefeitura com a previdência 
poderá se tornar uma bola de neve 
e ser o início da falência do 
instituto de previdência do município 

WALQUER CARNEIRO 

A prefeitura de Dom Eliseu, nos últimos nove meses, criou uma dívida de quase um milhão de reais com o IPSEMDE - Previdência Social dos Servidores Municipais de Dom Eliseu - , pois durante esse período o prefeito deixou de repassar a contribuição previdenciária dos servidores e da prefeitura. O montante referente à contribuição dos servidores (11%) o prefeito já repassou, mas montante referente à contribuição da prefeitura (11%) a prefeitura não honrou com o repasse. 

Pela lógica a prefeitura teria que depositar na sua totalidade o volume referente ao débito, mas não foi isso o que aconteceu com os valores referentes à contribuição de responsabilidade da administração, tanto que no dia 27 o prefeito enviou a câmara de vereadores o “Projeto de Lei nº 008/2012 - GP que dispõe sobre o parcelamento de débitos oriundos de contribuições previdenciárias / parte patronal, devidas a não repassadas ao Institutos de Previdência Social dos Servidores Municipais de Dom Eliseu – IPSEMDE- , e dá outras providências.” 

O artigo primeiro reza que após a aprovação o prefeito Joaquim fica autorizado a parcelar em até 60 meses os débitos referentes ao período de março a novembro de 2012, todavia o projeto não informa o montante total do valor do débito, informando apenas que os valores originais serão atualizados pelo índice INPC/IBGE acrescidos de juros legais de 6% ao ano acumulados desde a data de vencimentos até a data de assinatura do termo de acordo de parcelamento, e que as parcelas vencidas e as que irão vencer serão acrescidas de juros legais de 1% ao mês acumulados desde a data da assinatura do termo do acordo de parcelamento até o mês do efetivo pagamento. 

Quando a previdência municipal foi fundada (em 2010) um grupo de servidores públicos municipais se mobilizaram em protesto contra a criação da autarquia, e uma das justificativas foi justamente a incapacidade do município em gerenciar uma previdência social própria. E agora o temor daqueles que foram contra a criação do instituto começa e se tornar realidade. 

A menos de dois anos depois de instituída a previdência apresentou problemas, pois em 2011 foi necessário aprovar um projeto na câmara de vereadores refazendo o quociente de cálculo sobre a contribuição da prefeitura para que não ocorresse problemas quando no futuro o município tivesse que honrar com o pagamento das aposentadorias de todos os servidores contemporâneos à criação do instituto. Esse problema foi detectado pela equipe técnica do INSS que fiscaliza o funcionamento dos institutos de previdências municipais. Isso foi uma clara demonstração da falta de preparo do gestor em administrar algo complexo como a previdência social que é responsável por arrecadar contribuição dos servidores públicos que irá garantir pela aposentadoria desses servidores públicos no futuro, e, em tese, indefinidamente. 

Agora mais esse problema da dívida contraída com o IPSEMDE reforça que a prefeitura não tem capacidade de gerenciar a previdência municipal, pois o prefeito e sua equipe administrativa deixaram de repassar a contribuição previdenciária por um período de nove meses, sendo que a justificativa foi que houve diminuição nos repasses de recursos do Fundo de Participação dos Municípios que o governo federal envia para Dom Eliseu 

O Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Dom Eliseu (IPSEMDE) foi criado em 2010 para substituir o Regime Geral de Previdência (INSS), todavia a criação da previdência municipal não se deu por razões altruísticas, pensando em fazer algo de bom aos servidores públicos, mas sim para que o prefeito de Dom Eliseu pudesse resolver um problema causado pela inadimplência do município com INSS que no decorrer de mais de vinte anos gerou uma divida de milhões de reais, essa foi a única razão pela qual Joaquim criou o IPSEMDE, pois a inadimplência impedia o município de firmar convênios com o governo federal para a realização de obras. 

O governo municipal pôs a culpa no governo federal pela dívida contraída junto ao IPESMDE, pois de acordo com o texto da mensagem do projeto o município deixou de repassar os valores referente a contribuição previdenciária da prefeitura por causa de uma queda “acentuada”, no repasse do FPM - Fundo de Participação do Municípios-, entre março a novembro de 2012. Entretanto a diminuição do repasse acontece todos os anos, e assim o prefeito deveria ter se precavido fazendo um caixa com recurso provenientes da arrecadação dos impostos municipais que hoje gira em torno de 250 mil reais por mês. O valor que o governo municipal deixou de repassar é estimado em 25 mil reais por mês, e esse valor poderia muito bem ter sido tirado dos cofres municipais, o que seria mais correto do que ficar dependente de dinheiro do governo federal. 

O mais preocupante é em relação aos valores referentes à contribuição dos servidores públicos do município (11% de cada funcionário) que são descontados no contracheque, mas que também não foram repassados para o instituto, e se não foram repassados a questão é saber o que foi feito destes valores, que ao contrário da contribuição da prefeitura não depende de repasse do FPM. 

O Projeto 008/2012 está tramitando na câmara de vereadores em regime de urgência urgentíssima, e será votado na próxima sessão ordinária, dia 4 de dezembro, terça-feira a partir das 19:30.

# O POVO NÃO LIGA PARA A PATRANHA DO STF #

STF, a mídia e o veredicto do povo

a despeito da persistente campanha  nos grandes 
meios de comunicação, a grande maioria do 
corpo eleitoral não se deixou impressionar. 
Votou como votaria se o STF não existisse.

POR JOÃO QUARTIM DE MORAES

Estamos incontestavelmente diante de um progresso da civilização brasileira: habituada a chegar ao poder, uma vez derrotada nas urnas, pela rude técnica do golpe de Estado, a direita aposta agora no STF. Dos tanques na rua às nunca inocentes casuísticas e filigranas elaboradas pelas eminências togadas que compõem o pretório excelso, o avanço dos métodos é indiscutível; pode-se compará-lo ao que ocorreu com a extração de dentes graças à invenção da anestesia. 

A extrema direita cavernosa, a tucanagem e outros neoliberais vibraram com o empolgante espetáculo que lhes proporcionou Joaquim Barbosa, conduzindo com zelo de Grande Inquisidor a ação penal 470, dita do “mensalão”. Intelectuais de programa e pensadores de aluguel, a serviço dos barões da imprensa, tratam de herói o novo presidente do STF, graças ao qual veteranos da resistência clandestina à ditadura, fundadores do PT, que tinham sido, durante os anos de chumbo, presos, torturados, deportados, foram condenados a penas muito pesadas, no caso de alguns, nomeadamente de José Dirceu, sem qualquer prova documental. 

Dir-se-á que um passado de militância corajosa e de alto risco não confere imunidade para atos delituosos. Sem dúvida. Mesmo porque dizem que a lei é igual para todos. Mas será mesmo? Vinte anos atrás, alegando falta de provas e outras chicanas, o pretório excelso absolveu Fernando Collor de um delito pelo qual ele fora condenado pelo Congresso. Para avaliar o tamanho da gentileza dos sabichões togados, basta lembrar que PC Farias, parceiro e cúmplice do presidente decaído, teria desviado para a quadrilha da “Casa da Dinda” mais de um bilhão de dólares, conforme apurou a polícia federal, que indiciou cerca de quatrocentas firmas suspeitas e mais de cem grandes capitalistas. Não obstante, os aparelhos judiciário e mediático enterraram um inquérito de cerca de 100.000 páginas. Tudo prescreveu, ninguém pagou. Salvo PC Farias, eliminado num motel em circunstâncias convenientemente misteriosas. 

A tucanagem também se beneficiou muito da benevolência judiciária. A compra de votos no Congresso em 1997 para alterar a Constituição de modo a tornar possível a reeleição de FHC, a escandalosa privatização da Telebrás e outros assaltos ao dinheiro público, documentadamente denunciados pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. em "A Privataria Tucana" (livro ocultado pela censura dos barões da imprensa) não mobilizaram a indignação seletiva do pretório excelso. Fábio Comparato lembrou a propósito dessa ética versátil, que “alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, ao votarem no processo do ‘mensalão’, declararam que os crimes aí denunciados eram “gravíssimos”. 

Ora, os mesmos Ministros que assim se pronunciaram, chamados a votar no processo da lei de anistia, não consideraram como dotados da mesma gravidade os crimes de terrorismo praticados pelos agentes da repressão, durante o regime empresarial-militar: a saber, a sistemática tortura de presos políticos, muitas vezes até à morte, ou a execução sumária de opositores ao regime, com o esquartejamento e a ocultação dos cadáveres [...]. O severíssimo relator do “mensalão”, alegando doença, não compareceu às duas sessões de julgamento.” 

O nervo da questão está na eufemisticamente chamada “mudança de entendimento” do STF. A mesma “falta de provas” que garantiu impunidade a colloridos e tucanos (embora as provas documentais fossem muitas) não foi obstáculo para a condenação de José Dirceu. No afã de encontrar algum fundamento jurídico para sua sanha contra o ex-chefe da Casa Civil de Lula, Barbosa buscou apoio na doutrina dita do “domínio dos fatos”, que considera autor de um crime não só quem o executa, mas também quem tinha poder para tomar decisões numa hierarquia funcional formal ou informal. 

Entretanto, o jurista alemão Claus Roxin, formulador dessa doutrina, desmentiu o uso que Barbosa e colegas fizeram de suas ideias. “Quem ocupa posição de comando tem de ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado”, disse Roxin, reprovando a decisão do STF. Julgamento ainda mais severo foi o que povo exerceu por meio do sufrágio universal: a despeito da persistente campanha de intoxicação mental empreendida pelo punhado de “famiglie” que manda nos grandes meios de comunicação, a grande maioria do corpo eleitoral não se deixou impressionar. Votou como votaria se o STF não existisse.

# O PV AGORA ESTÁ EM ULIANÓPOLIS #

Encontro de liderança institui Partido Verde 

O Partido Verde é um instrumento
político que dá possibilidade ao
desenvolvimento de ações na economia
gerando condições adequadas ao local

WALQUER CARNEIRO


Ulianópolis reuniu lideranças políticas local, regional e estadual para oficializar a atividade de mais uma comissão provisória do Partido Verde no estado do Pará. O encontro aconteceu no sábado (24) num momento em que a região passa por transformação em que o debate em torno do meio ambiente é o tema da hora. 

A instalação da comissão provisória ocorre em meio a uma reacomodação de forças políticas em Ulianópolis e a nova conjuntura demanda um partido que seja o contraponto nas decisões locais, mas, para Lourival Brandão, presidente da comissão provisória, sem se contrapor à gestão municipal. “A proposta é formar uma parceria envolvendo os membros do partido e aberto para a população de Ulianópolis trabalhando juntos e com responsabilidade”, disse ele. 

O evento contou com a presença do Deputado Estadual Gabriel Guerreiro para abonar a direção da comissão provisória que a partir de agora passa a protagonizar o cenário da política ecológica ambiental na região da Belém-Brasília junto com Paragominas e Dom Eliseu. “O PV não é um partido simplesmente eleitoral; visa a transformação para uma sociedade mais equilibrada baseando a economia da Amazônia na produção da floresta e turismo”, considerou. 

A presença dos presidentes dos diretórios do PV de Dom Eliseu, Cosmo de Luna, e de Nilson Aguiar, presidente do PV em Paragominas permitiu a motivação aos 25 filiados ao partido que compareceram na reunião na câmara de vereadores de Ulianópolis onde foi definida a oficialização do partido. “A nossa meta é fortalecer o PV em toda a região da Rodovia Belém Brasília e Ulianópolis é um município que cresce a cada dia e tem potencial para ser um dos melhores do estado”, falou Nilson. 

O fortalecimento do PV é uma das metas do partido também no âmbito regional para acompanhar a evolução a nível internacional com a agremiação presente em 180 países, e por isso Cosmo de Luna se comprometeu a auxiliar a instalação do PV em outros municípios da região. “Não resta dúvidas que para mim é uma honra estar contribuindo com fortalecimento do partido,e nada mais justo nós estarmos juntos com as pessoas de Ulianópolis para que elas também estejam junto de nós”, arrazoou Cosmo destacando que os diretórios e comissões provisórias são dependente uns dos outros para crescer o partido. “Esse é um avanço, a gente vai ter um partido que vai lutar para estar junto.”, finalizou. 

A presença do deputado e das lideranças do PV já instituídas em outros municípios foi com o propósito de apresentar direcionamentos de atuação em Ulianópolis, e na avaliação de Orleans Gomes, vice-presidente da comissão provisória, eleger vereadores é a primeira etapa do projeto do PV para a sociedade. “O partido decidiu deste o início que seria necessário eleger um ou dois vereadores para identificar os problemas e dar uma resposta para a sociedade”, declarou ele.

GABRIEL UM GUERREIRO DA CAUSA JUSTA

Interferir de modo positivo na estruturação da sociedade com uma visão progressista e moderna objetivando o bem das comunidades é o que motiva Gabriel Guerreiro na luta parlamentar há 28 anos, tirados em oito mandatos, sendo que antes dedicou 30 anos de sua vida na atividade cientifica na área de geologia pesquisando a fundo o meio ambiente amazônico com um olhar antropológico e sociológico com uma pitada de romantismo inerente ao espírito de aventura que o levou a se safar de cinco malárias, “bem curadas”, como diz ele. 

Foi com o conhecimento adquirido na atividade de pesquisa geológica que ele agora exerce o seu mandato de parlamentar no Partido Verde entendo que é através da política que efetivamente se torna possível executar ações que possibilitem transformações, que ele entende que, obrigatoriamente, só é possível com um sistema educacional mais eficiente. 

É esse ser humano septuagenário, cujos olhos brilham como os de uma criança quando aborda temas relativos a Amazônia, que assume o compromisso de instituir as bases partidárias do Partido Verde em todos os municípios do Pará. “O Partido Verde é um instrumento político que dá sustentabilidade ao desenvolvimento, e isso inclui a luta pela economia local, apoio a administração para criar políticas públicas capaz de gerar uma economia adequada para aquele local”, revela ele mostrando que o PV como partido moderno não pode ficar atado às velhas convenções eleitoreiras que patrocina o atraso. “Nós temos um enorme interesse para trabalhar com a mudança cultural que implica em reeducar a população. Nós temos interesse em ter sustentabilidade da saúde pública, que são instrumentos para a segurança do meio urbano”, ressalta de forma extremamente clara a sua visão de política. 

Gabriel Guerreiro entende que as vocações primordiais da Amazônia é uma economia de base florestal, turística e agrícola, e por isso ele propõe a manutenção desta base que são atividades que podem ser executadas de forma compatíveis com o meio ambiente, sendo que para ele a atividade pecuária é ambientalmente negativa. “A base pecuária já existente deve ser incentivada incorporando tecnologia apropriada para reduzir a área de perambulação dos rebanhos e aumentar a área de produção de alimentos para o gado e dar mais qualidade genética e qualidade sanitária para o rebanho”, expos o deputado. 

Para Gabriel Guerreiro diante da característica de luta pela sustentabilidade da sociedade o PV pode contribuir com ideias, projetos de cunho ambiental, que possam colaborar para a melhoria da qualidade de vida das pessoas na cidade. “Por exemplo, uma cidade como Ulianóplis não tem um plano diretor que envolva a arborização urbana, e nós não podemos conceber uma cidade no trópico úmido da Amazônia, sem ter uma profunda inserção na questão da arborização, porque isso ameniza o nosso clima, provoca a reciclagem da água com as chuvas, e uma série de condicionantes que são validas e necessárias para garantir a sustentabilidade”, finalizou.

# O STF E A HISTÓRIA VERDADEIRAMENTE MAL CONTADA #

Não houve compra de parlamentares, o alvo é Lula

A história do “mensalão” não faz sentido desde o 
primeiro postulado. Só com imensa forçação de
barra se podem considerar públicos os recursos 
originados da conta de propaganda do Visanet

MARCOS COIMBRA/CARTA CAPITAL

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os comentaristas da “grande imprensa” estão tão satisfeitos uns com os outros e tão felizes com a história que montaram sobre o “mensalão” que nem sequer se preocupam com seus furos e inconsistências.
Para os cidadãos comuns, é daquelas que só fazem sentido quando não se tem muito interesse e basta o que os americanos chamam de big picture. Quando, por preguiça ou preconceito, ficam satisfeitos com o que acham que sabem, mesmo que seja apenas uma “impressão geral”.

A história faz água por todos os lados.

Se fosse preciso apresentá-la de forma simplificada (e dispensando as adjetivações raivosas típicas dos comentaristas de direita), ela conta que José Dirceu e José Genoino criaram um “esquema” entre 2004 e 2005 para desviar recursos públicos, comprar votos no Congresso e assim “perpetuar o PT no poder”. Para secundá-los, teriam montado uma “quadrilha”.
Mas, e se alguém quisesse entendê-la melhor? Se perguntasse, por exemplo, em que sentido a noção de recursos públicos é usada? Se fosse além, tentando perceber o que os responsáveis pelo plano fariam com os votos que pagassem? Se solicitasse uma explicação a respeito de nosso sistema político, para compreender a que esse apoio serviria?

Em qualquer lugar do mundo, a ideia de “desvio” implica a caracterização inequívoca da origem pública e da destinação privada do dinheiro. Alguém, indivíduo ou grupo, precisa ganhar – ou querer ganhar – valores surrupiados do Tesouro. S­enão, o caso muda de tipificação e passa a ser de incompetência.
A história do “mensalão” não faz sentido desde o primeiro postulado. Só com imensa forçação de barra se podem considerar públicos os recursos originados da conta de propaganda do Visanet, como demonstra qualquer auditoria minimamente correta.
A tese da compra de apoio parlamentar é tão frágil quanto a anterior. O que anos de investigações revelaram foi que a quase totalidade dos recursos movimentados no “mensalão” se destinou a ressarcir despesas partidárias, eleitorais ou administrativas, do PT.

Todos sabemos – pois os réus o admitiram desde o início – que a arrecadação foi irregular e não contabilizada. Que houve ilegalidade no modo como os recursos foram distribuídos. Só quem vive no mundo da lua ou finge que lá habita imagina, no entanto, que práticas como essas são raras em nosso sistema político. O que não é desculpa, mas as contextualiza no mundo real, que existia antes, existiu durante e continua a existir depois que o “mensalão” veio à tona.

A parte menos importante desses recursos, aquela que políticos de outros partidos teriam recebido “vendendo apoio”, é a peça-chave de toda a história que estamos ouvindo. É a única razão para condenações a penas absurdamente longas.

Não há demonstração no processo de que Dirceu e Genoino tivessem comprado votos no interesse do governo. Simplesmente não é assim que as coisas funcionam no padrão brasileiro de relacionamento entre o Executivo e o Congresso. Que o digam todos os presidentes desde a redemocratização.
Os dois líderes petistas queriam votos para aprovar a reforma da Previdência Social? A reforma tributária? É possível, mas nada comprova que pagassem parlamentares para que o Brasil se modernizasse e melhorasse.
A elucubração mais absurda é de que tudo tinha o objetivo escuso de “assegurar a permanência do PT no poder” (como se esse não fosse um objetivo perfeitamente legítimo dos partidos políticos!).
Os deputados da oposição que ficaram do lado do governo nessas votações são uma resposta à fantasia. Votaram de acordo com suas convicções, sem dar a mínima importância a lendas sobre “planos petistas maquiavélicos”.

E o bom senso leva a outra pergunta. Alguém, em sã consciência, acha que o resultado da eleição presidencial de 2006 estava sendo ali jogado? Que a meia dúzia de votos sendo hipoteticamente “comprados” conduziria à reeleição?

O que garante a continuidade de um governo é o voto popular, que pouco tem a ver com maiorias congressuais. E a vitória de Lula mostra quão irrelevante era o tal “esquema do mensalão”, pois veio depois do episódio e apesar do escândalo no seu entorno.

Os ministros da Suprema Corte, a PGR e seus amigos se confundiram. A vez de comprar votos na Câmara para permanecer no poder tinha sido outra. Mais exatamente acontecera em 1997, quando, sob sua benevolente complacência, a emenda da reeleição foi aprovada.

# O FACEBOOK UMA ARMA VITAL #

Uma rede social que é a cara do ser humano 

A tecnologia da internet
encontrou a forma ideal para
potencializar se caráter libertário
com a introdução do Facebook

WALQUER CARNEIRO


Muitas pessoas torcem o nariz para a tecnologia, essas pessoas são chamadas conservadoras, e não veem a importância de equipamentos e ferramentas modernas. Eu confesso que também não sou lá assim tão modernista, pois entendo que tudo aquilo que é criado pelos seres humanos também tem seu lado negativo, todavia também procurar perceber o lado bom. 

Com o Facebook foi a mesma coisa, pois demorou um pouco para eu registrar a minha conta, e quando o fiz fiquei impressionado com a agilidade e a facilidade para manipular as ferramentas oferecida pelo sistema do Facebook, e muito mais bestificado ainda fiquei com a quantidade de inutilidade que aparecia nesta “rede social”, que para mim, a primeira vista, foi tida como uma zona, um verdadeiro cabaré que eu apelidei de “Zorra Social”, (ainda tem essas característica, mas não com a intensidade de cinco anos atrás) Um amigo meu, evangélico tradicional registrou uma conta, e uma dia chegou para mim e exclamou: “Encerrei minha conta no Facebook !! Isso é coisa do diabo !!!”. Espraguejou ele com razão, pois na realidade o Facebook é uma confusão sem limite e sem regras aonde o usuário se depara com as mais variadas e inusitadas ideias em textos, áudios e imagens, o próprio usuário é quem fiscaliza e denuncia aquilo que crê ser excesso. 

Diante do caos que encontrei eu resolvi então utilizar o Facebook de uma forma mais aproveitável, mais voltado para a conscientização do ser humano enquanto indivíduo, social, político e espiritual, mas tudo de forma bem humorada, e na medida do possível as minhas postagens vão nesta direção. Eu ainda estou calibrando a mão na forma de usar o Facebook, e já estou conseguindo me divertir nesta “Zorra Social”.

A JUSTIÇA É OMISSA PARA A ELITE

Imprensa tenta inverter a verdade sobre CPMI do Cachoeira 

A verdadeira face da justiça brasileira começa a 
aparecer com a retomada do debate em torno da 
CPMI do Cachoeira, tudo começa a ficar claro 
com a saída de Carlinhos Cachoeira da prisão 

FONTE – BLOG DO ZÉ DIRCEU 

É lamentável a abordagem que a grande imprensa faz do relatório final da CPI do Cachoeira. Sem pudor, a mídia avalia que pode inverter a verdade e desconhecer os fatos. 

Há um claro esforço coordenado nos jornais para tentar desqualificar o relatório de Odair Cunha. O Estadão, por exemplo, dedica-se a massacrar o relatório. O esforço começa no editorial, que chama a Comissão de “CPI do talião”. 

Dora Kramer é escalada para falar da “farsa da comissão”, classificando o pedido de indiciamento de jornalistas como “espetáculo burlesco”, embora esse ponto esteja fartamente documentado. O jornal também dá destaque para o governador de Goiás, Marconi Perillo, um dos indiciados, dizer que o relatório é político. 

Ora, a CPI teve a possibilidade de investigar a associação do crime organizado com um governo constituído - no caso o governo tucano de Goiás - apurando as ramificações e infiltrações dos negócios do empresário Carlos Cachoeira com a máquina pública comandada pelo governador Perillo. 

Em Goiás, como desvendaram em grande parte as investigações da CPI (mista, de deputados e senadores), o crime organizado tomou conta do Estado governado pelos tucanos com anuência, inclusive, de um dos líderes da oposição à época, o ex-senador Demóstenes Torres e a omissão, para dizer o mínimo, da administração estadual. 

O indiciamento de Perillo possibilitará investigar com maior profundidade tudo isso. Portanto, não faz sentido chamar o relatório de político. 

A Folha de S.Paulo também usa o editorial para tentar desclassificar o relatório. O editorial chama de “arremate insensato” o pedido de indiciamento de alguns dos incluídos. E Eliane Cantanhêde chama o fim da CPI de “triste pastelão”, ignorando todo o vasto conteúdo que justifica os indiciamentos. 

Os jornais não escondem também a decisão de defender o jornalista Policarpo Junior e a Veja. E, no Globo, Merval Pereira tenta manter a fantasia de que a CPI foi criada a partir da minha vontade e da vontade de Lula. 

Quando na verdade é a imprensa, junto com a oposição, que faz uso político da CPI. Perto do fim do julgamento da AP 470, tentam enterrar a CPI que tem mais do que elementos comprobatórios para indiciar todos os investigados que estão no relatório final. 

Alma Comunicações