terça-feira, 30 de julho de 2013

A VOZ DE DEUS E A PROSPERIDADE

O criador se manifesta aos que creem 

Quando cremos o criador escuta
a nossa voz e retorna através de
revelações que percebemos de acordo
com a convicção da nossa fé

WALQUER CARNEIRO


- Romanos 10:18 -
Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras até os confins do mundo.

Eu creio em um Deus, único e Eterno que age de acordo com a Sua vontade plena e perfeita. Eu exerço a minha fé de forma consciente, e por isso percebo a presença de Deus à minha volta, e essa fé consciente me proporciona liberdade, todavia me leva também a consciência da minha responsabilidade diante do Criador a quem eu devo obediência e adoração, mesmo diante da minha incapacidade de compreendê-lo plenamente por sua condição de perfeição, e a minha de imperfeição, o objetivo daqueles que creem é buscar o Reino de Deus que nos dá a garantia da prosperidade. 

Quando cremos e, com sinceridade, obedecemos somos dotados da capacidade de ouvir a voz de Deus recebendo as bênçãos por Ele garantida, e esta certeza está registrada no livro de Deuteronômio Capitulo 28, do versículo 1 ao 3. – Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da terra. Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas as sortes de bênçãos: 
Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo.- 

Sendo Deus perfeito e nós, o seres humanos, imperfeitos, há a possibilidade de não conseguirmos guardar todos os mandamentos, mas na sua onisciência o Criador previu tal possibilidade e por isso mesmo Ele dotou os seres humanos da capacidade de escutar a Sua voz que se fará ouvir todas as vezes que formos tentados a nos desviar do caminho que nos leva a presença de Deus. 

Quando cremos com sinceridade, e procuramos levar em conta a vontade de Deus, ele nos concede a certeza da concretização de sua promessa em Jesus, o Messias Salvador da humanidade. Jesus nos dá solução da equação no Evangelho de Mateus Capítulo 6 do versículo 25 ao 34. 

Ali o Messias chama a atenção dos discípulos para a importância da fé racional e genuína, diante da ansiedade proporcionada pela influência secular, fazendo uma comparação da importância entre os animais irracionais e vegetais frente aos seres humanos. Do versículo 28 até o 30 Jesus diz: “ Vejam os lírios dos campos, eles não crescem e nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória se vestiu como qualquer um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais vós outros, homens de pequena fé ? 

Além de nos orientar através do Espírito Santo Jesus também nos dá a certeza de que poderemos ter tudo o que for necessário para nossa sobrevivência, sem que para isso precisemos fazer muito esforço quando ele diz que são os gentios que fazem esforço para conseguir sobreviver. “ Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas esses coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.” 

Esse é o princípio da prosperidade do ponto de vista do criador, e foi isso que Jesus, o Messias, veio consolidar para os seres humanos que foi perfeitamente interpretado pelo apóstolo Paulo aos Romanos no Capitulo 12 do versículo 1 ao 2, quando exorta que nos entreguemos como sacrifício vivo, todavia racional, não nos deixando influenciar por tudo o que nos rodeia, mas transformando em nossa mente e assim praticarmos a renovação adquirindo a condição de experimentar tudo o que Deus tem guardado para nós. Não devemos esquecer que a prosperidade material depende, primeiramente da prosperidade espiritual, como Pedro aconselha em sua segunda carta, Capitulo 3 versículo 18, - ...antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno-. 

Ouvindo a voz de Deus, pela presença do Espírito Santo, foi que a igreja primitiva cresceu e seus membros prosperaram de forma sobrenatural, como se constata no relato dos Atos dos Apóstolos Capitulo 4 do versículo 32 ao 35. Um exemplo da prosperidade material proporcionada pelo cuidado dos primeiros cristãos com a vontade de Deus.

EDUCAÇÃO, ONDE ESTÁ A FALHA ?

Educação é o oxigênio da sociedade 

Professores atuais cujas origens sociais
contém a gêneses das distorções
hereditárias são problemas a serem
solucionados para boa educação futura

WALQUER CARNEIRO


Hoje é unanimidade nacional a deficiência profunda que grassa no sistema educacional brasileiro, e por isso é que a reformulação e investimentos na educação é uma das principais bandeiras levantadas nas manifestações que estão acontecendo no Brasil. 

Em 90% dos municípios a gestão da educação pública é preocupantemente precária, pois secretários de educação sofrem de profunda deficiência que levam a dificuldade de entendimento dos reais problemas a serem solucionados para a melhoria da educação. Essa precariedade de gestão é causada por fatores cujas raízes estão no passado, como veremos a seguir. 

Sendo a educação, a nível nacional, a mãe de todos os males consequentemente Dom Eliseu é afetado por essa situação atingindo, evidentemente, os estudantes a partir dos professores, esses que são produtos deste sistema inepto. 

A mais de quarenta anos que o Brasil tenta um avanço substancial na educação, mas a cada dia que passa a situação piora mais, e isso é preocupante, pois os professores de hoje são frutos de decisões tomadas no passado refletindo no que se vê atualmente, a exemplo da condição atual dos estudantes das escolas públicas municipais que chegam ao primeiro ano do ensino médio de Dom Eliseu em condições educacionalmente lastimáveis. 

A partir da metade dos anos quarenta a elite brasileira resolveu que seria necessário universalizar a educação pública para se livrar da dependência do proletário, mas o aumento repentino da demanda por professores, a partir daí, fez com que pessoas sem o devido preparo e qualificação passassem a instruir a nova geração, que, recebendo instrução inadequada formaram grupos que depois foram as salas de aulas e formaram novas turmas desaguando no que vemos hoje no sistema educacional municipal que envia estudantes totalmente despreparados para o ensino médio. 

Um exemplo de distorção que forma gargalos na educação em Dom Eliseu é uma deficiência no desenvolvimento de tarefas entre educadores com reflexo negativo direto no interior da sala de aulas atingindo os estudantes. 

Hoje a dinâmica das atividades docentes dentro da escola divide-se em dois setores: os professores efetivos em sala de aulas e os coordenadores pedagógicos. Os dois têm que trabalhar em sintonia para que haja um ganho substancial no ensino aprendizado, mas, infelizmente existe conflito entre as duas funções que levam dificuldades para o avanço educacional no município. 

O coordenador pedagógico assume uma função mais técnica, pois quando o professor, dentro da sala de aula detecta que determinados alunos apresentam dificuldades de aprendizado o professor informa ao coordenador pedagógico que tem a obrigação de elaborar um projeto criando um forma de possibilitar que as dificuldades dos alunos sejam sanadas, mas em grande parte dos casos o coordenador pedagógico devolve os alunos ao professor da mesma forma que recebeu. 

O fruto da deficiência na gestão educacional em Dom Eliseu é visto em dois aspectos: dificuldade de comando, na pessoa do secretário de educação, para harmonizar as tarefas de professores e coordenadores pedagógicos e, a conseqüência disso, o baixíssimo rendimento dos alunos nas séries finais. Esse último aspecto foi constatado pela direção da escola de ensino médio de Dom Eliseu. 

A Escola de Ensino Médio Luiz Gualberto Pimentel de Dom Eliseu está preparando um projeto educacional para testar o nível dos estudantes secundaristas do município, e para isso realizou provas de avaliação com 800 estudantes do primeiro ano oriundo dos sistema educacional básico municipal, e para a surpresa da direção da escola 98% dos estudantes que fizeram as provas não conseguiram responde sequer uma questão de forma correta. Apenas dois estudantes conseguiram alcançar nota dois.

SOBERANIA CONCRETA

Tomar posse da soberania é urgente

Ainda hoje um soberano 
humano se apropria da 
liberdade popular escravizando 
a consciência das comunidades 

WALQUER CARNEIRO

A concepção de soberania nas camadas mais populares da nação brasileira ainda está, de forma inconsciente, centrada na figura de um indivíduo que detém poder. É justamente essa noção equivocada que permite ao país permanecer, ainda, como uma terra de povo subdesenvolvido, e muito tem contribuído para isso oligarquias municipais que se apossam de uma comunidade transformando-a em um feudo. 

Politicamente a soberania tem se revelado em muitas facetas no decorrer da evolução social do ser humano no planeta, e durante esse tempo o exercício do poder soberano vem sendo usurpado em benefício de uma minoria. Quem conhece a história sabe que a usurpação da concepção de soberania do povo vem sendo feita a mais de 10 mil anos, sendo que um dos precursores foi o império Babilônico que submeteu a sua vontade mais de 90% das nações e povos do mundo conhecido naquela época. Por mais de 3000 anos o império da Babilônia reinou com o poder centrado em apenas um indivíduo cuja linhagem supostamente divina concedia aos sucessores privilégio de soberano sobre os demais indivíduos. 

Um conceito pós-moderno define que a soberania é um dos principais elementos subjetivos para garantir um mínimo de individualidade ao ser humano permitindo que seja mantido o controle da ação deste. Em maior ou menor grau o ser humano é soberano sobre si mesmo. A ideia de soberania foi formulada há apenas 500 anos. Antes disso nenhum pensador havia estabelecido conceito sobre o fato. 

Mas em 1750 Jean-Jaques Roussou elaborou um novo parâmetro para a soberania, como importância coletiva, colocando essa como uma condição intrínseca aos seres humanos, mas que grande parte dos individuas não têm consciência do fato.

A soberania de um povo ou de uma nação tem que ser conquista a partir da consciência de cada individuo. Uma nação pode ser considerada relativamente soberana, como o Brasil, onde soberania plena é impedida pela falta de conhecimento dos indivíduos que formam essa nação. No caso do Brasil, vivemos em uma democracia representativa onde o povo, ainda, vê os representantes como um grande pai, causando uma distorção no exercício da soberania criando condições para que os representantes se apropriem daquilo que é de todos. 

A soberania usurpada de um povo por um indivíduo ou por um grupo torna-se autoritarismo, e foi por isso que os gregos criaram a noção de democracia, e mais tarde Marx elaborou a teoria comunista, esta além de restabelecer a soberania também resgata o poder econômico ao trabalhador. Tanto a democracia como o comunismo foram urdidos com o fim de restituir a soberania ao povo. O comunismo para se contrapor diretamente ao capitalismo que, hoje, é o maior mecanismo de apoderamento da soberania alheia. 

Mas, infelizmente, depois de milhares de anos de condicionamento na submissão à imagem de um soberano humano, está sendo difícil desarraigar da coletividade esse conceito negativo. E para isso contribui a falta de informação e o baixo poder aquisitivo da plebe rude. Condição essa que é proporcionada justamente para manter o controle e a dependência do povo a uma elite. 

No Brasil a população, ainda hoje, insiste em ver a figura de um rei na pessoa dos governantes. Isso acontece a nível federal, estadual e municipal; no executivo, legislativo, judiciário e eclesiástico, essa atitude faz com que essas figuras expropriem de cada indivíduo a sua porção de soberania, criando assim uma distorção social que leva uma minoria a se apropriar de uma porção de um território como se fosse um feudo. 

Um exemplo bem evidente, a nível nacional, de um território tomado com um feudo por um grupo político é o estado do Maranhão. E um arquétipo bem próximo de usurpação do direito de soberania de uma comunidade é Dom Eliseu, onde um grupo político e econômico, constituído por 70 famílias tomaram posse do município e o administra como se fossem uma propriedade particular. 

A libertação de um povo, seja no âmbito de uma nação, de um território, de uma região, ou de uma comunidade depende muito do grau de autonomia deste povo, levando em conta que na jornada para a conquista da soberania o povo recebe influências políticas, culturais, religiosas e econômicas que, por muitas vezes, impede a plenitude do exercício da soberania de uma nação.

A MÍDIA NINJA CHEGOU

Jovem comunicação do novo milênio

A comunicação real e instantânea
é concorrente direta das mídias
tradicionais que além de não
informar são lentas e dispendiosas

*POR JANDIRA FEGHALI
PORTAL VERMELHO




Rosto à mostra e uma câmera na mão. Verdadeiramente, não há como definir um cidadão neste perfil, durante a filmagem de um protesto, como um provocador oportunista e perigoso à ordem. A ação da mídia independente brasileira desafia o olhar tradicional da grande Mídia e o faz de forma criativa, moderna e o mais importante: livre.


Os protestos fluminenses trazem suas pautas sociais, como mais saúde e educação, passando pelo campo dos direitos humanos, como o sumiço do pedreiro Amarildo na comunidade da Rocinha, na Zona Oeste do Rio, a violência sexual contra as mulheres e a homofobia. Mas será que os temas que ecoam nas ruas chegam a todos nós? E se chegam, será que nos alcançam em sua versão real e não editada?

Os grupos de mídia livre aparecem exatamente aí. É quando surge a sigla mais ativa neste processo, desmembrada em “Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação”, ou, simplesmente, NINJA. Sua ação se inicia por coletivos de mídia independente do País que ampliam o debate sobre a exposição das notícias, a forma de retratação sem tendência, onde a câmera do celular de última geração é um gigante na luta pela democratização da informação. São aparatos simples, porém com tecnologia avançada, fruto de uma modernidade cada vez mais acessível ao cidadão brasileiro. Os Ninjas são arteiros, inteligentes e ávidos pela realidade. Fazem isso sem segredo.

Um dos braços por trás da ação Mídia Ninja é o coletivo Fora do Eixo, que reúne jovens de todos os estados, inclusive das capitais Cuiabá e São Paulo, onde se concentram. Erra quem pensa que eles surgiram apenas nessas manifestações. O trabalho Ninja é um forte motor na divulgação e consolidação da cultura e diversidade brasileira. Esses comunicadores são responsáveis há tempos por reverberar o que ocorre, por exemplo, com os mais de 3 mil Pontos de Cultura do Brasil, da dança folclórica do Norte ao grupo de rock alternativo do Rio Grande do Sul. Das festas tradicionais nordestinas, dos encontros e debates universitários e de muitos temas que não são de interesse da mídia tradicional. Ninjas são soldados da realidade. Da que existe diariamente, não da que é comercializada em “pílulas”.

Nem todo mundo sabe ou está preparado para lidar com o real. E foi exatamente isso que aconteceu no Rio, na segunda-feira (22), durante os conflitos entre provocadores mascarados e a polícia militar. Enquanto um Ninja filmava da rua a ação da corporação, um policial o deteve com argumento inconsistente de “averiguação”. Revistou mochila, não encontrou nada, mas mesmo assim o levou para a delegacia do Catete, de forma arbitrária. Quebrava-se, naquele momento, o fundamental e constitucional direito e liberdade de imprensa. Prática indissociável do Estado democrático de direito.

O jovem fora solto após trabalho incansável de profissionais da Ordem dos Advogados do Brasil. Também busquei diálogo com a chefe da Polícia Civil, Marta Rocha, por telefone, defendendo o direito de comunicação do Ninja e sua libertação. Logo após a soltura, a Mídia Ninja e a sociedade reagiram efusivas. Foi assim na rua, como também nas redes sociais – um dos pilares dessa comunicação.

É dever do Estado e de todos nós, parlamentares ou gestores, dar formas de crescimento a este segmento. Há 20 anos que trabalho por isto e a própria Comissão de Cultura da Câmara, a qual presido, já caminha nesse norte. Nossa meta hoje é garantir novas formas de financiamento por bancos públicos e privados, políticas que fomentem seus pequenos grupos e o Marco Regulatório da Comunicação. Neste campo, ressalto, também entram rádios e TVs comunitárias, sites, blogueiros e webtv.

À primeira vista, os Ninjas podem parecer órfãos, mas possuem parceiros importantes nesta empreitada. Somos nós, a sociedade civil e todos aqueles que compreendem que a liberdade de ter um rosto à mostra e portar uma câmera na mão é a garantia de um País democrático também.

* Foi Deputada Estadual, está no quinto mandato de Deputada Federal, Secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói e Secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Relatou a Lei Maria da Penha e atualmente preside a Comissão de Cultura da Câmara de Deputados