DOM ELISEU, CARNAVAL E COMPROMISSO

O melhor é patrocinar festas ou gerar emprego e renda?

As personalidades e pessoas comuns
da cidade precisam se esforçar 
para melhorar o debate em
torno da cidade que queremos
 
WALQUER CARNEIRO

A proximidade da eleição municipal incentiva as conversas sobre política, e nesse momento o indivíduo verbaliza suas preocupações e interesse em relação à cidade onde mora, e invariavelmente as conversas apresentam reflexo das seqüelas que ficaram provenientes da disputa na eleição anterior. Porque o fulano isso, o beltrano aquilo, o sicrano aquilo outro, e por ai a fora. E foi em uma dessas conversas que eu fiquei preocupado com a qualidade cultural e objetivo de pessoas que se dizem amar e ter compromisso com essa cidade.

Tudo aconteceu num almoço na casa de um amigo, que por sinal é pré-candidato a prefeito nesta eleição, em volta da mesa, onde estava sendo servida uma lauta feijoada, umas oito pessoas conversavam amenidades, até que em determinado momento o assunto passou a ser política administrativa municipal, e, como não podia deixar de ser, algumas críticas foram tecidas sobre a atual administração, abordando o fato do prefeito ter patrocinado os abadás para o bloco dos Alterados, e lembraram também o fato do poder público municipal não ter planejado um evento para o carnaval neste ano.

– Isso está desqualificando a nossa cidade, a tradição do carnaval -, disse alguém recebendo a concordância da maioria ali na mesa onde todos foram unanimes em afirmar que esperavam que a prefeitura fosse contratar umas duas bandas ou trios elétricos, e blá, blá, blá, blá, blá,blá..., até que alguém lembrou que em maio é o aniversário da cidade e a conversa ficou animada.

–É...Vamos ver se esse prefeito é bom mesmo! No aniversário da cidade ele não pode fazer feio, ainda mais que é ano eleitoral-, disse um gaiato esperando que a prefeitura contrate umas bandas boas e ta-les coisas... – É mesmo, faz tempo que Dom Eliseu não vê umas bandas boas!!-, disse outra comensal.
Foi então que um jornalista e apresentador de televisão da cidade, de forma lúcida, resolveu dar seu pitaco, mudando o rumo da conversa.

- Negócio de ficar gastando dinheiro com blocos de carnaval, bandas caríssimas! Isso não dá resultado não, - enfatizou o jornalista, prosseguindo: - Um prefeito bom tem é que fazer projetos para atrair empresas e gerar emprego na cidade. – disse peremptório e de forma séria o apresentador de televisão, e continuou:
- O dinheiro que é gasto com a contratação de bandas e patrocínios para festas, que chega a mais de trezentos mil por mês, tem é que ser investido na criação de um departamento de indústria e comércio e montagem de uma equipe para pesquisar empresas que possam ter interesse na região, - disse o jornalista calando-se em seguida e esperando que alguém concordasse com ele, porém apenas eu comentei que na atual situação não podemos ficar exigindo gastos com festas.

Contudo nem mesmo o pré candidato a prefeito que estava sentado à mesa teve a coragem de discordar da maioria, e foi neste momento que senti que nossa cidade vive um momento de baixa qualidade na reflexão sobre o município que queremos, porque as pessoas naquele mesa, em tese, diziam ter compromisso com o município, todavia não tiveram a capacidade de ampliar o debate sobre proposta feita pelo jornalista apresentador de televisão. Ao contrário, alguns minutos depois ninguém lembrava mais que Dom Eliseu está passando por uma crise de emprego e na economia. A maioria naquela mesa, naquele dia, optaram por continuar falando sobre festas, baile do havaí, carnaval, shows, e blá, blá, blá, blá, blá, blá...Pobre Dom Eliseu. Pelo visto vai continuar ao deus dará...

VALE FLORESTAR DOA COMPUTADORES

Escolas da zona rural de Dom Eliseu ganham computadores da Vale

A coordenação pedagógica do
campo elaborou um projeto
que foi aprovado pelos
acionistas da Vale Florestar


WALQUER CARNEIRO

A empresa Vale através da Vale Florestar, sua subsidiária em Dom Eliseu, que executa projetos de reflorestamento comercial na região, fez a doação de 44 computadores que serão usados nas escolas públicas da zona rural do município. A cerimônia de entrega dos computadores aconteceu no dia 16 na sala de eventos da secretaria de educação com a presença de diretores da Vale Florestar, professores e coordenadores pedagógicos da zona rural. 

Do total de maquinas doadas vinte são computadores convencionais e vinte a quatro são notebooks, equipamentos esses que eram utilizados no escritório da empresa em Dom Eliseu, todavia em bom estado de conservação e prontos para serem utilizados, conforme afirmou o diretor executivo da Vale Florestar, Carlos Henrique Garcia admitindo que a doação é a forma que a Vale Florestar tem para contribuir com a responsabilidade social na educação garantindo acesso à tecnologia para as escolas rurais. 


Para permitir a doação houve a necessidade da elaboração de um projeto montado pela equipe pedagógica do meio rural. A organização do projeto foi conduzida pela professora Luciana Martins, uma das coordenadoras pedagógicas da zona rural, para quem os computadores são ferramenta das quais a educação rural não pode abrir mão. “Através destas máquinas a gente vai poder introduzir a inclusão digital dentro das escolas do campo que serão usadas tanto pelos alunos e professores quanto para os trabalhos administrativos”, disse Luciana.

De acordo com o levantamento da equipe pedagógica da zona rural 12 escolas estão aptas a receber os equipamentos, pois quando foi feito o projeto levou-se em consideração a infra estrutura para receber as máquinas, sendo que serão 3 computadores, em média, por cada escola, “Todas as escolas selecionadas já contam com energia elétrica, salas com mobiliário para receber os computadores, e por isso a importância de um projeto bem elaborado”, contou Luciana.

Carlos Henrique confirmou o que descreveu Luciana Martins revelando que a diretoria da Vale submete o projeto a avaliação dos acionistas, por isso a necessidade de um projeto bem estruturado para que a Vale Florestar possa receber o compromisso da instituição beneficiada de que os objetos da doação serão utilizados tão logo seja sacramentada a doação. “O que nós temos que sentir é que vai haver um retorno bastante significativo do ponto de vista social ou educacional, mas tem que ser um projeto bem elaborado para convencer os acionistas da empresa da viabilidade da doação”, explicou Carlos Henrique.

ESPÍRITO DE VOLUNTÁRIO

O sopão da Dona Maria alimenta o corpo fortalecendo o espírito 

O espírito de voluntária de 
uma senhora sexagenária
contagia e leva esperança 
a pessoas necessitadas 

WALQUER CARNEIRO 

Trabalho voluntário para muitos é uma tarefa difícil de ser executada, pois requer, em primeiro lugar, compromisso com uma causa, e segundo, desprendimento das coisas materiais , pois como o próprio nome demonstra, não há retorno monetário pelo trabalho prestado.

Geralmente quando uma pessoa ou instituição se dispõe a executar um trabalho voluntário o propósito é de doar apenas poucas horas por semana, ou mesmo por mês, na tentativa de amenizar a precariedade da situação de alguém ou de um grupo de pessoas. É raro alguém doar seu tempo integralmente para o trabalho voluntário voltado a servir pessoas que integram a camada da população em risco social, as quais o estado não consegue levar o mínimo para garantir uma vida digna.

 


Em Dom Eliseu o voluntarismo mostra a sua verdadeira expressão com as ações da Dona Maria da Sopa que reside no município há 20 anos, na Rua Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Esplanada, e é assim conhecida por atrás ter iniciado, há dez anos, suas atividades de trabalho voluntário com a distribuição do sopão comunitário.
A sopa que é distribuída todas as quartas-feiras á tarde beneficia a cerca de 40 famílias carentes que correm até à casa da Dona Maria da Sopa levados pela necessidade de uma alimentação mais saudável e nutritiva ao menos uma vez por semama, e é aí que fica demonstrado o verdadeiro valor do trabalho desenvolvido por Dona Maria da Sopa, pois o que ela faz supre uma necessidade básica e eminentemente fundamental para a sobrevivência das pessoas que dela fazem uso. 
A disposição de Dona Maria da Sopa para ajudar as pessoas carentes contagia outras pessoas a exemplo dos proprietários do Supermercado JK que cumpre um papel fundamental na doação dos ingredientes que compõe a sopa que leva vários tipos de verduras e legumes além de carne, e que depois de pronta fica muito saborosa e oferece nutrientes preciosos para a manutenção da saúde. 
As ações realizadas por Dona Maria da Sopa são contagiantes, e para ela vai além de uma atividade comum de trabalho, pois outras pessoas da comunidade retornando em amizade com a conseqüente doem seu tempo para auxiliar no trabalho de preparação da sopa, desde a recepção dos ingredientes, seleção e preparo. Hoje Dona Maria da Sopa conta com um grupo de 20 pessoas, entre homens e mulheres que disponibilizam tempo dando apoio no sopão comunitário.


Além do sopão beneficente todas as quartas-feiras, a Casa da Dona Maria da Sopa ainda oferece todos os dias pão para mais 40 famílias. Os pães também são doados por empresários e personalidades políticas da cidade. Tanto para arrecadar os ingredientes para a sopa quanto para angariar os pães Dona Maria da Sopa faz um intenso trabalho de contato e acordos diplomáticos com o objetivo de garantir que as pessoas carentes possam continuar recebendo ajuda.

Para Dona Maria da Sopa não há dificuldade nenhuma em realizar o trabalho voluntário, já que ela parte do princípio de que a força primal e moto consciente, criador de todas as coisas é que leva o ser humano a sentir piedade do semelhante, principalmente daqueles que não tem a sensibilidade suficiente para se ligar ao Eterno de dias e superar barreiras que os põe em estado de letargia existencial, sendo impedido de reagir a uma situação adversa.

PÓLO UNIVERSITÁRIO DOM ELISEU

Professores recebem formação de nível superior pela UFPA

O pólo universitário conta
com duas universidades atendendo
estudantes de Dom Eliseu
e municípios da região

WALQUER CARNEIRO


A educação superior já ganhou espaço em Dom Eliseu, e hoje o município conta com um Pólo Universitário que atende mais de mil estudantes, inclusive de outros municípios da região, que através do Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) podem ter acesso a cursos superior pela UFPA - Universidade Federal do Pará, e também da UFRI – Universidade Fluminense do Rio -, e muito em breve o Pólo terá a a extensão da UFRA – Universidade Federal Rural da Amazônia -, na Escola Municipal Manoelito Sandes Andrade.

O Pólo Universitário de Dom Eliseu existe desde 2008, ano em que a UFPA inaugurou uma extensão na escola Manoelito Sandes Andrade, e agora, em 2012, dá continuidade às atividades letivas com cinco turmas, duas de administração, duas de matemática e uma de letras com a certeza de, ainda esse ano, ser acrescentado ainda os cursos de química e física.

A aula inaugural de 2012 da Extenção da UFPA em Dom Eliseu aconteceu no dia 10, ocasião em que uma cerimônia recebeu a secretaria executiva do curso de letras da UFPA em Marabá, Marcele Andrade e Alexandre Diniz, orientador do Ambiente Virtual de Aprendizagem que foram recebidos pela coordenadora do pólo universitário de Dom Eliseu, Michele Aquino, que convidou para o evento o prefeito Joaquim Nogueira Neto e o secretario de educação, Roque Rodrigues Filho. 

Os cursos oferecidos pela extensão da UFPA são direcionados para a formação superior aos professores de rede pública municipal de ensino através da interiorização de ofertas de cursos por meio do programa da UAB que disponibiliza uma plataforma virtual para cursos superior a distância.

Michele Aquino,
coordenadora  do  pólo
Michele Aquino esclareceu que o Pólo Universitário de Dom Eliseu tem como objetivo proporcionar a oportunidade aos professores da rede pública municipal de ensino de toda a região o acesso a formação superior como determina o Plano Nacional de Educação (PNU). “A importância do pólo é os estudantes de Dom Eliseu e municípios vizinhos não precisarem estar indo para a capital, estudando no próprio município, com gasto zero, pois os cursos ofertados pela UFPA são gratuitos e de qualidade”, explicou a coordenadora. 

Quando começou a funcionar o Pólo da UFPA contava com apenas um curso de matemática e 50 estudantes, conta Michele Aquino informando que em 2011 já contavam mais mil alunos, e para 2012 já está planejado o acréscimo de outros 500 estudantes, sendo que o Pólo de Dom Eliseu é o único do Pará a oferecer todos os cursos da UFPA disponibilizados dentro do programa da UAB. “Neste tempo houve um avanço considerável pela importância na formação dos professores de rede pública municipal de Dom Eliseu e outros municípios sem que os estudantes precisem ir até a capital do estado”, disse Michele. 

Além dos estudantes de Dom Eliseu professores do ensino fundamental de mais 11 município estudam no pólo de Dom Eliseu. Dos 1050 estudantes cerca de 450 são oriundos de outros município, como Rondon do Pará, Ulianópolis, Paragominas, Tucumã, Marabá, Abel Figueiredo, Imperatriz e Açailândia, Itinga e Bom Jesus.

A extensão da UFPA no pólo de Dom Eliseu funciona com o apoio da administração pública municipal, todavia com o suporte pedagógico da UFPA que disponibiliza uma plataforma virtual para apoio aos estudantes, a partir deste ano já está sendo preparado uma ampliação no oferecimento de cursos, e a estrutura da escola onde funciona o pólo está sendo aparelhada com a construção de laboratórios para receber os cursos de química, física, além de que o pólo contará também com cursos de graduação em administração, e duas pós graduação em gestão municipal e gestão em saúde. 


Marcele Andrade, secretária
executiva  UFPA  Marabá
Os cursos a distância oferecidos pela extensão da UFPA tem o mesmo grau de qualidade dos cursos presenciais na sede em Belém, e de acordo com Marcele Andrade o pólo de Dom Eliseu é muito importante, pois no momento não é possível montar um campus universitário com a estrutura que tem a UFPA como o de Marabá. “Esta parceria faz com se possa oferecer serviços de cursos em nível superior em municípios que não têm essa estrutura, com a validade de um certificado que a UFPA oferece em Belém”, contou Marcele asseverando que o mesmo projeto pedagógico que é aplicado em Belém é também replicado nos cursos a distância para os municípios, e os professores que dão aula na UFPA em Belém são os mesmos que fazem o acompanhamento como coordenadores das disciplinas nas modalidades a distância.

Além de que os alunos do pólo de Dom Eliseu contam com o auxílio através do site da UFPA onde é oferecida a plataforma onde os alunos podem acessar e tirar dúvidas, sempre monitorados e acompanhados por professores/tutores que são responsáveis para esclarecimentos. 

Maria José dos Reis é uma aluna do pólo universitário de Dom Eliseu. Ela é do Município de São Miguel do Guamá onde atua como funcionária pública municipal e orientadora do Projovem. Ela entrou para o pólo na turma de 2011, e vê o pólo como uma novidade boa, tendo se surpreendido com a escola onde funciona o pólo, que para ela tem estrutura de uma universidade mesmo, e se não fosse o pólo de Dom Eliseu demoraria um pouco mais para ela ter acesso a uma em curso superior em Belém. “Quando eu fiz o vestibular havia dez anos que eu tinha terminado o ensino médio, e para mim entrar logo em uma universidade em Belém a competitividade é muito maior, e eu não teria entrado de primeira não”, disse. 

AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

A UFPA disponibiliza uma plataforma virtual que serve de acesso aos estudantes da instituição interagir em um ambiente virtual através de uma rede na internet. O ambiente virtual de aprendizagem é uma ferramenta fundamental para que estudantes, professores e universidade estejam em contato em qualquer momento e em qualquer lugar. E para o pólo de Dom Eliseu está sendo montada uma sala para ser utilizada como 
ambiente virtual de aprendizagem.

Alexandre Diniz, orientador
do ambiente  virtual de
aprendizagem 

Em conformidade com a análise do professor Alexandre Diniz, que está coordenando a estruturação do ambiente virtual nas dependências da escola Manoelito Sandes Andrade, a ferramenta oferece resultados positivos como se o estudante estivesse em uma aula presencial. “O ambiente virtual não só dá resultados positivos como a cobrança é multiplicada por meio de tarefas agendadas, os alunos precisam acessar essa plataforma de ensino e precisam interagir com os demais alunos e, além, disso a cobrança vem do próprio aluno que precisa postar seu material e apresentar resultados de atividades que estão agendadas fazendo intervenções durante o período”, explicou Alexandre. 

Além do ambiente virtual de aprendizagem há também a figura do tutor presencial que está sempre presente no pólo auxiliando os alunos a tirar dúvidas em relação ao material que o professor na sede em Belém encaminhou através da plataforma de qualquer lugar que ele estiver no Brasil. “O estudante insere o material na plataforma e o tutor presencial ajuda os alunos a desenvolver as atividades e a resolver alguma questão mais técnica da própria plataforma”, finalizou Alexandre.

MATÉRIA PRIMA MORTAL

Amianto Condenação na Itália, uso liberado no Brasil

Mineral com alto grau de
resistência a decomposição
é altamente prejudicial
à saúde do ser humano

CARTA CAPITAL C/ MUNDO VIRTUAL



A exposição de trabalhadores e pessoas da comunidade aos males causados pelo amianto – fibra natural considerada cancerígena, mas resistente e barata e, por isso, muito utilizada na construção civil – levou dois magnatas à cadeia.

A Justiça italiana condenou na segunda-feira 13 o bilionário suíço Stephan Schmidheiny e o barão belga Louis de Cartier de Marchienne a 16 anos de prisão. Os fundadores da empresa Eternit responderam por omissão intencional de cautelas e desastre ambiental doloso ao expor funcionários ao produto, sabendo que este era prejudicial ao meio ambiente e à saúde.

A sentença ainda obriga a dupla a pagar 95 milhões de euros em indenizações aos autores da ação civil, que traz milhares de doentes terminais e mais de 2 mil mortos.

Segundo a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), o item, proibido em mais de 50 países, é utilizado em quase 3 mil produtos industriais, como telhas, caixas d’água, pastilhas e lonas para freios.

Hermano Castro, pneumologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, destaca que o amianto é considerado cancerígeno em todas as suas formas – inclusive o crisoltina, usado no Brasil – desde o século XX. “Não existe justificativa para a utilização do amianto da maneira como ocorreu e há uma enorme responsabilidade do setor industrial nisto. O mesmo acontece com outros produtos nocivos à saúde, mantidos no mercado apenas por questões comerciais.”

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que 125 milhões de pessoas convivem com amianto no trabalho e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 100 mil trabalhadores morram por ano devido a doenças relacionadas ao amianto.

As principais enfermidades causadas pela exposição do ser humano ao amianto são:

ASBESTOSE

A doença é causada pela deposição de fibras de asbesto nos alvéolos pulmonares, provocando uma reação inflamatória, seguida de fibrose e, por conseguinte, sua rigidez, reduzindo a capacidade de realizar a troca gasosa, promovendo a perda da elasticidade pulmonar e da capacidade respiratória com sérias limitações ao fluxo aéreo e incapacidade para o trabalho. Nas fases mais avançadas da doença esta incapacidade pode se estender até para a realização de tarefas mais simples e vitais para a sobrevivência humana.

CÂNCER DE PULMÃO

O câncer de pulmão pode estar associado com outras manifestações mórbidas como asbestose, placas pleurais ou não. O seu risco pode aumentar em 90 vezes caso o trabalhador exposto ao amianto também seja fumante, pois o fumo potencializa o efeito sinérgico entre os dois agentes reconhecidos como promotores de câncer de pulmão. Estima-se que 50% dos indivíduos que tenham asbestose venham a desenvolver câncer de pulmão. O adenocarcinoma é o tipo histológico mais frequente entre os cânceres de pulmão desenvolvidos por trabalhadores e ex-empregados expostos ao amianto e o risco aumenta proporcionalmente à concentração de fibras que se depositam nos alvéolos pulmonares.

JUVENTUDE BRASILEIRA


UNE pressiona por aprovação do Estatuto da Juventude

A expectativa é que consigam
aprovar um Estatuto que
esteja conivente com as demandas
das novas juventudes do século 21

PORTAL VERMELHO C/ REDAÇÃO DO BLOG


Juventude, palavra que por si só já demonstra o seu significado, e quase sempre vem à mente energia e disposição quando ouvimos o termo ou nos defrontamos com um indivíduo jovem. A massa humana da juventude representa no Brasil mais e 50 milhões de pessoas que ainda hoje é pouco valorizada e sub utilizada e quase nada compreendida na sua totalidade. Do total da população brasileira de 192 milhões de pessoas, 25,8% são de jovens nas idade entre 15 a 29 anos de acordo com números do IBGE no censo 2010.


A exemplo da criança, do adolescente e do idoso, o direito do jovem tem que ter uma garantia para ser assegurado e respeitado, já que o Brasil ainda é um país de oligarquias e patriarcal ao extremo se faz necessário afirmar o direito da juventude através de códigos que estabeleça claramente as normas legais contidas na constituição federal, e para isso está sendo discutido no congresso nacional a aprovação do Estatuto da Juventude.

A partir desta quarta-feira (15), O Estatuto da Juventude (PLC 98/11) estará, novamente na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal brasileiro. A discussão e a votação do item deveriam ter ocorrido no dia 8, mas foram adiadas para esta semana. Movimentos de estudantes prometem pressionar os senadores para aprovar o Estatuto.


Para chamar a atenção da sociedade e pressionar os parlamentares, a União Nacional dos Estudantes (UNE) convocou para esta quarta-feira, às 13h, uma grande “guerrilha virtual”. O objetivo é claro: mobilizar e pressionar os senadores a aprovarem imediatamente o Estatuto da Juventude. 


A ideia é que a juventude brasileira utilize as redes sociais como instrumento de luta, levando para todos os cantos do país a mensagem da manifestação. Na quarta-feira passada (8), a mobilização deu certo e a hashtag #EstatutodaJuventude ficou em segundo lugar nos Trendings Topics (TTs) Brasil do Twitter, sendo um dos assuntos mais comentados do microblog. Para Daniel Iliescu, presidente da UNE, a “guerrilha virtual” é o principal instrumento de combate da juventude e pode mudar a cara do Brasil nesta quarta-feira: “A participação popular é o motor das transformações sociais. A manifestação da opinião de cada jovem pode contribuir com o andamento do processo no Senado. Por isso, é fundamental que os jovens se posicionem sobre o Estatuto da Juventude”.

Virgínia Barros, diretora da UNE, destaca que os movimentos estudantis acompanham a construção e as discussões referentes ao Estatuto da Juventude desde a Câmara dos Deputados. O projeto contempla os direitos dos jovens entre 15 e 29 anos. 

"A expectativa é que consigam aprovar um Estatuto que esteja conivente com as demandas das novas juventudes do século 21”, comenta, destacando questões como acesso à educação, lazer e emprego.

Outras organizações também estimulam as pessoas a reforçarem os pedidos de aprovação do Estatuto para os parlamentares através de mensagens em redes sociais e/ou páginas virtuais. A lista com os nomes dos 46 integrantes (23 titulares e 23 suplentes) da CCJ está disponível no site do Senado.


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COOPERATIVISMO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL


Incentivo para a agricultura sustentável

Desmatamento na Amazônia
atinge menor área em
22 anos, destaca
presidenta Dilma Rousseff
BLOG DO PLANALTO


O desmatamento da Amazônia, que tinha chegado a 27,7 mil km2, em 2004, no ano passado foi reduzido para 6,2 mil km2, a menor área desmatada dos últimos 22 anos, informou a presidenta Dilma Rousseff na coluna Conversa com a Presidenta, ao fazer um balanço das medidas do governo federal para redução da emissão dos gases de efeito estufa. A presidenta esclareceu que com o Programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, o governo incentiva agricultores a adotarem sistemas produtivos sustentáveis e medidas para a recuperação de áreas degradadas. No Plano Agrícola 2011/2012 – disse a presidenta –, foram destinados R$ 3,15 bilhões, com juros de 5,5% ao ano, para o programa.

Outra frente de atuação mencionada por ela foi a manutenção e ampliação de fontes de energia limpas. Dilma Rousseff lembrou que na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2009, em Copenhague, o Brasil comprometeu-se, voluntariamente, a reduzir em 36,1% a 38,9% as emissões projetadas para até 2020. 

“Poucos dias depois da Conferência, esse compromisso foi incorporado na lei que instituiu a Política Nacional de Mudanças Climáticas. Na última conferência sobre Mudanças Climáticas, na África do Sul, em dezembro, o Brasil seguiu na vanguarda, propondo um acordo de redução das emissões que inclua todos os países e que seja obrigatório. O que está em jogo não é o futuro apenas do Brasil, mas de toda a humanidade.”

Ao aposentado de Maceió (AL) Carlito Amaral, Dilma Rousseff explicou a política federal para a fabricação de biodiesel por agricultores familiares, que “tornou-se um excepcional programa de inclusão social”. Segundo a presidenta, o número de estabelecimentos da agricultura familiar que participam do Programa Brasileiro de Produção e Uso de Biodiesel passou de 16 mil, em 2005, para 100 mil, em 2010, e estima-se que tenha chegado a 110 mil, em 2011. 

Ela destacou que o faturamento dos agricultores também aumentou de maneira exponencial, passando de R$ 68 milhões, em 2006, para, segundo estimativas, mais de R$ 1,4 bilhão, em 2011. 

“Esse crescimento extraordinário da participação dos agricultores familiares se deve, em boa medida, à organização em cooperativas. O número de cooperativas passou de 4, em 2006, para 70 atualmente. No final de 2011, já havia no Brasil 56 usinas de biodiesel e, destas, 37 possuem o Selo Combustível Social (66%). O Selo é concedido àquelas que compram dos agricultores familiares, diretamente ou através de suas cooperativas, e lhes prestam assistência técnica rural. Em contrapartida, essas empresas passam a contar com benefícios tributários, melhores condições de financiamento, participação assegurada de 80% do biodiesel negociado em leilões públicos, entre outras vantagens.”

Alma Comunicações