domingo, 25 de dezembro de 2011

MINISTRO DO ESPORTE INOCENTE


Acusações contra Orlando não se confirmaram

De maneira irresponsável a imprensa
golpista acusou o ministro do
esporte baseada apenas na palavra 
sem provas de um policial militar

FONTE – BLOG DEMOCRACIA & POLÍTICA

Por Jailton de Carvalho, no “O Globo”

“Aldo Rebelo fez auditoria interna em 111 convênios com ONGs e diz só ter encontrado falhas ‘normais’. Mas excluiu os convênios “do escândalo no Esporte” [assim eram tratados os convênios pela mídia e oposição. Foram excluídos da auditoria porque já haviam sido investigados e não havia irregularidades neles].

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, anunciou, na quinta-feira (22), a conclusão da auditoria interna em 111 convênios e contratos com organizações não governamentais (ONGs), como determinou a presidente Dilma Rousseff em 31 de outubro. Segundo o ministro, os fiscais detectaram falhas formais em algumas prestações de contas, mas não encontraram indícios de desvios de dinheiro.

A devassa não incluiu os convênios com as ONGs do soldado da Polícia Militar João Dias Ferreira e outras entidades denunciadas ao longo do processo que levou à queda do ex-ministro Orlando Silva. [Pois] esses convênios já [foram] analisados pelo ministério [e] pela Controladoria Geral da União (CGU).

“Sempre se encontram irregularidades com prazos, datas, por trocas de nota. Isso é muito comum porque as entidades, mesmo de boa-fé, nem sempre têm uma assessoria jurídica e técnica que preencha as exigências dos órgãos de controle. A absoluta maioria é de irregularidades formais”, disse Aldo, ao ser perguntado sobre o resultado da fiscalização.

O relatório com o resultado da fiscalização foi enviado à Casa Civil e à CGU. A devassa nos convênios foi determinada por Dilma, depois de sucessivos “escândalos” [segundo a mídia e a oposição] nos ministérios do Turismo e do Esporte. Pelo prazo estabelecido pela presidente, os ministérios devem concluir as investigações internas até 29 de janeiro.

[OBS deste blog:] Os tais “escândalos” foram as acusações de que o Ministro do Turismo utilizava os serviços de dois funcionários –empregada e motorista- em sua residência e o Ministro dos Esportes firmara convênios irregulares com ONGs e recebia dinheiro em mala na garagem do Ministério –fato nunca provado; somente existente nas palavras do ex-soldado da PM, que repercutiram longamente em fartas matérias dos jornais e TVs da oposição].

O ministro reafirmou, ainda, que não pretende fazer convênios com ONGs. Os contratos serão firmados com governos estaduais, prefeituras e universidades, entre outros órgãos públicos.

O ministro disse que não tem nada contra as ONGs. Para ele, em linhas gerais, as ONGs prestam importantes serviços ao país. Mas o ministério não teria condições de fiscalizar todos os repasses para essas entidades. Pivô da queda de Orlando Silva, João Dias acusou dirigentes do PCdoB, partido do ministro e do ex-ministro, de fazer convênios com ONGs para engordar o caixa do partido. Duas ONGs do PM receberam recursos do ministério. Em 2006, Dias foi candidato a deputado distrital pelo PCdoB.

As acusações do PM deram origem ao afastamento do Ministro e à investigação contra Orlando Silva e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também ex-ministro do Esporte, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os dois têm negado envolvimento com as supostas irregularidades nos convênios com ONGs [e até agora não há qualquer indício de veracidade nas acusações do ex-soldado].

Para não repetir [os supostos] “erros” dos antecessores [acusados dolosa e injustamente pela mídia e oposição], logo quando assumiu o ministério, Aldo anunciou que não faria convênios com ONGs. O ministro disse, ainda, que manteria os contratos em andamento, mas todos eles seriam fiscalizados.”

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE FIM DE ANO

Mais um ano se aproxima, e a solidariedade onde está?

Porque as pessoas reservam
apenas cinco dias por ano
para tentar ser solidárias
desejando boas realizações?

WALQUER CARNEIRO

Caríssimos leitores e amigos do Blog Porta Pro Futuro, nas ações e postagens durante o ano de 2011 tentei  levar  todos a compartilhar um  grau mais elevado de compromisso nutrindo  no leitor a necessidade de cultivar a empatia  com seus semelhantes, mostrando  ser justamente esse o espírito que deve vicejar na mente dos seres humanos,  não apenas durante cinco dias por ano, porque a solidariedade e a fraternidade têm que ser praticadas todos os dias, com cada um de nós procurando olhar ao nosso redor com mais atenção,  percebendo  que a falta de perspectiva e a dureza da vida se faz presente o ano todo.

Partindo deste pressuposto   teremos  360 dias do ano para  tentarmos efetuar ações que possam aproximar os indivíduos,    levando  as pessoas a entender o verdadeiro significado do amor ao próximo, e assim sim, durante cinco dias   festejarmos, em  família,  as conquistas coletivas forjadas para uma sociedade potencialmente mais justa.


Felicidades geral.
Que as bênçãos do Eterno permaneçam sobre todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CPI INVESTIGA PSDB

Os Tucanos do alto escalão estão apreensivos

O livro Privataria Tucana apresenta  
sérias denúncias, comprovadas
documentalmente, de ilícitos praticados por
José Serra quando esteve no governo federal

FONTE – PORTAL VERMELHO


Protógenes protocola CPI que pode levar tucanos para a cadeia

Um dia histórico para o país. Nesta quarta-feira (21), o deputado Protógenes Queiroz protocolou junto ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o requerimento para a instalação da CPI da Privataria Tucana. “A Câmara hoje se mobiliza atendendo a um apelo popular muito forte, através principalmente das redes sociais”, comentou Protógenes.


CPI  2

Deputados entregam a Marco Maia requerimento para criação da CPI

“Começou como CPI da Privataria, mas muitos já estão chamando de CPI da Cidadania, pois é uma CPI pluripartidária, com assinaturas de todos os partidos. Muitos deputados da oposição assinaram porque também se disseram surpreendidos com as revelações do livro”, informou o deputado comunista.

Foram colhidas 206 assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que pretende investigar um grande esquema de corrupção ocorrido durante o processo de privatizações das estatais no governo de Fernando Henrique Cardoso.

O fato novo que motivou o pedido de CPI foi a publicação do livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que trouxe centenas de documentos comprovando o recebimento de propinas e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais. Participaram da entrega do requerimento, ao lado de Protógenes, os deputados Jô Moraes (PCdoB-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Ricardo Berzoini (PT-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

CLAMOR POPULAR

Protógenes considerou um dia histórico, pois os deputados atendem a um clamor popular pela criação da CPI. “Queremos esclarecer e dizimar uns fantasmas que rondam a política brasileira. Nas privatizações da década de 90, nós pagamos um custo social muito alto e agora descobrimos para onde foi o dinheiro”.

O deputado fez questão de ressaltar que todo o movimento que surgiu no país se deve `a publicação do jornalista Amaury, “é muito mais que um livro, é um verdadeiro documento, uma espécie de libelo acusatório. E nós vamos procurar através dessas acusações as verdades que o Brasil quer e precisa saber”.

Delegado da Operação Satiagraha, que em 2008 prendeu o banqueiro Daniel Dantas, Protógenes viu conexões entre as informações do livro e outras operações policiais. “Nunca imaginávamos que grande volume de dinheiro enviado para o exterior era do processo de privatização”, afirmou.

PRESIDENTE

O presidente Marco Maia considerou que esta pode ser uma “CPI explosiva, com contornos muito claros de debate político”. Maia informou que recebido o requerimento, o próximo passo é encaminhar para a secretaria geral da Câmara para as devidas conferências. “Além disso, será feita uma análise jurídica do conteúdo do requerimento. Vamos cumprir na integralidade do regimento no que diz respeito a instalação da CPI e assim identificar se há um fato determinado”.

Maia comunicou também que ainda essa semana vai assinar a constituição de duas CPIs para começarem a funcionar a partir do início do próximo ano. A primeira investigará o possível aumento do trabalho escravo no país e outra terá como foco o tráfico de pessoas, em um trabalho complementar ao que foi desenvolvido no Senado.

De Brasília,

Kerison Lopes

 Clique AQUI  e leia uma resenha sobre o livro Privataria Tucana e acesse mais detalhaes sobre o assunto tratado livro

domingo, 18 de dezembro de 2011

CONTO DE NATAL 2011

Sagrada família de simples brasileiros
Em dezembro as pessoas
se revestem do espírito de
fraternidade enquanto a
realidade é muito diferente

WALQUER CARNEIRO

Era mais ou menos o meio do dia de uma sexta-feira, na data de 23 de dezembro de um ano qualquer do século vinte e um.

O homem jovem,  porém de aparência cansada, caminhava pela rua poeirenta com casas de madeira, maioria já velhas, e muitas prestes a ir ao chão. Ele levava nos lombos  uma mochila com aspecto de já ter sido muito usada.

O homem caminha pela rua pensando em sua família que ele não via a mais de três meses. Esposa, quatro filhos, dois adolesce e dois bebês, um de três e outro de um ano.  

Por ser próximo ao natal, fim de ano, a rua, mesmo em bairro pobre da periferia da pequena cidade, apresentava um movimento intenso de pessoas e veículos, principalmente motos, fazendo com que a poeira ficasse constantemente suspensa no ar causando agonia, e o homem ia repassando na memória seus planos para o natal e final de ano. 

Apesar de pouco dinheiro ele pretendia festejar com a mulher e filhos.

-- Tomara que dê ao menos para eu comprar uns presentes pra os meninos e uma sandália pra minha mulher.  --  pensou ele com seus botões anotando mentalmente que não poderia se  esquecer do garrafão de vinho.

Ele pára em frente ao portão sustentado por uma cerca carcomida pelo tempo. Olha para dentro do quintal de terra batida com algumas moitas de mato crescendo pelos cantos da cerca e da casa de madeira enegrecida e estranha o silêncio. Nem o grito de uma criança, nem o som de panelas e pratos sendo lavados no jirau, sequer o velho cão vira latas que morava com eles havia aparecido.

-- É... não deve  de haver ninguém em casa ! --  pensa ele abrindo o portão e caminhando para a porta da cozinha, já que a porta e a janela  da frente estavam fechadas, e neste momento ele escuta um grito lancinante vindo de dentro da casa.

Ele apressa o passo entre na cozinha e olha para dentro do quarto onde vê três dos quatros filhos, uma senhora vizinha,  e sua esposa aos prantos como que jogada em cima da cama.

-- O que foi que aconteceu ? – Perguntou o homem preocupado, momento em que a esposa levanta-se da cama mostrando  o pequenino corpo estirado no colchão, e logo ele se dá conta do que se passava.

NO OUTRO DIA

--Faz uns cinco dias que ele começou a tossir uma tosse seca e toda hora. -- falou a mulher para o marido que tinha o rosto molhado pelas lágrimas. -- É essa poeira miserável que não tem fim. -- Lamentou ela. --Eu levei no posto de saúde,  mas não tinha dinheiro para comprar os remédios. --Justificou a mãe aflita.

O homem olhou para a pequena e ordinária urna mortuária sentindo uma dor no peito, cobriu o rosto com as mãos caindo em um pranto calado imaginando se não poderia ter sido diferente, pois se tivesse retornado para casa uma semana antes talvez a criança ainda estivesse viva.

O homem retorna a realidade com uma mão tocando em seu ombro. Ele olha para trás e vê o rosto da senhora que acompanhara sua esposa nos momentos finais da vida do filinho há poucas horas atrás. -- O moço da funerária tá querendo falar com você. -- disse ela apontando para um homem com as mãos enfiadas nos bolsos da calças e olhando para o chão,  próximo à porta pelo lado de dentro da pequena sala da casa.

O pai de família  demora alguns segundos para compreender a situação e logo caminha na direção do agente funerário com quem troca algumas palavras em voz baixa.

-- Sinto muito, mas esse é o menor preço que posso fazer, e ainda transportamos o corpo até o cemitério – diz o agente enquanto o pai de família preocupado coça a nuca. -- Mas esse é todo o dinheiro que eu tenho. Como é que eu vou fazer depois !? – Exclama apreensivo.

O agente funerário enfia as mãos novamente nos bolsos da calça, olha para cima, dá um giro com o corpo sobre os pés, olha para o homem que está numa tristeza só e diz: -- Certo... vou descontar cinqüenta reais... é o que eu posso fazer pelo senhor. -- falou o homem da funerária.

O pai de família olhou para onde esta o caixão com o filho dentro e a mãe chorosa debruçada por cima,e mais três pessoas ao derredor.  

Os dois  filhos maiores perplexo com a situação enquanto o menorzinho   sentado no piso sugava sua chupeta sem entender nada do que acontecia. Neste momento o homem sentiu uma enorme angústia e uma ponta de revolta. Como um autômato ele foi até o quarto, remexeu na velha mochila de onde retirou o dinheiro que entregou ao homem da funerária.

O papa defuntos saiu e logo em seguida entrou um senhor vestindo camisa de mangas compridas abotoadas nos pulsos com as fraldas passadas por dentro da calça social pregueada. O homem leva um livro nas mãos. Tomou lugar próximo ao caixão e iniciou uma oração. – Senhor criador, tenha misericórdia desta família, ameniza a dor que está em seus corações. Este é um momento de reflexão, e como seres humanos temos que nos preparar para ocasião como esta,  que cedo ou tarde é inevitável... –

Enquanto o homem desfiava sua prece tentando consolar a família o pai desviou os olhos para um canto da sala e avistou algo que, por causa da correria do acontecido,  ainda não havia percebido. Levantando-se  vagarosamente se aproximou da mesa sobre a qual estava montado um pequeno presépio de natal e seu olhar se fixou na manjedoura onde se encontrava o recém nascido menino Jesus e ele então  lembrou que era véspera de natal.

PARA LER OUTRO CONTO DE NATAL CLIQUE AQUI

PENSAMENTO DE FIM DE ANO

A democracia  é muito mais do que poder votar

Cada um de nós somos
responsáveis pelo atual estado
de decadência por que vem
passando a nação brasileira

WALQUER CARNEIRO

Um dos princípios da democracia é a garantia à liberdade do ser humano com a devida disponibilidade para que todos possam ter acesso aos seus direitos em  igualdade entre os indivíduos.

O voto é a forma que uma nação democrática usa para que a população passe para um grupo de pessoas o direito de representá-la,  fazendo que o poder popular seja transferido e que seja exercido em prol daquela população da qual tal grupo recebeu.

Para isso a nação tem que contar com um povo que tenha conhecimento de seus direitos e tenha coragem de exercê-los, pois do contrário a nação será explorada por aquele grupo que tem o dever de representá-la nos setores dos três poderes.

A falta de consciência de cidadania cria uma distorção na execução de democracia que é exercida em benéfico de uma minoria e em detrimento de uma maioria.  É isso que acontece ainda hoje no Brasil, aonde o poder oprime e uma rede de corrupção foi montada para que a minoria se locuplete. Essa é a verdade, e tem que ser dita e revelada para que a liberdade possa prevalecer em igualdade para cada um dos brasileiros.

O CACIQUE PARAENSE VENCE A GUERRA

Depois de quase sucumbir Jader consegue vencer o sistema

Na fogueira das vaidades
e dos interesses da
política nacional só se
mantém quem tem cacife

WALQUER CARNEIRO

Jader Barbalho conseguiu vencer a queda de braço que vinha travando contra o sistema político e judiciário nos últimos dez anos e no último dia 14 o Supremo Tribunal Federal finalizou o processo que estava impedindo o político de assumir seu mandato de senador garantido por 1. 800 milhão  votos obtidos nas últimas eleições.

Na verdade havia uma enorme contradição no caso do senador Jader, pois ele foi impedido pela justiça  de assumir o mandato, a mesma justiça que não conseguiu impedir que ele registrasse a sua candidatura em 2010.

Um das personalidades públicas mais emblemáticas  surgidas no Brasil nos últimos 20 anos, Jader Barbalho despontou nos anos 90 como o políticos mais influente da política nacional. Tendo ocupado o cargo de ministro da previdência do governo Sarney nos anos 80, sendo que Jader foi responsável pela implantação do SUS.

A trajetória política de Jader o estava levando cada vez mais alto e nas proximidades do poder central quando uma pendenga com Antonio Carlos Magalhães, liderança política baiana, colocou uma enorme pedra no caminho de Jader Barbalho.

A disputa política com ACM desacelerou o embalo do político paraense, e a partir daí iniciou-se um retrocesso em sua carreira,  sendo  praticamente abandonado por seus parceiros políticos, tanto do seu partido (PMDB) , como também dos partidos a quem  Jader sempre dera apoio.


Jader satiriza demora do STF: "O mandato de Senador é longo"

Jader Barbalhoesperou mais de
um ano para ter autorizada sua
posse pelo Supremo Tribunal
Federal por conta da Lei da Ficha Limpa

FONTE - PORTAL TERRA   

Primeiro lugar nas eleições de 2010 para o Senado, o político, porém, usa do humor para dizer que não se sentiu prejudicado: - O mandato de senador é longo (risos). Não vai atrapalhar absolutamente.

Em entrevista a Terra Magazine, Jader Barbalho deixa de lado as críticas ferozes que vinha fazendo ao STF. Ele demonstra serenidade e, ao contrário do habitual, evita polêmica. "Estava esperando que o Supremo adotasse a orientação que ele já tinha estabelecido desde 23 de março, de que a lei não teve vigência na eleição de 2010", conclui.

Nesta quarta-feira (14), após uma reunião com líderes do PMDB, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, levou a plenário o novo pedido do advogado de Jader Barbalho. Peluso, então, deu o voto de minerva que autorizou a posse.

A situação de Barbalho estava pendente desde novembro do ano passado, quando cinco ministros votaram contra a posse e cinco a favor. Na época, o agora senador vociferou contra o Supremo em entrevista a Terra Magazine e chamou a Corte de "esdrúxula" e "patética".

Desta vez, Barbalho invoca uma metáfora bíblica para afirmar que a polêmica é página virada:- Não tenho vocação para mulher de Sodoma e Gomorra, nem tenho pretensão de virar estátua de sal - compara. Na história, pessoas que olhavam para trás enquanto as cidades eram destruídas se transformavam em estátuas.

LEIA A ENTREVISTA

Como o senhor recebeu a decisão do Supremo desta quarta?

Assisti à sessão pela televisão. Estava esperando que o Supremo adotasse a orientação que ele já tinha estabelecido desde 23 de março, de que a lei não teve vigência na eleição de 2010. Então, o tratamento dispensado aos demais, evidentemente, teria que ser dispensado a mim.

A conversa que líderes do PMDB tiveram com o presidente do STF, Cezar Peluso, na tarde anterior foi determinante?

Não sei se foi determinante ou não. Acho que a ação dele foi correta, porque, no caso (Cássio) Cunha Lima (PSDB-PB), todas as lideranças do PSDB estiveram com ele. Mesma coisa em relação a João Capiberibe (PSB- AP), o governo de Pernambuco foi até o Supremo. Eu acho natural, no processo democrático, principalmente junto ao Judiciário, que a pessoas pleiteiem o que está estabelecido pelo próprio Poder Judiciário. Ruim é se algum grupo político fosse pedir algo indecoroso. Mas quando você vai pedir apenas o cumprimento da Justiça, acho que é um direito de cidadania.

O senhor se sentiu injustiçado por outros políticos nas mesmas condições terem tomado posse antes?

Não. Eu estava apenas aguardando. Sabia que, inevitavelmente, não deixaria de adotar em relação a mim. Afinal de contas, não existe lei pessoal, principalmente, lei que não teve vigência. Quando o Supremo estabeleceu que a lei não teve vigência, ela não entrou no mundo jurídico, ela não existiu.

Chegou a ser ventilado que haveria uma tentativa de manobra do PT para manter a vaga que seria do senhor com Paulo Rocha (PT-PA, terceiro colocado nas eleições e também barrado pelo Ficha Limpa). O senhor teve conhecimento disso?Se a Suprema Corte do País adotar postura de natureza político-partidária é uma "república de bananas". Não tenho absolutamente. Se existiu, não creio que tivesse menor possibilidade de ter sucesso.

Quais as suas expectativas ao assumir?

A minha expectativa é corresponder à decisão do povo do Pará, que me elegeu, apesar de uma campanha difícil, em que, inclusive, a propaganda era que não deveriam votar em mim exatamente porque o voto seria nulo. A minha expectativa é corresponder à confiança do povo paraense, que me deu 1 milhão e 800 mil votos. Eu, mais do que nunca, tenho o dever de exercer com o maior entusiasmo meu mandato a favor do Pará.

Foi uma longa espera. A demora foi prejudicial?

Não o mandato de senador é longo (risos). Não vai atrapalhar absolutamente a possibilidade de eu ter um desempenho que corresponda à expectativa do povo do Pará e me unir naquilo que for de interesse para o País com os outros senadores.

O senhor já considera essa história página virada?

Não tenho vocação para mulher de Sodoma e Gomorra, nem tenho pretensão de virar estátua de sal.

E quanto às cartas que o senhor enviou para os ministros? O ministro Joaquim Barbosa chegou a afirmar que se sentiu ameaçado.

Eu mandei cartas altamente respeitosas para todos os membros do Supremo. Acho que qualquer homem público deve estar à disposição, no exercício da função pública, para receber correspondências de qualquer cidadão. Eu apenas escrevi, reivindicando que meu assunto fosse colocado em pauta. Só isso. Todos os outros ministros ressaltaram que é muito natural que isso ocorra.

Surpreendeu a reação de Joaquim Barbosa?

Não. Lamentei que ele houvesse interpretado equivocadamente. Eu fui respeitosamente solicitar que meu assunto fosse colocado em pauta. Só isto. Aliás, direito de qualquer cidadão.

O senhor acredita que vai ser bem recebido no Senado?

Ainda ontem, tive a oportunidade de comparecer a uma festa de confraternização em Brasília e fiquei muito feliz. Quase todo o Senado estava presente. A maior parte são pessoas do meu relacionamento. E nesses últimos oito anos, eu estava no Congresso. Fui presidente do Senado, fui líder durante quase sete anos. Tenho muitos amigos. Meu relacionamento é excelente com o Senado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

MÁFIA FINANCEIRA


A máfia do sistema financeiro quer dominar o planeta

Está em curso um movimento para
que apenas dois países passe a
dominar todas as nações do
planeta com escravidão e miséria

WALQUER CARNEIRO

O sistema financeiro internacional se tornou uma verdadeira organização criminosa que trabalha como máfia  utilizando a tecnologia para praticar a rapinagem das riquezas monetárias de nações desprotegidas  em prol de apenas dois países: Estados Unidos e Alemanha. É por causa disso que desde 2008 o  planeta vem passando por essa onda de sucessivas crises financeiras, e o objetivo é enfraquecer moralmente algumas nações para que se crie o clima ideal para uma futura invasão, exterminação da identidade cultural  e apropriação dos recursos maturais e da força de trabalho do povo. É desta forma que age o imperialismo desde o tempo do imperador Caio Julius Cesar.

Esta é a verdadeira realidade, e temos que estar atentos para se contrapor aos ataques e resistir para garantir um planeta de igualdade e liberdade. É isso que o povo português está fazendo neste momento. Leia a baixo um artigo mostrando como é que a nação portuguesa está reagindo ao ataque especulativo da máfia financista internacional.

Portugal é hoje um país sob ocupação estrangeira

Recente greve geral  paralisou
o país no dia 24 de novembro
contra “o criminoso retrocesso social 
e civilizacional imposto pela máfia financista

FONTE  -  CUT / PORTAL VERMELHO


O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), Manuel Carvalho da Silva, avalia como uma poderosa demonstração de unidade e força dos movimentos sindical e social o movimento contra  receituário neoliberal da troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia)”.

Em visita à sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o dirigente da CGTP disse que a luta deve ser bastante ampla para envolver o conjunto da sociedade em defesa da independência, pois “Portugal está hoje na condição de país ocupado, como a Grécia”. “A proposta da troika, dos agentes da agiotagem, é a amputação da democracia e da soberania.

Quem tem poder financeiro, de fato, é a Alemanha e seus bancos, que exploram descaradamente com seus juros absurdos os países da periferia. O Memorando da Troika é um programa que exige cortes nas Forças Armadas, na Justiça, na Saúde. A única ocupação que não existe é a militar. É a mais completa submissão à financeirização”.

Na prática, esclareceu Manuel, está em curso “um criminoso processo de agiotagem e roubo para o sistema financeiro aumentar sua riqueza”. “São juros impagáveis, impostos aos países que estão debaixo dos insustentáveis ‘pactos de austeridade’. A Grécia já disse que não vai ter condições de pagar, pois é uma verdadeira loucura, uma irracionalidade o que está sendo cobrado. A mesma coisa vai ocorrer em Portugal. Mesmo sabendo que são juros impagáveis, o que os bancos querem é postergar esta situação, nem que seja por mais alguns meses, dias ou horas. Querem prolongar o que for possível o seu sistema de expropriação, que é um assalto para além do que já roubaram. Este é o sistema internacional de agiotagem que está minando a Europa”.

Condenando o que qualificou de “cardápio de imposições”, o sindicalista português denunciou que “a redução dos salários e benefícios é hoje um investimento estratégico para o processo de financeirização em curso, onde as empresas veem sua cotação nas bolsas crescer quando anunciam demissões, quando anunciam a eliminação de direitos e arrocho de salários”. “Isso é uma completa subversão da lógica, da perspectiva de valorização e responsabilização, que é um dos aspetos mais sólidos do respeito ao trabalho. E para quê? Para atender a especulação. Atualmente 52% dos movimentos financeiros da Bolsa de Nova Iorque são operações realizadas em milésimos de segundo, que desencadeiam de imediato ações especulativas. Não tem qualquer controle racional, é desumano”, ressaltou.

Conforme explicou Manuel da Silva, a greve geral em Portugal teve características e efeitos inovadores. “Em primeiro lugar, porque houve uma participação muito grande dos setores laborais sensíveis, estratégicos para a economia, com a quase total paralisação do transporte público e privado. Nenhum avião decolou, nenhum barco aportou, ficou parado o metrô das grandes cidades, o transporte marítimo a Lisboa, as linhas ferroviárias. Houve uma grande adesão da administração pública, incluindo as municipalidades. As grandes empresas do setor privado também se somaram à greve, incluindo Setúbal, que é onde está localizado o maior parque industrial do país, a AutoEuropa, da Volkswagen. O parque industrial, responsável por mais de 10% das exportações portuguesas registrou 92% de paralisação, incluindo a maior corticeira do mundo e a Caixa Geral de Depósitos, maior instituição bancária do país, onde 85% dos trabalhadores cruzaram os braços”.

MANIFESTAÇÕES MASSIVAS

Assim, diferentemente das demais paralisações, desta vez também houve grandes concentrações populares. “Nunca fazíamos manifestações nos dias de greve. Desta vez incorporamos os movimentos sociais, com dezenas de milhares. Em todo o país, foram 34 grandes manifestações, sendo que, só no Porto, participaram mais de 20 mil pessoas. Nossas bandeiras dialogam com a sociedade”.

Desde o anúncio da greve os objetivos colocados pela CGTP-IN e pela UGT (União Geral dos Trabalhadores), esclareceu, foram incorporando gente “contra o aumento da exploração e o empobrecimento”. “Esse debate ganhou a sociedade e fez com que mesmo setores de direita tivessem de nos dar razão. O antigo presidente do PSD (Partido Social Democrata) reconheceu que o Orçamento do Estado era de empobrecimento e não respondia às demandas sociais. Mesmo acadêmicos da área do PSD disseram que o programa é recessivo. Outro aspecto importante é a manifestação de setores da Igreja Católica, como o Justiça e Paz e a Liga Operária, que se somaram conosco. Em defesa dos Sindicatos, cientistas sociais, sociólogos e economistas realizaram abaixo-assinados. O antigo presidente, Mário Soares, ao lado de outras cinco personalidades do Partido Socialista, também identificaram convergências com as nossas denúncias. Houve um ganho extraordinário com a greve, que incorporou inúmeras e distintas forças, indo muito além da dimensão sociolaboral”.

Na queda de braço com o governo, a mídia tomou lado... contra os trabalhadores, obviamente. “Os grandes conglomerados, já que é disso que se trata, estão todo o tempo mentindo, inculcando nas mentes a posição dos seus donos, que é a dos seus anunciantes. No seu trabalho contínuo de dizer que não há alternativa, utilizam-se de comentaristas e analistas para reforçar sua posição, repetindo à exaustão que só há um caminho, que o arrocho é inevitável, que não há saída. Querem que as pessoas se isolem no seu sofrimento e percam qualquer perspectiva de ação coletiva, de mobilização por mudança. A mídia é hoje o grande instrumento de manipulação utilizado pelo sistema financeiro para combater os movimentos sindical e social. Assim, enquanto qualquer análise séria, seja do ponto de vista social, político, econômico, cultural ou antropológico coloca o neoliberalismo como derrotado, do ponto de vista prático esse sistema tem ao seu lado os meios de comunicação para fazer uma ofensiva pela submissão dos povos. É um crime convencer o jovem da inevitabilidade de que seu futuro será pior do que foi a vida dos seus pais e avós”.

Manuel lembra que pela proposta dos especuladores, haverá um arrocho médio de 30% nos ganhos dos servidores públicos. “Querem a eliminação do subsídio de Natal [o equivalente ao nosso 13º salário] e do subsídio de Férias [um salário integral], aumentar impostos, acabar com a evolução das carreiras e da atualização salarial. Há aposentados que sofreriam um arrocho tão grande quanto o dos servidores, recebendo menos quando mais precisam. Já neste mês de dezembro anunciaram o corte de 50% do subsídio de Natal, tanto dos trabalhadores do setor público quando dos da iniciativa privada. Para completar, querem ainda aumentar a jornada de trabalho em duas horas e meia por semana, meia hora diária. Neste momento, há uma ofensiva contra os benefícios, que em nosso país representam cerca de 25% dos salários”.

BASTA DE SACRIFÍCIOS

E tanto sacrifício, para gerar mais desemprego e mais recessão, alertou. “O governo faz uma projeção de que o PIB cairia 3%, com uma dramática degradação da qualidade de vida, com a perda da proteção social, cortes na saúde, na educação, no sistema judiciário. Teríamos mais inflação e mais pobres. Indiscutivelmente um retrocesso social e civilizacional com a perda da infraestrutura do país. Esta é a verdade, mas tentam nos convencer da quadratura do círculo. Aí entra a mídia querendo nos convencer de que precisamos empobrecer, pois estaríamos vivendo acima do que podemos. O fato é que ninguém consegue pagar dívidas empobrecido. Mas eles querem. Daqui há dois anos não teríamos mais como pagar um centavo e a dívida ficaria maior”.

Entre as propostas dos movimentos sociais portugueses, o dirigente da CGTP destacou como fundamental a defesa do emprego, que “deve ser o trabalho com direitos, útil à produção material da sociedade, não para enriquecer alguns”. “Para nós, o salário deve ser parte da riqueza produzida. Combatemos a precariedade e a insegurança e o aumento da jornada de trabalho, pois o tempo é o bem social mais precioso depois da saúde. Também defendemos a garantia do contrato coletivo, instituído na metade do século 20, pois representa uma relação de equilíbrio contra o cardápio de imposições do capital. O segundo campo é a agenda social e política, que é o que dá a centralidade e amplia o leque de alianças, articulando o conjunto dos movimentos. No nosso entendimento, a crise capitalista é sistêmica: financeira, econômica, política, institucional, energética, ambiental e ecológica. Neste sentido também é preciso desconstruir conceitos que foram apropriados pelo neoliberalismo”, concluiu o dirigente português.

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