UM NOVO TEMPO PARA DOM ELISEU

Produzir de forma sustentável para garantir legalidade 

A ação coletiva dos proprietários
e produtores rurais será fundamental
para se iniciar um novo ciclo
produtivo e econômico em Dom Eliseu


WALQUER CARNEIRO




Muito se fala que para gerar emprego e renda em substituição ao setor produtivo que era baseado na exploração da floresta em Dom Eliseu é necessário atrair empresas,mas para isso o município tem que produzir algum tipo de matéria prima que sustente essas prováveis empresas, e a única forma é através da produção rural na agropecuária e florestamento. 

O município de Dom Eliseu, apesar de ter vocação para produção rural, está tendo dificuldades para implementar projetos para a cultura de grãos e até mesmo projetos de plantios de florestas para fins comerciais, pois a condição ambiental e fundiária põe obstáculos no desenvolvimento de empreendimentos agrícolas local. 

Dom Eliseu está localizado em uma região da Amazônia onde a interferência do ser humano no meio ambiente foi intensa nos últimos 35 anos na exploração dos recursos florestais, isso foi facilitado porque o território municipal está localizado às margens de duas importantes rodovias federais da região norte, Belém Brasília e Br-222 que ligam o Brasil à região norte do país. 

Nesta época, em 1977, as regras ambientais eram um tanto quanto flexibilizadas, a intenção do poder estabelecido era promover a colonização para garantir o território amazônico aos brasileiros e o lema era “Integrar para não entregar”, pois os Estados Unidos intencionava, desde a década de 40, ocupar a região. 

Essa fase durou até 2005, quando mobilizações para a preservação da Amazônia, que já tomava conta do planeta, fez com que o governo federal intensificasse a implantação de mecanismos para coibir o desmatamento e a cobrança de propinas por parte dos agentes públicos que permitia atividades de desmatamento ilegal, assim, a partir de 2007 foi criada a Operação Arco de Fogo levando a um recrudescimento na fiscalização, concessão de autorização ambiental, aplicação de multas e até prisões de pessoas por descumprimento às regras ambientais e corrupção, e isso aconteceu num momento em que Dom Eliseu iniciava a organização do setor produtivo agrícola. 

Em 2009 a crise econômica tomou conta do município agravada pelo embargo ambiental empreendido pela Operação Arco de Fogo deflagrada pelo governo federal em 2004. O governo federal vendo que a situação estava levando o município e uma situação insustentável com o aumento da criminalidade, prostituição e intensificação da miserabilidade das famílias dos trabalhadores que dependiam das atividades baseadas na exploração da floresta, resolveu implementar a Operação Arco Verde Terra Legal, com o propósito, em primeira etapa, de executar um levantamento de toda a área rural do território municipal para efetuar o ordenamento territorial e saber quanto de área desmatada e área ainda florestada o município possuía, além de saber as reais condições ambientais da cada propriedade rural e assim efetuar o ordenamento ambiental e fundiário. 

A primeira fase da operação Arco Verde Terra Legal contou com a participação efetiva do poder público municipal através da secretaria municipal de meio ambiente, e foi concluída em 2012 com o levantamento georeferenciado de 99% das propriedades rurais do município. 

RECUPERAR, PRESERVAR E PRODUZIR 

A partir de agora a classe dos produtores rurais terão que encarar o sério desafio de trabalhar de acordo com as regras ambientais, pois, agora, inicia-se a segunda etapa da Operação Arco Verde Terra Legal, uma nova fase, onde se faz necessário a participação mais efetiva dos proprietários rurais assumindo compromissos de se empenharem na legalização da propriedade na parte fundiária, se adequando tecnicamente para cumprir com a legislação ambiental para que o município passe a produzir de forma ambientalmente sustentável. 

Para que o município possa realmente ser considerado Município Verde os produtores tem que entender a nova realidade, pois não será mais possível produzir sem que haja a efetiva prática da preservação, recuperação do passivo ambiental e recomposição de reserva legal. 

Assim, só depois que forem resolvidos esses questões é que o município estará em plena produção agropecuária e florestal, e para que tal aconteça serão necessários no mínimo cinco anos, e somente a partir daí que será possível efetivar projetos para implantar empresas que atuaram na verticalização da produção local gerando emprego e renda.

EM DOM ELISEU AGRICULTORES APREENSIVOS

Irregularidade fundiária dificulta agronegócio 

Produtores agrícolas de grãos estão sofrendo
com a ação do Ibama e a não comprovação 

de propriedade está dificultando a
liberação ambiental para atividade rural

WALQUER CARNEIRO

No dia 5, segunda-feira um grupo de pessoas reuniram-se para discutir a questão da intensificação da fiscalização do Ibama no Município de Dom Eliseu. Na reunião foi registrada a presença de 30 pessoas entre agricultores, reflorestadores e empresários que atuam no setor de extrativismo vegetal, além de comerciantes. 

O município de Dom Eliseu está passando por uma fase de grave crise econômica devido ao embargo sofrido pela operação arco de fogo que proibiu todas as atividades produtivas que pusesse em risco o meio ambiente, pois mais de 60% da cobertura florestal do município foi retirada2333. 

Para sair do embargo o município assumiu o compromisso de cumprir algumas condições como desmatamento zero e executar o cadastramento ambiental rural em mais de 80% das propriedades, além de que foi assumido o compromisso de se efetivar a regularização fundiária nas propriedades rurais para garantir títulos de propriedade. 

A intensificação da fiscalização do Ibama se deu por que o sistema de monitoramento via satélite do Ibama detectou um índice anormal de desmatamento no território municipal, além de pontos de queimadas, e isso caracterizou o descumprimento de alguns itens do termo de ajustamento de conduta. 

O tema abordado no encontro foi em relação às formas de contornar a situação que põe em risco a safra 2012/2013, e toda a atividade florestal que garante emprego e renda na região, já que há muita dificuldade em se conseguir a liberação ambiental para as áreas produtoras de grãos, de reflorestamento e pecuária. Essa dificuldade é causada justamente por que a maioria dos produtores não possuem titulo de propriedade, hoje menos de 40% das propriedades rurais são tituladas. O documento que é concedido pelo Incra, mas diversos produtores de grãos não estão conseguindo acesso ao documento. 

Os proprietários também manifestaram que mesmo de posse do CCIR - Certificado de Cadastro do Imóvel Rural não é fácil obter o título de propriedade, pois, segundo relatos, há uma burocracia absurda que grassa no Incra e na Sema. Em tese o CCIR facilitaria a emissão do título da propriedade, mas os produtores declaram que não é bem assim, e que nos últimos meses está havendo dificuldades para se conseguir este documento. 

De acordo com as normas do Termo de Ajustamento de Conduta toda a produção rural no município tem que ser feita de forma sustentável, todavia a classe produtora de grãos ainda não se preparou para atuar de acordo com as normas de sustentabilidade ambiental, e por isso foi aventado a possibilidade de propor às autoridades ambientais um prazo para transição.


Agricultores reunidos para encontrar uma saída para problemas
que podem inviabilizar a safra 2012/2013




A constatação é que além da possibilidade imediata de inviabilizar a safra de grãos o embargo ambiental e o recrudescimento da fiscalização do Ibama na região vem causando o enfraquecimento da economia local e crescente desemprego onde se percebe um aumento da criminalidade, diante desta realidade chegou-se a conclusão de que é necessário criar uma comissão para dialogar com as autoridades ambientais do estado e do governo federal na tentativa de uma flexibilização das regras e na fiscalização. 

A intenção é mostrar para as autoridades que o município corre o risco de entrar numa convulsão social, pois a questão ambiental emperra a produção gerando desemprego e criando uma atividade produtiva a margem da lei, pois de acordo com relatos de agricultores os fiscais estão emitindo multas mas insinuam com a possibilidade de amenizar a situação à base de propina. A situação está tão tensa que uma pré-comissão já fez contatos com a Faepa e com Secretaria de Estado de Agricultura e foram orientados a formalizar um documento relatando a situação da categoria ao governador Simão Jatene. 

O documento foi elaborado em nome do Sindicato dos Produtores Rurais de Dom Eliseu onde representante de diversos setores da sociedade civil e do poder público municipal foram signatários. 

Para o empresário Marco Seviero, presidente do Grupo Arboris, a classe produtiva tem que se organizar para negociar com as autoridades ambientais. “Nós não podemos pegar o modelo de município verde que está sendo aplicado em Paragominas, pois a realidade de Dom Eliseu é diferente”, considerou ele mostrando que de imediato a saída é tentar negociar com o governo um período de transição, e para isso os proprietários rurais têm que oferecer algo em troca para possibilitar a flexibilização das regras neste tempo de transição. “Nós estamos num impasse e o bom senso diz que ambas as partes têm que ceder um pouco para poder garantir um mínimo de produtividade”, disse o empresário que propôs que a categoria pusesse como a garantia a manutenção e recuperação das áreas de preservação permanentes (APPs) e a suspensão total do desmatamento. 

A SEMMA ESTÁ HABILITADA PARA LIBERAÇÃO AMBIENTAL 

A secretaria municipal de meio ambiente de Dom Eliseu já detém a habilitação para gestão ambiental que possibilita a emissão de documentação para liberação ambiental a partir do município, mas o órgão ainda não conta com infra estrutura e pessoal para efetuar o trabalho conforme as necessidades locais, mas de acordo com o secretário municipal de meio ambiente, Edilberto Poggi, mesmo assim é possível atender a demanda dos proprietários. “Para isso basta que os proprietários procurem a secretaria de meio ambiente, pois é nosso dever auxiliar os produtores rurais a se legalizarem na área ambiental”, informou Edilberto lembrando que a licença ambiental colabora para agilizar a emissão do título de propriedade. 

O secretário informou também que a administração municipal está empenhada em colaborar para que a safra de grãos não seja inviabilizada, e para isso a secretaria de meio ambiente junto com a secretaria de agricultura estão chamando os produtores para dialogar com o governo do estado no sentido de encontrar alternativas. “A ideia é propor um termo de compromisso com os produtores, que queiram se legalizar, para que eles produzam essa safra sem penalidade ao produtor e sem prejuízo para o município, pois a administração enxerga que a agricultura é um mecanismo de geração de emprego e renda para o município”, ponderou ele. 

Quanto ao período de transição para que os produtores rurais possam se adequar as normas ambientalmente sustentáveis Edilberto asseverou que tudo depende da disposição da classe produtora em estar disposta e se ajustar e disponível para o diálogo. “A partir do momento em que o produtor rural mostre a sua cara, a sua identidade, dizendo que está pronto para uma transição, e que quer colaborar com respeito a legislação tudo se torna mais fácil”, avaliou o secretário. 

De acordo com o secretário a sua gestão trabalhou durante quatro anos para facilitar ao produtor o processo de regularização ambiental cujo processo concluído abre as portas para a regularização fundiária. “Quem faz a dificuldade é o próprio produtor. A gente está aqui para ajudar, facilitar a vida deles, colaborar com a regularização e com a produção, mas precisamos que eles venham até a gente”, disse Edilberto. 

Mesmo com estrutura mínima a secretaria pode atender aos proprietários oferecendo a eles os serviços necessários para garantir a regularidade e liberação ambiental para atividades rurais, mesmo que o produtor não tenha título de propriedade. “Com o protocolo do cadastramento ambienta rural junto com o protocolo de titulação, declaração de posse da prefeitura e do Sindicato dos Produtores Rurais é possível conceder a documentação ambiental”, explicou o secretário acrescentando que num prazo máximo 40 dias é concedida a liberação ambiental.

A CORRUPÇÃO, COMO ACABAR COM ELA?

Em ações cotidianas é que a corrupção viceja 

Não podemos considerar o Brasil
um país sério enquanto o índice de
corrupção estiver colaborando para o
implemento da miséria física e moral

WALQUER CARNEIRO




A Corrupção é um fenômeno que se espalha por todos os lugares onde haja ajuntamento humano e sociedades organizadas. O sentido semântico de corrupção nos dá uma clara noção do significado desta palavra que tem sua raiz no latim que significa desintegração da matéria, e que hoje foi ampliada e adaptada para a desintegração da moral e da ética. 

Quando pensamos em corrupção o que visualizamos primeiro é a prática corruptiva a partir do ente estatal, governos ou serviços públicos, raras as vezes avaliamos ou observamos a corrupção a partir do individuo autônomo. 

Todavia a corrupção só é possível de se praticar em via dupla, com a participação do corruptor e do corrompido. 

Como a própria raiz da palavra define, quando há a prática da corrupção é porque está em curso a deterioração das convenções que rege a mínima atenção ao respeito àquilo que é regimentado como certo e de acordo com a ética. 

Na prática da corrupção sempre se misturam o ente estatal, empresa privada e o individuo comum, seja ele autônomo, representante do estado ou de uma empresa privada. A ação corruptiva pode ser praticada tanto do ente estatal para o ante privado ou indivíduo como também ao contrário. Isso quer dizer que a corrupção é uma via de mão dupla. 

No Brasil a corrupção se alastrou de tal forma que praticamente impossível efetuar qualquer transação sem ser obrigado a se corromper de uma forma ou de outra. A pratica da corrupção se tornou uma atitude natural, mesmo que 90% da população a repudie e dizem não fazer uso, quando observamos mais de perto vemos que o simples ato de oferecer uma chupeta (pipo) para uma criança parar de chorar é um ato de corrupção. 

Um caso típico de corrupção em Dom Eliseu onde o corruptor é o cidadão comum é na questão de abastecimento de água por caminhões pipa. Hoje existe um bom número de domicílios e de propriedade rural no município que são abastecidos por caminhão pipa, todavia há muita reclamação de pessoas que, para solicitar a água, se inscrevem em uma lista, e muitas vezes pessoas que sequer tem seu nome na lista recebem a água e aquela não. Diante desta constatação foi feita uma observação e constatou-se que a prioridade é dada para aquele que “molha a mão” do condutor do pipa. 

A corrupção sempre é praticada com a intenção de se obter uma vantagem, mas por outro lado sempre provoca uma situação perigosa, vamos analisar a questão da emissão da carteira de motorista, por exemplo. Se fosse para seguir todas as regras e critérios para a expedição de uma carteira de habilitação certamente apenas uma pequena porcentagem dos requisitantes obteria a autorização para conduzir veículos, pois as regras dos testes para conduzir veículos são muito severas, e então grande parte dos que se inscrevem para adquirir uma carteira de habilitação recorrem ao ato de corromper o instrutor e o avaliador, e estes que se resignam a receber a propina. Assim as consequências deste ato é uma quantidade considerável de condutores de veículos automotores sem a mínima condição de conduzi-los, e o que causa um aumento nas estatísticas de acidente de trânsito com inevitáveis mortes. 

A corrupção generalizada, como a que é praticada no Brasil contribui para a uma sistema educacional deficiente, sistema de saúde precário e para a miséria sistêmica que leva milhões de pessoas à morte todos os dias. Um país de pessoas corruptas prejudica tanto a população quanto um país em guerra. 

Esses relatos acima são apenas para comprovar que a corrupção não está apenas no alto escalão, mas sim também nos pequenos atos do cidadão no dia a dia comum. 
Aproveitando o tema desta postagem aproveito para falar sobre a abordagem feita pela Professora Rosa Cruz sobre a corrupção em um comentaria dela sobre a postagem A Prefeitura e os Vales Transporte, onde ela de modo bem peculiar faz uma análise do ato da corrupção. Clique AQUI para ler o comentário da Professora Rosa Cruz.

CELPA É VENDIDA POR R$- 1 REAL

Quebra da concessionária é o resultado da privatização 

Pela falta de uma gerência local, 
a situação se complicou, 
não havia preocupação 
com o povo do Pará. 

FONTE – DIÁRIO DO PARÁ 

Vendida pelo valor simbólico de R$1 e envolvida em um trabalhoso processo de recuperação judicial, desde a última quinta-feira a Celpa (Centrais Elétricas do Pará S.A) é comandada pela empresa Equatorial Energia, detentora de 61,37% do capital social da concessionária de energia. Com um faturamento mensal de R$270 milhões e uma dívida de 2,7 bilhões, a empresa terá grandes desafios para garantir o abastecimento de mais de 1,8 milhão de unidades consumidoras atendidas em todo o Estado. 

Apesar dos desafios, para o advogado Mauro Santos, nomeado administrador judicial da recuperação da Celpa desde o dia 2 de março deste ano, a parte mais difícil do processo que impediu que a concessionária decretasse falência já passou. “O processo de compra está formalizado, o que falta agora são questões meramente burocráticas. O mais difícil já passou. Já negociamos com o Governo do Estado a questão referente ao ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços], que era um problema sério, mas que já está equacionado. O Cade [Conselho Administrativo de Direito Econômico] e a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] aprovaram o plano de transição onde se mitigaram, inclusive, algumas normas regulatórias”, avalia. 

A empresa que atualmente mantém 1.800 funcionários e aproximadamente dois mil terceirizados em atividade foi a primeira concessionária submetida ao regime de recuperação judicial no Brasil. “Isto é um marco importante, porque foi um processo muito difícil. Essa é a maior recuperação judicial, hoje, em trâmite, no Brasil e de uma área que nós ainda não temos nenhuma tradição no direito paraense”, afirma. 

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MAIS UMA VEZ A ELITE TENTA O GOLPE

O sistema não aceita trabalhadores no poder

A burguesia está desesperada
porque não há a mínima possibilidade
do retorno dela ao poder e
por isso querem tomar à força

WALQUER CARNEIRO




O Brasil é um dos poucos países do planeta onde a luta pelo poder político é visivelmente ideológico. Em muitos países o embate que objetiva conquista do poder também engloba questões religiosas, culturais e geográficas, o que muitas vezes gera o conflito bélico, o que não acontece no Brasil. 

Desde a formação da primeira civilização organizada no planeta a força de trabalho vem sendo explorada por grupos que se acham no direito de submeter pessoas às suas vontades. Não se sabe ao certo porque uma maioria considerável de indivíduos vem se deixando dominar por minorias, mas em certo momento da história humana neste planeta esse domínio começou a ser questionado, tanto que em 1844 Carl Marx começa a teorizar sobre a questão do capitalismo que leva a exploração da força física dos trabalhadores para o acumulo de riqueza nas mãos de poucos. 

Apesar de ser uma nação ainda em fase de organização, em relação aos países europeus, asiáticos e norte africanos, o Brasil já tem plenamente resolvidos as suas pendengas geográficas, religiosas e culturais, o que concede uma relativa paz à nação, apesar de miséria que ainda grassa pelo país à fora. Mas na disputa política o que prevalece na contenda em busca da conquista por espaço no comando do país é o debate ideológico a nível nacional que é polarizada entre os que defendem os interesses dos ricos e os que defendem os direitos dos trabalhadores, mas que se dilui-se quando a disputa se localiza em âmbito regional, a exemplo das recentes eleições municipais, onde a disputa é mais personalizada. Esse perfil nitidamente ideológico na contenda pelo poder está fazendo do Brasil o berço de nova forma, em gestação, de sistema social e de governo que dá preferência às classes menos favorecidas, todavia esse novo sistema não agrada às elites do Brasil.


Hoje vemos que a disputa política está acontecendo num confronto entre pobres e ricos, e chegamos e esse ponto de forma natural, mas não tranquila, apesar de uma ditadura de 27 anos a nação conseguiu fazer evoluir a cultura nacional, fato que permitiu a rápida recondução a redemocratização. Na verdade a grande resistência à ditadura militar se deu na área da cultura, o que de certa forma abriu as portas para a luta de classe no Brasil após o fim da ditadura militar. 

Nos últimos 20 anos os trabalhadores brasileiros, representados pelos partidos que compõem as Forças Progressistas, Democráticas e Socialistas, tendo, hoje, a sua representação mais visível no Partido dos Trabalhadores, vêm apresentando um crescente nível de crescimento na representação em todas as esferas de poder nacional, e esse fato incomoda a classe rica, uma elite que representa apenas 20% da população, cuja maior parte usufruiu das riquezas da nação desde o tempo da colonização, enquanto o restante da população usufrui apenas da miséria, pois 40% dos brasileiros ainda hoje vivem na pobreza. 

A chegada de Lula à presidência da república foi um trabalho de construção e conquista do sistema social brasileiro, sendo a primeira vitória da classe trabalhadora alcançada pelos partidos das Forças Progressistas, Democráticas e Socialistas numa luta que durou mais de oitenta anos. O mais surpreendente é que essa vitória foi conquistada pelos trabalhadores apesar das forças progressistas não contar com recursos financeiros suficiente para fazer frente ao poder econômico que a elite brasileira detém. 

Os barões que governaram o Brasil por mais de 500 anos não aguentaram ficar 10 anos fora do poder, e, assombrosamente, não estão conseguindo mais retomar os espaços que eles vêm perdendo eleição após eleição com o jogo jogado conforme as regras criadas por aqueles que desde sempre se sentiram donos do Brasil, e assim a elite brasileira se reuniu para tentar desestabilizar o governo do PT e seus aliados, na verdade a elite todas as vezes que perdeu o poder só conseguiu retornar por meio de um golpe, a exemplo de 64 quando os barões conseguiram convencer os militares que o Brasil estava caminhando para uma ditadura comunista. Só que agora os militares dão claros sinais que eles não mais irão interferir no andamento da disputa política no Brasil e por isso o golpe está sendo tentado através do judiciário. 

Para um indivíduo mais atento é fácil perceber essa tentativa de golpe através do judiciário, pois exemplos de testes neste sentido já aconteceu em Honduras em 2010 e mais recentemente no Paraguai, onde presidentes da repúblicas foram cassados sem nenhum motivo e arrancados do poder sem ter o direito mínimo a ampla defesa. E é isso que está acontecendo, hoje, no Brasil, a elite está usando o seu único reduto de poder, o judiciário, para tentar arrancar as Forças Progressistas, Democráticas e Socialistas do poder, por que através do voto livre e democrático essa elite não consiga mais retomar os espaços que vem perdendo eleição após eleição.


VEREADORES APROVAM REQUERIMENTO DE DANIEL

Vereadores querem esclarecimentos sobre vales transporte 

Requerimento do vereador Daniel Andrade que pede 
esclarecimentos sobre compra de vale transporte foi 
aprovado na câmara junto com projeto do dia 
do círio de autoria do vereador Jefferson Deprá

WALQUER CARNEIRO



Na reunião de vereadores do dia 30 de outubro de 2012 o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Givanildo Alves “Buduia”, pôs em pauta duas matérias para deliberação do plenário composto por seis vereadores. 

A primeira matéria foi o projeto de autoria do vereador Jefferson Deprá que oficializa o feriado municipal do círio de Dom Eliseu, e a segunda matéria foi o requerimento de autoria do vereador Daniel Andrade que solicita da prefeitura informações sobre a aquisição de vale transportes. 

Conforme o requerimento a prefeitura municipal de Dom Eliseu adquiriu mais de 90 mil vales transportes num período de onze meses. O requerimento foi lido em plenário ma presença de apenas seis vereadores; Jefferson Deprá, Claudia Machevesk, Zé Pedro Genilsin Cavalcanti, Daniel Andrade e Buduia. 

O requerimento foi feito com o propósito de esclarecer por que a prefeitura comprou tamanha quantidade de vale transporte que em sua maioria foi utilizado para a zona rural. 

A vereadora Claudia disse que a iniciativa do vereador Daniel é apenas o cumprimento da lei orgânica da casa de leis que, entre outras prerrogativas, define o vereador como um fiscal do patrimônio público. “Eu estou de acordo com a iniciativa do vereador e concordo que o executivo municipal tem que prestar esclarecimentos”, disse ela. 

O requerimento foi votado e aprovado pelos vereadores presentes em apoio a ação fiscalizadora de Daniel em questionar sobre a negociação dos vales transportes que também recebeu o apoio do vereador Zé Pedro. “Quem tem que dar explicações sobre o assunto é o secretário municipal de educação, pois os vales transportes foram utilizados para transportar professores”, argumentou ele. 

O vereador Buduia, usando da prerrogativa de presidente da mesa diretora, informou que já no dia 31, quarta-feira a secretária executiva da câmara já estaria tomando providências para protocolar o requerimento do vereador Daniel Andrade na chefia de gabinete do prefeito Joaquim Nogueira. “Na quarta-feira o prefeito já estará ciente dos questionamentos do vereador Daniel, e então esperamos que o mais urgente possível sejam enviadas a está casa todas as informações solicitadas”, considerou o presidente. 

Mais detalhes sobre a questão dos vales transportes clique AQUI.

FERIADO DO CÍRIO DE DOM ELISEU 

A outra matéria discutida, votada e aprovada na reunião do dia 30 foi o projeto de autoria do vereador Jefferson Deprá que define o dia de comemoração do Círio de Nossa Senhora Aparecida. O projeto também determina que a data também seja considerada feriado municipal. 

De acordo com o vereador o projeto foi elaborado a pedido do Padre Ronaldo Santos que atendeu a uma solicitação do bispo da diocese. “Com a aprovação desta lei fica constituído como dia do Círio de Dom Eliseu o terceiro domingo do mês de outubro”, informou a vereador lembrando que a definição da data também levou em conta um anseio da comunidade católica de Dom Eliseu. “O círio é uma festa que vem crescendo muito em Dom Eliseu, e então e a comunidade católica merece a data”, disse o vereador. 

O projeto foi votado e aprovado por todos os vereadores e enviado ao gabinete do prefeito para a sanção governamental.

DOM ELISEU DIZ NÃO A EMPREENDIMENTO MINERAL

Município perde grande oportunidade de industrialização 

O estado do Pará está prestes a se
transformar num polo mundial em
produção de alumínio e Dom Eliseu
mais uma vez perde o bonde da história

WALQUER CARNEIRO C/ INF. DE AGÊNCIAS



Por obra e graça da falta de visão das atuais autoridades administrativas de Dom Eliseu o município perdeu para Rondon do Pará a instalação da Votorantim Metais, um empreendimento que se fosse instalado aqui teria a capacidade de gerar mais de 1.500 empregos só no primeiro momento, sem falar nos benefícios que seriam originados com os desdobramentos da instalação da empresa em Dom Eliseu. 

De início está previsto investimentos na ordem de 3 bilhões de dólares que serão aplicados na exploração de uma mina de bauxita e a construção de uma refinaria de alumina, e para iniciar as atividades de exploração falta apenas que seja concedida a liberação ambiental para a empresa, e para isso o projeto já foi apresentado ao governador Simão Jatene.  


SIMPÓSIO DISCUTE A EXPLORAÇÃO DE ALUMÍNIO 

O Estado do Pará está se
transformando em uma
fronteira de produção do
setor de alumínio brasileiro

FONTE – DIÁRIO DO PARÁ ON LINE


Mais de 300 profissionais de 37 países participarão do 19º Simpósio e Exposição do comitê Internacional para o Estudo da Bauxita, Alumínio e Alumina (ICSOBA), que vai abordar a cadeia produtiva do alumínio no período de 29 de outubro a 2 de novembro, em Belém. 

O evento contará com a participação de mais de 300 profissionais de 37 países que estarão focados na cadeia produtiva do alumínio. 

Durante o simpósio, serão apresentados casos de melhorias tecnológicas e o desenvolvimento de pesquisas promissoras e sua contribuição para uma produção mais eficaz e para a redução de custos nas fábricas, diante do cenário instável na economia mundial. 

O Pará foi escolhido como sede do Simpósio Internacional por ser destaque nacional na indústria do alumínio. Além da quantidade e qualidade das reservas de bauxita, minério de onde se obtém o metal, no estado é possível encontrar as diversas etapas da verticalização da cadeia produtiva.


Alma Comunicações