MÁFIA FINANCEIRA


A máfia do sistema financeiro quer dominar o planeta

Está em curso um movimento para
que apenas dois países passe a
dominar todas as nações do
planeta com escravidão e miséria

WALQUER CARNEIRO

O sistema financeiro internacional se tornou uma verdadeira organização criminosa que trabalha como máfia  utilizando a tecnologia para praticar a rapinagem das riquezas monetárias de nações desprotegidas  em prol de apenas dois países: Estados Unidos e Alemanha. É por causa disso que desde 2008 o  planeta vem passando por essa onda de sucessivas crises financeiras, e o objetivo é enfraquecer moralmente algumas nações para que se crie o clima ideal para uma futura invasão, exterminação da identidade cultural  e apropriação dos recursos maturais e da força de trabalho do povo. É desta forma que age o imperialismo desde o tempo do imperador Caio Julius Cesar.

Esta é a verdadeira realidade, e temos que estar atentos para se contrapor aos ataques e resistir para garantir um planeta de igualdade e liberdade. É isso que o povo português está fazendo neste momento. Leia a baixo um artigo mostrando como é que a nação portuguesa está reagindo ao ataque especulativo da máfia financista internacional.

Portugal é hoje um país sob ocupação estrangeira

Recente greve geral  paralisou
o país no dia 24 de novembro
contra “o criminoso retrocesso social 
e civilizacional imposto pela máfia financista

FONTE  -  CUT / PORTAL VERMELHO


O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN), Manuel Carvalho da Silva, avalia como uma poderosa demonstração de unidade e força dos movimentos sindical e social o movimento contra  receituário neoliberal da troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia)”.

Em visita à sede nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o dirigente da CGTP disse que a luta deve ser bastante ampla para envolver o conjunto da sociedade em defesa da independência, pois “Portugal está hoje na condição de país ocupado, como a Grécia”. “A proposta da troika, dos agentes da agiotagem, é a amputação da democracia e da soberania.

Quem tem poder financeiro, de fato, é a Alemanha e seus bancos, que exploram descaradamente com seus juros absurdos os países da periferia. O Memorando da Troika é um programa que exige cortes nas Forças Armadas, na Justiça, na Saúde. A única ocupação que não existe é a militar. É a mais completa submissão à financeirização”.

Na prática, esclareceu Manuel, está em curso “um criminoso processo de agiotagem e roubo para o sistema financeiro aumentar sua riqueza”. “São juros impagáveis, impostos aos países que estão debaixo dos insustentáveis ‘pactos de austeridade’. A Grécia já disse que não vai ter condições de pagar, pois é uma verdadeira loucura, uma irracionalidade o que está sendo cobrado. A mesma coisa vai ocorrer em Portugal. Mesmo sabendo que são juros impagáveis, o que os bancos querem é postergar esta situação, nem que seja por mais alguns meses, dias ou horas. Querem prolongar o que for possível o seu sistema de expropriação, que é um assalto para além do que já roubaram. Este é o sistema internacional de agiotagem que está minando a Europa”.

Condenando o que qualificou de “cardápio de imposições”, o sindicalista português denunciou que “a redução dos salários e benefícios é hoje um investimento estratégico para o processo de financeirização em curso, onde as empresas veem sua cotação nas bolsas crescer quando anunciam demissões, quando anunciam a eliminação de direitos e arrocho de salários”. “Isso é uma completa subversão da lógica, da perspectiva de valorização e responsabilização, que é um dos aspetos mais sólidos do respeito ao trabalho. E para quê? Para atender a especulação. Atualmente 52% dos movimentos financeiros da Bolsa de Nova Iorque são operações realizadas em milésimos de segundo, que desencadeiam de imediato ações especulativas. Não tem qualquer controle racional, é desumano”, ressaltou.

Conforme explicou Manuel da Silva, a greve geral em Portugal teve características e efeitos inovadores. “Em primeiro lugar, porque houve uma participação muito grande dos setores laborais sensíveis, estratégicos para a economia, com a quase total paralisação do transporte público e privado. Nenhum avião decolou, nenhum barco aportou, ficou parado o metrô das grandes cidades, o transporte marítimo a Lisboa, as linhas ferroviárias. Houve uma grande adesão da administração pública, incluindo as municipalidades. As grandes empresas do setor privado também se somaram à greve, incluindo Setúbal, que é onde está localizado o maior parque industrial do país, a AutoEuropa, da Volkswagen. O parque industrial, responsável por mais de 10% das exportações portuguesas registrou 92% de paralisação, incluindo a maior corticeira do mundo e a Caixa Geral de Depósitos, maior instituição bancária do país, onde 85% dos trabalhadores cruzaram os braços”.

MANIFESTAÇÕES MASSIVAS

Assim, diferentemente das demais paralisações, desta vez também houve grandes concentrações populares. “Nunca fazíamos manifestações nos dias de greve. Desta vez incorporamos os movimentos sociais, com dezenas de milhares. Em todo o país, foram 34 grandes manifestações, sendo que, só no Porto, participaram mais de 20 mil pessoas. Nossas bandeiras dialogam com a sociedade”.

Desde o anúncio da greve os objetivos colocados pela CGTP-IN e pela UGT (União Geral dos Trabalhadores), esclareceu, foram incorporando gente “contra o aumento da exploração e o empobrecimento”. “Esse debate ganhou a sociedade e fez com que mesmo setores de direita tivessem de nos dar razão. O antigo presidente do PSD (Partido Social Democrata) reconheceu que o Orçamento do Estado era de empobrecimento e não respondia às demandas sociais. Mesmo acadêmicos da área do PSD disseram que o programa é recessivo. Outro aspecto importante é a manifestação de setores da Igreja Católica, como o Justiça e Paz e a Liga Operária, que se somaram conosco. Em defesa dos Sindicatos, cientistas sociais, sociólogos e economistas realizaram abaixo-assinados. O antigo presidente, Mário Soares, ao lado de outras cinco personalidades do Partido Socialista, também identificaram convergências com as nossas denúncias. Houve um ganho extraordinário com a greve, que incorporou inúmeras e distintas forças, indo muito além da dimensão sociolaboral”.

Na queda de braço com o governo, a mídia tomou lado... contra os trabalhadores, obviamente. “Os grandes conglomerados, já que é disso que se trata, estão todo o tempo mentindo, inculcando nas mentes a posição dos seus donos, que é a dos seus anunciantes. No seu trabalho contínuo de dizer que não há alternativa, utilizam-se de comentaristas e analistas para reforçar sua posição, repetindo à exaustão que só há um caminho, que o arrocho é inevitável, que não há saída. Querem que as pessoas se isolem no seu sofrimento e percam qualquer perspectiva de ação coletiva, de mobilização por mudança. A mídia é hoje o grande instrumento de manipulação utilizado pelo sistema financeiro para combater os movimentos sindical e social. Assim, enquanto qualquer análise séria, seja do ponto de vista social, político, econômico, cultural ou antropológico coloca o neoliberalismo como derrotado, do ponto de vista prático esse sistema tem ao seu lado os meios de comunicação para fazer uma ofensiva pela submissão dos povos. É um crime convencer o jovem da inevitabilidade de que seu futuro será pior do que foi a vida dos seus pais e avós”.

Manuel lembra que pela proposta dos especuladores, haverá um arrocho médio de 30% nos ganhos dos servidores públicos. “Querem a eliminação do subsídio de Natal [o equivalente ao nosso 13º salário] e do subsídio de Férias [um salário integral], aumentar impostos, acabar com a evolução das carreiras e da atualização salarial. Há aposentados que sofreriam um arrocho tão grande quanto o dos servidores, recebendo menos quando mais precisam. Já neste mês de dezembro anunciaram o corte de 50% do subsídio de Natal, tanto dos trabalhadores do setor público quando dos da iniciativa privada. Para completar, querem ainda aumentar a jornada de trabalho em duas horas e meia por semana, meia hora diária. Neste momento, há uma ofensiva contra os benefícios, que em nosso país representam cerca de 25% dos salários”.

BASTA DE SACRIFÍCIOS

E tanto sacrifício, para gerar mais desemprego e mais recessão, alertou. “O governo faz uma projeção de que o PIB cairia 3%, com uma dramática degradação da qualidade de vida, com a perda da proteção social, cortes na saúde, na educação, no sistema judiciário. Teríamos mais inflação e mais pobres. Indiscutivelmente um retrocesso social e civilizacional com a perda da infraestrutura do país. Esta é a verdade, mas tentam nos convencer da quadratura do círculo. Aí entra a mídia querendo nos convencer de que precisamos empobrecer, pois estaríamos vivendo acima do que podemos. O fato é que ninguém consegue pagar dívidas empobrecido. Mas eles querem. Daqui há dois anos não teríamos mais como pagar um centavo e a dívida ficaria maior”.

Entre as propostas dos movimentos sociais portugueses, o dirigente da CGTP destacou como fundamental a defesa do emprego, que “deve ser o trabalho com direitos, útil à produção material da sociedade, não para enriquecer alguns”. “Para nós, o salário deve ser parte da riqueza produzida. Combatemos a precariedade e a insegurança e o aumento da jornada de trabalho, pois o tempo é o bem social mais precioso depois da saúde. Também defendemos a garantia do contrato coletivo, instituído na metade do século 20, pois representa uma relação de equilíbrio contra o cardápio de imposições do capital. O segundo campo é a agenda social e política, que é o que dá a centralidade e amplia o leque de alianças, articulando o conjunto dos movimentos. No nosso entendimento, a crise capitalista é sistêmica: financeira, econômica, política, institucional, energética, ambiental e ecológica. Neste sentido também é preciso desconstruir conceitos que foram apropriados pelo neoliberalismo”, concluiu o dirigente português.

HONESTIDADE NAS ELEIÇÕES

Marlito pensa as eleições de 2012

Todo cidadão tem que
dar a sua dose de contribuição
para tentar mudar a
realidade do nosso país

WALQUER CARNEIRO

Marlito Araújo é um universitário, filho de Dom Eliseu que, filosofando, vai pensando   a realidade do nosso país e de nossa cidade.

No artigo a seguir ele faz uma breve dissertação meditando sobre a falta de convicção no caráter da classe política, o uso do dinheiro público financiando campanhas eleitorais, criticando também o auxílio que o governo disponibiliza para que pessoas de baixa renda possam freqüentar a escola.

Ele pega pesado com a prática do assistencialismo eleitoreiro que desvirtua o caráter da liberdade de escolha do eleitor que devido a miséria imposta pelo sistema opressor obriga o cidadão a vender o voto.

O artigo de Marlito serve como um alerta porque em 2012 é ano eleitoral e mais uma vez os espertalhões se sempre estarão batendo a nossa porta e diante do descontrole da corrupção ele aventa a possibilidade do retorno ao regime militar.

O ponto de vista do artigo a seguir não representa a opinião do editor do Blog Porta Pro Futuro.

A verdade está fora de moda?

Porque ser verdadeiro, honesto, sincero, cordial se a hombridade está se tornando sinônimo de doidivanas, presunçoso, estúpido, tolo, um verdadeiro beócio?  

Está cada vez mais difícil ter essas qualidades porque quem as tem é pouco valorizado, achincalhado ou mesmo ignorados. Bonito e valorizado é quem se dá bem à custa do outro, quem usa o interesse público em prol de si mesmo, há uma supervalorização do jeitinho brasileiro pra tudo.

Então os críticos do presidente Sarney são uns hipócritas, pois ele está se tornando a síntese do brasileiro. Financiamento público de campanhas políticas já! E muita fiscalização, inclusive de nossa para (eleitor).

Os contrários são os que concordam com as práticas promíscuas que está acontecendo atualmente. É melhor financiar as campanhas com dinheiro público ao invés de  vê-los se apoderar escandalosamente do erário sem poder fazer nada, afinal as leis que deveriam auxiliar o judiciário a puní-los são feitas por quem encontra  brechas nela, e assim na hora do aperto se beneficiem delas.

O corriqueiro é o sujeito em época de eleição aparecer na periferia tentando falar a língua do eleitor, o que não é muito difícil com o nível da nossa educação,  onde o professor é praticamente obrigado a fazer o aluno passar de ano sem saber nada, ou o governo pagar para o indivíduo freqüentar a escola, não precisa estudar e aprender mas apenas “ marcar presença”, assim estão cada vez mais caras e mirabolantes as campanhas eleitorais. Então façamos uma mea culpa, e o povo? Ora ele é parte desse sistema todo porque mal o sujeito aparece já estão aos beijos, abraços, tapinhas nas costas e aperto de mãos e uma petição desenfreada isso é “venda de voto”.

É um saco de cimento aqui, uma dentadura ali, um par de sapatos acolá e tantas outras quinquilharias. Em vez de reclamar depois deveria aceitar calado. Enfim de onde vem todo esse dinheiro? Dos financiadores, dos magnatas, marajás e demais aproveitadores e estes terão que ter o seu retorno assegurado.

Quem pediu algumas telhas já se dê por satisfeito, quem investiu um boi receberá uma boiada e assim o orçamento público já estará comprometido, há! Ainda tem o loteamento dos cargos, porque quem investiu mais ( na campanha de determinado candidato) terá direito aos melhores setores e para isso colocará quem lhe for mais fiel; competência no serviço público é o quesito menos valorizado o que vale é a fidelidade.

UTOPIA?

Político bom precisa ter competência, educação, compromisso e a campanhas o mínimo de recurso, o que deveria valer era o olho no olho, a conversa franca, cada pretendente explicar as suas atribuições, limitações e os seus reais objetivos.

Desenvolver projetos como restaurante popular, onde poderia dispor de comida de boa qualidade e acessível ao invés de dar um prato de comida na hora da eleição. 

Criar projetos para reconstrução das casas estioradas e não distribuir telhas ou cimento na véspera, o eleitor que já aguentou tanto que espere mais um pouquinho para ter argumentos para reclamar depois.

O período da ditadura militar foi terrível para os desordeiros, porém  benéfica para a verdadeira família brasileira, a educação apesar do pouco aparato tecnológico funcionava, quem concluía o ensino médio estava apto ao curso superior, aprendia-se para a vida.

Se não fossem os excessos deveríamos voltar aos anos de chumbo e mandar todos os corruptos para a cadeia ou para o DOPS. A sociedade está cada vez mais corrompida, os valores estão desvalorizados. Cabe a nós, cidadãos [doenliseuenses], fazer a nossa parte agora. Fiscalizar nossos mandatários e legisladores e prepararmo-nos para o ano vindouro onde novamente seremos cortejados. Não será então a hora de darmos a tudo isto um basta? 

LULA MILAGREIRO ?

Lula vai virar o novo Padim Ciço?

Lula não se fará de rogado
para usar a sua luta contra o
câncer para tentar fazer aumentar
a devoção à sua figura?

POR HUGO SOUZA  / OPINIAOENOTICIA.COM.BR


Uma observação nada sutil do articulista do jornal O Estado de S.Paulo José Nêumanne sobre a doença do ex-presidente Lula feita na última segunda-feira, 28, está causando grande ronrom. Participando de um evento intitulado “Liberdade de Imprensa vs. Politicamente Correto”, em São Paulo, Nêumanne profetizou: “O câncer vai fazer Lula se tornar o Padre Cícero”.

Talvez entusiasmado com o tema do seminário do qual participava, José Nêumanne colocou de uma forma mais, digamos, midiática, ou pelo menos politicamente incorreta, o que muito já se comentou na imprensa nacional e internacional sobre o efeito que o tumor na laringe do ex-presidente terá sobre a vida política brasileira.

Vide a recente reportagem da principal revista de economia e política do mundo, a The Economist, sobre as implicações políticas do diagnóstico de Lula, na qual se diz que “as palavras que ele proferir serão difíceis de ignorar. O sentimento de solidariedade com ele dará mais peso às suas indicações de candidatos e pedidos de unidade na coalizão”.

DEVOÇÃO E MISTIFICAÇÃO

“Ele vai fazer o que quiser com o PT e com o Brasil”, disse ainda José Nêumanne, prevendo que Lula se tornará um colosso político ainda maior depois da cura, desfecho bastante provável do tratamento do ex-presidente, segundo os médicos.

Tais afirmações de José Nêumanne têm como substrato a suspeita de que Lula e seu círculo político não se farão de rogados para usar a sua luta contra o câncer a fim de tentar fazer aumentar a devoção à sua figura. Para alguns, o estratagema já está em curso, tendo começado mais exatamente quando o ex-presidente apareceu em um vídeo gravado no hospital Sírio-Libanês após a primeira sessão de quimioterapia para agradecer “a solidariedade e o carinho do povo brasileiro” e para dizer que a luta contra a doença “não é a primeira nem última batalha” que ele irá enfrentar.

No vídeo sobre o câncer, falou o político messiânico: “Não existe espaço para pessimismo, para ficar lamentando que o dia não foi bom. Sem perseverança, sem muita persistência, sem muita garra, a gente não consegue nada. Nós temos que lutar. Foi para isso que eu vim, para lutar, para melhorar a vida de todo mundo”.

O MISTÉRIO DO MINDINHO

A dita devoção a Lula foi construída, sim, com um carisma que o faz quase que imantado, mas também com boas doses de mistificações que foram se criando em torno de sua história de vida e de sua vida política.

Acerca de tais mistificações, o próprio Nêumanne questiona a história que Lula conta sobre a perda do dedo mindinho da sua mão esquerda. Segundo o ex-presidente, ele estaria trabalhando no torno quando um colega bêbado chegou e prensou seu dedo. Lula teria sido obrigado a seguir trabalhando porque o patrão não o teria deixado ir ao médico. Quando finalmente chegou ao pronto-socorro, depois do expediente, o plantonista teria amputado seu dedo por puro comodismo.

“Aí, eu pergunto: quem era esse bêbado? Quem era o patrão? Quem eram esses amigos? Quem era o médico? Ninguém sabe!”, disse Nêumanne em sua noite politicamente incorreta em São Paulo. A mesma noite na qual ele levantou a bola de que o Lula de câncer curado, será o novo “Padim Ciço”, como diz a gente pobre do sertão. E completou: “É a mesma história das outras contadas pelo Lula: ele sempre é o herói e sempre tem um filho da p… para atrapalhar”.

Caso se confirme o cenário de uso político do câncer de Lula pelo próprio doente, algo como uma volta por cima “como nunca antes na história deste país”, o ex-presidente estará legitimando por completo as campanhas que surgiram desde o seu diagnóstico pedindo que ele trate seu tumor pelo SUS, e não no Sírio-Libanês – campanhas diante das quais muita gente se escandalizou exatamente por não admitir a mistura de Lula com Luis Inácio, ou seja, da política com a doença.


VEREADOR ENFORCADO

Vereador do PT de Santa Catarina é encontrado morto

Vereador  pré-candidato
a prefeito estava acusando  
outro parlamentar por
prática de corrupção

FONTE – REDE BRASIL ATUAL / POR: FELIPE PRESTES
    
O vereador de Chapecó Marcelino Chiarello (PT) foi encontrado morto por volta do 12h da segunda-feira (28) em sua residência no município de quase 200 mil habitantes, no oeste de Santa Catarina. Ele foi encontrado enforcado, mas a polícia aguarda a conclusão da perícia para se pronunciar e adianta que todas as hipóteses, inclusive assassinato, serão analisadas.

Colegas de partido levantam suspeitas contra um vereador do PSD que estava sendo denunciado pelo petista. "Ele não estava deprimido. Não era psicótico, não tomava medicamento. Estava feliz, falava em se candidatar a prefeito", afirma a vereadora Angela Moreira Vitória, também do PT.

Angela diz que Chiarello fazia muitas denúncias de corrupção. A denúncia mais atual era contra o vereador Dalmir Pelicioli (PSD). Como subprefeito de Chapecó, Pelicioli estaria desviando pequenas subvenções sociais destinadas a entidades associativas. Com a denúncia de Chiarello, Pelicioli foi afastado do cargo e voltou para a Câmara dos Vereadores. O PT pedia sua cassação, enquanto ele pedia cassação dos petistas por calúnia.

Angela ressalta que Chiarello fez outras denúncias. Outra recente foi de irregularidades na aquisição de lombadas eletrônicas pela Prefeitura. "Outra pessoa pode ter se aproveitado desta briga com o Pelicioli", cogita a vereadora. "Está todo mundo apavorado. Ninguém podia imaginar algo desta natureza", completa.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, que é do PT catarinense, entrou em contato com o governador Raimundo Colombo (PSD) e com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), para pedir rigor na apuração do caso.

O MENINO DERRUBA O ATEU

O professor ateu

Há momentos que
observações simples
podem derrubar a mais
contundente  conclusão

FONTE – MUNDO VIRTUAL

Um dia, na sala de aula, o professor perguntou a um dos estudantes:
- Tomás, vês a árvore lá fora?
- Sim, respondeu o menino.
O Professor voltou a perguntar:
- Vês a grama do jardim?

E o menino respondeu prontamente:
- Sim.
Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu.
Tomás entrou e disse:
- Sim, professor, eu vi o céu.
- Viste a Deus? Perguntou o professor.
O menino respondeu que não. O professor, olhando para os demais alunos disse:
- É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali! Podemos concluir então que Deus não existe!

Nesse momento, outro aluno se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.
- Tomás, vês a grama do jardim lá fora?
- Sim.
- Vês as árvores?
- Sim.
- Vês o céu?
- Sim.
- Vês o professor?
- Sim.
- Vês o cérebro dele?
- Não, disse Tomás.
Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse:
- Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos que o professor não tem cérebro.

PLEBISCITO. INTENÇÕES DE VOTO

Pesquisa de opinião confirma. Ainda prevalece o não

Continua a todo vapor a
campanha do plebiscito
para a criação de dois
novos estados dividindo o Pará

FONTE – FOLHA DE SÃO PAULO

Duas semanas após o início da propaganda do plebiscito em TV e rádio, a maioria dos eleitores do Pará continua rejeitando a divisão do Estado.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 62% dos eleitores paraenses são contra a divisão do Pará para a criação do Estado do Carajás e 61% são contra a criação do Estado do Tapajós.

A pesquisa foi encomendada em uma parceria entre Folha, TV Liberal e TV Tapajós (afiliadas da Rede Globo no Pará).

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no último dia 11, houve um pequeno aumento da rejeição aos novos Estados.

A oscilação, porém, está dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Foram entrevistados 1.015 eleitores entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 50.287/2011.

A propaganda do plebiscito na TV e no rádio ainda não foi capaz de causar alterações significativas nas intenções de voto dos eleitores paraenses.

Em 11 de dezembro, eles irão às urnas decidir se querem que o Pará se separe e dê origem a mais outros dois Estados: Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Na região do chamado Pará remanescente, que ficaria inalterado com a divisão, está a maior resistência aos novos Estados. 85% são contra o Carajás e 84% são contra o Tapajós.

Entre os eleitores do Carajás, 16% são contra o novo Estado. No Tapajós, 24% são contrários.

O POVO DO PARÁ VAI AO PLEBISCITO

Não estão bem claras as razões para a criação de Carajás

O discurso demagógico de
melhorar a saúde e educação
não é justificativa apropriada
para a tentativa de separação

WALQUER CARNEIRO

No dia 11 de dezembro o povo paraense participará de uma atividade cidadã e democrática inédita no Brasil com a realização do plebiscito para a criação dos estados de Tapajós e Carajás. A campanha é, de certa forma, curiosa, pois tem como candidatos duas figuras abstratas, o Sim e o Não, e além de tudo existe uma grande desinformação quantos os propósitos e intenções para a criação de mais dois estados na federação, e aqui eu vou tratar sobre o plebiscito na região de Carajás.

O plebiscito é uma conquista da democracia, todavia essa ferramenta para ser bem utilizada tem que estar acompanhada da capacidade do povo se concentrar  em  análises dos motivos postos para a emancipação, já que a mobilização de ambas as posições está se dando mais no campo subjetivo do que no objetivo. E, neste momento,  a população da região de Carajás não está preparada para utilizar com eficiência a ferramenta do plebiscito.

A população da região não está sendo mobilizado pelos fatos e sim pelo sentimento.  Nesta situação (do plebiscito), se a emoção toma o lugar da razão é uma demonstração que mais uma vez a massa está sendo manipulada em beneficio de uma minoria, e por isso vou tentar colocar aqui algumas informações concretas e objetivas.

A região sul e sudeste do Pará, como um todo,  tem menos de 50 anos de colonização, grande parte dos municípios desta região surgiram após o início da construção das Rodovias Transamazônica e Belém-Brasília, no início da década de 70,  sendo que os municípios mais antigos estão às margens do Rio Tocantins e Rio Araguaia, como Marabá e Conceição do Araguaia,  ambos com colonização centenária. Os rios facilitaram, em épocas anteriores,   o acesso às  localidades em suas margens.

Antes da construção das duas citadas rodovias seria impossível chegar onde está localizada, hoje, a cidade de Água Azul do Norte, que foi povoada a partir de 1978, em função da Transamazônica,  ou para ficar em um exemplo caseiro, falemos de Dom Eliseu, município onde este Blog é editado, cujo núcleo urbano veio a existência a partir de 1969, quando se iniciou a abertura da PA -70 (hoje BR-222), que também permitiu o aparecimento de Rondon do Pará. Antes de 1970 a região sul e sudeste do Pará era totalmente descolonizada, e tomada pela floresta, apenas os indígenas habitavam a região. Com a abertura de outras estradas importantes, como a PA – 150,  a região de Carajás foi sendo colonizada,  e no  inicio da década de 80 iniciou a exploração mineral com a descoberta da mina de ouro de Serra Pelada e retirada do minério de ferro de Serra dos Carajás.

Foi a  partir deste momento  que começou o movimento para a Criação do estado de Carajás, em uma região que ainda não tem consolidado nenhum setor de suas atividades. Sua base econômica e produtiva, precária,  está sendo montada, bem como a sua representatividade política, cultural e intelectual. Em suma,  a região de Carajás ainda não tem uma identidade formada, e por isso a criação do estado agora não é benéfico para o povo que aqui está. Pois pelo principio da lógica só se concede autonomia ao ente que apresenta condições de  conduzir suas ações, e esse não é o caso da região de Carajás.

Conceder autonomia para a região seria como uma família que  optasse atender aos apelos por  emancipação de  um filho de 14 anos, dando a ele a sua parte na herança,  deixando que  ele fosse viver sua vida por conta própria. 


A principal justificativa dos separatistas é que o governo estadual não reparte por igual os recurso e riquezas geradas no estado, e que a prioridade de investimentos é toda para a região norte e nordeste do Pará, porém creio que esse raciocínio é um equívoco, pois,  como foi dito a acima,  a região de Carajás tem menos de 50 anos de colonização, e consequentemente os investimentos em infra estrutura começaram a ser feitos a partir da década de oitenta, bem como a bancada política também começou a ser montada por essa época, e sabemos que o desenvolvimento de uma região depende, e muito da qualidade e compromisso de sua classe política.

A diferença do grau de desenvolvimento entre uma região paraense  e outra se dá não por motivos econômicos, mas sim por motivos antropológicos, referente a intervenção humana no meio ambiente, e aí temos que lembrar que a colonização da região norte e parte da nordeste do Pará teve inicio  a centenas de anos, e grande parte dos municípios tem sua fundação registrada  à época  do Brasil colônia, a exemplo de Capanema localizado na região nordeste paraense cuja  fundação remonta ao século XVIII.

Em fim, não é por falta de investimentos que o  sul e sudeste do Pará apresentam um  o baixo grau de desenvolvimento, o atraso regional é uma questão de gestão do governo e falta de compromisso da classe política regional, começando pelos deputados federais, passando pelos estaduais, chegando aos prefeitos e vereadores e desembocando no povo da região de Carajás  que, em sua maioria, está alheio às verdades dos fatos e são mobilizados por uma necessidade criada pelos mesmos grupos que pedem a criação do estado de Carajás. Estes que, nos últimos 30 anos,  não deram conta de atuarem de forma organizada direcionando  recursos para a região, e agora querem um estado para governar, sem,  no  entanto,  apresentarem o devido preparo para tal missão. 

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