domingo, 4 de dezembro de 2011

HONESTIDADE NAS ELEIÇÕES

Marlito pensa as eleições de 2012

Todo cidadão tem que
dar a sua dose de contribuição
para tentar mudar a
realidade do nosso país

WALQUER CARNEIRO

Marlito Araújo é um universitário, filho de Dom Eliseu que, filosofando, vai pensando   a realidade do nosso país e de nossa cidade.

No artigo a seguir ele faz uma breve dissertação meditando sobre a falta de convicção no caráter da classe política, o uso do dinheiro público financiando campanhas eleitorais, criticando também o auxílio que o governo disponibiliza para que pessoas de baixa renda possam freqüentar a escola.

Ele pega pesado com a prática do assistencialismo eleitoreiro que desvirtua o caráter da liberdade de escolha do eleitor que devido a miséria imposta pelo sistema opressor obriga o cidadão a vender o voto.

O artigo de Marlito serve como um alerta porque em 2012 é ano eleitoral e mais uma vez os espertalhões se sempre estarão batendo a nossa porta e diante do descontrole da corrupção ele aventa a possibilidade do retorno ao regime militar.

O ponto de vista do artigo a seguir não representa a opinião do editor do Blog Porta Pro Futuro.

A verdade está fora de moda?

Porque ser verdadeiro, honesto, sincero, cordial se a hombridade está se tornando sinônimo de doidivanas, presunçoso, estúpido, tolo, um verdadeiro beócio?  

Está cada vez mais difícil ter essas qualidades porque quem as tem é pouco valorizado, achincalhado ou mesmo ignorados. Bonito e valorizado é quem se dá bem à custa do outro, quem usa o interesse público em prol de si mesmo, há uma supervalorização do jeitinho brasileiro pra tudo.

Então os críticos do presidente Sarney são uns hipócritas, pois ele está se tornando a síntese do brasileiro. Financiamento público de campanhas políticas já! E muita fiscalização, inclusive de nossa para (eleitor).

Os contrários são os que concordam com as práticas promíscuas que está acontecendo atualmente. É melhor financiar as campanhas com dinheiro público ao invés de  vê-los se apoderar escandalosamente do erário sem poder fazer nada, afinal as leis que deveriam auxiliar o judiciário a puní-los são feitas por quem encontra  brechas nela, e assim na hora do aperto se beneficiem delas.

O corriqueiro é o sujeito em época de eleição aparecer na periferia tentando falar a língua do eleitor, o que não é muito difícil com o nível da nossa educação,  onde o professor é praticamente obrigado a fazer o aluno passar de ano sem saber nada, ou o governo pagar para o indivíduo freqüentar a escola, não precisa estudar e aprender mas apenas “ marcar presença”, assim estão cada vez mais caras e mirabolantes as campanhas eleitorais. Então façamos uma mea culpa, e o povo? Ora ele é parte desse sistema todo porque mal o sujeito aparece já estão aos beijos, abraços, tapinhas nas costas e aperto de mãos e uma petição desenfreada isso é “venda de voto”.

É um saco de cimento aqui, uma dentadura ali, um par de sapatos acolá e tantas outras quinquilharias. Em vez de reclamar depois deveria aceitar calado. Enfim de onde vem todo esse dinheiro? Dos financiadores, dos magnatas, marajás e demais aproveitadores e estes terão que ter o seu retorno assegurado.

Quem pediu algumas telhas já se dê por satisfeito, quem investiu um boi receberá uma boiada e assim o orçamento público já estará comprometido, há! Ainda tem o loteamento dos cargos, porque quem investiu mais ( na campanha de determinado candidato) terá direito aos melhores setores e para isso colocará quem lhe for mais fiel; competência no serviço público é o quesito menos valorizado o que vale é a fidelidade.

UTOPIA?

Político bom precisa ter competência, educação, compromisso e a campanhas o mínimo de recurso, o que deveria valer era o olho no olho, a conversa franca, cada pretendente explicar as suas atribuições, limitações e os seus reais objetivos.

Desenvolver projetos como restaurante popular, onde poderia dispor de comida de boa qualidade e acessível ao invés de dar um prato de comida na hora da eleição. 

Criar projetos para reconstrução das casas estioradas e não distribuir telhas ou cimento na véspera, o eleitor que já aguentou tanto que espere mais um pouquinho para ter argumentos para reclamar depois.

O período da ditadura militar foi terrível para os desordeiros, porém  benéfica para a verdadeira família brasileira, a educação apesar do pouco aparato tecnológico funcionava, quem concluía o ensino médio estava apto ao curso superior, aprendia-se para a vida.

Se não fossem os excessos deveríamos voltar aos anos de chumbo e mandar todos os corruptos para a cadeia ou para o DOPS. A sociedade está cada vez mais corrompida, os valores estão desvalorizados. Cabe a nós, cidadãos [doenliseuenses], fazer a nossa parte agora. Fiscalizar nossos mandatários e legisladores e prepararmo-nos para o ano vindouro onde novamente seremos cortejados. Não será então a hora de darmos a tudo isto um basta? 

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