NEM DA ROCINHA, O CHEFÃO

Como vivia o chefão do tráfico da Rocinha ?

Pouco ou quase nada ficamos sabendo
da vida privada dos chefões do crime
carioca, porém uma repórter resolveu
levantar a vida do Nem da Rocinha

WALQUER CARNEIRO

Ruth de Aquino
A recente ocupação da Favela da Rocinha pôs em evidência uma personagem que apesar de viver no Rio de Janeiro já era um mito nacional, mesmo sem quase ninguém conhecê-lo. Está figura é Antônio Francisco Bonfim Lopes, mais conhecido como Nem, o chefão do crime organizado da Rocinha,  e,  que de acordo com os órgãos de informações  do Rio, agia como prefeito naquela comunidade.

Nem foi preso dois dias entes da Rocinha ser ocupada, e a partir de então começou a ser exibido como um  troféu nos jornais,  revistas e  redes de televisão.

Como repórter eu sei que não é muito comum a categoria se interessar em levantar detalhes da vida cotidiana e do pensamento de pessoas que atuam na vida do crime, mas em relação ao  Nem me nasceu uma curiosidade por ser ele a figura ícone e o marco de uma possível revolução social no Rio de Janeiro, já que a Rocinha é uma comunidade que fica no centro da região onde reside a elite carioca, e que parte  dessa própria elite sempre teimou por ignorar, e outra parte, como usuários,  sustentavam o tráfico.

Nem, o chefão do tráfico
E neste fim de semana, pesquisando na internet, eu me deparei com um link no Blog Perereca da Vizinha que levava para um artigo na Revista Época relatando o perfil do Nem a partir de um encontro que ele teve com uma repórter da revista.

Uma parte do perfil de Nem foi levantado pela jornalista Ruth Aquino, repórter, colunista e editora chefe da Revista Época, que corajosamente subiu o morro e esteve frente a frente com essa figura, que para o morro,  foi muito relevante, já que sua atuação de certa forma supria a ausência do poder público.

O encontro da repórter com o líder do tráfico na Rocinha aconteceu no dia 4 de novembro, quando o força de segurança já havia anunciado a ocupação e Nem já sabia da possibilidade de ser preso.

De acordo com a repórter ela se surpreendeu, pois ela esperava se encontrar com Nem numa sala fechada com seguranças armados, porém o encontro aconteceu do jeito que ela menos esperava.

Para saber mais acesse Meu encontro com Nem

EM DOM ELISEU VEREADORES VOTAM

Vitória dos comerciários tem que ser avalizada por assinatura do prefeito

Os vereadores, depois de um
impasse, votaram e aprovaram
projeto que garante mais liberdade
para os trabalhadores no comércio

WALQUER CARNEIRO

Os vereadores de Dom Eliseu discutiram e votaram e aprovaram   em duas sessões de reunião o Projeto de Lei 009/2011, da Câmara dos Vereadores de Dom Eliseu, elaborado pelo vereador Antonio Silva, que prevê a regulamentação da jornada de trabalho para os trabalhadores dos estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços no município  de Dom Eliseu.

A primeira sessão, ordinária, aconteceu na terça-feira (8) e a segunda sessão, extra ordinária,  ocorreu na quinta-feira (10). Em ambas, surpreendentemente, foi observada a presença de uma quantidade considerável (cerca de 100) de trabalhadores (comerciários) dos comércios de Dom Eliseu. 
Depois de tramitar por quase 30 dias na casa de leis o Projeto 009 foi posto em pauta no dia 8 para ser discutido e votado, pois essa era a expectativa da categoria que há muito tempo vê seus direitos serem negados, e por isso o sindicato dos trabalhadores no comércio resolveu solicitar a ajuda do vereador Antonio Silva. Essa atitude foi necessária porque os patrões não estavam respeitando a lei federal (CLT), e a regulamentação da lei teve o propósito de mobilizar a categoria e alertar os patrões.

Os trabalhadores foram à câmara no dia 8 certos de que a lei seria aprovada naquela ocasião, porém eles não esperavam  que o vereador Zé Pedro pudesse adiar aquele momento, pois no instante  em que o presidente da câmara, Jefferson Deprá, pôs o projeto em discussão Zé Pedro levantou-se e pediu vistas do projeto com a justificativa de incluir no mesmo as  categorias comerciais de posto de combustível e Chopim  Center, porém os trabalhadores não gostaram da iniciativa do vereador por entender que seria uma manobra para desmotivar a categoria numa tentativa de não aprovar o projeto.
Diante da solicitação de Zé Pedro o presidente da câmara decidiu retirar o projeto da pauta naquele dia e  propôs que fosse feita uma emenda para ser   adicionada ao projeto que seria votado na próxima sessão. Descontentes os  trabalhadores se retiraram do plenário da câmara e se reuniram em frente ao parlamento e começaram a protestar contra os vereadores, enquanto lá dentro o vereador Daniel Andrade discursava na tribuna falando que o projeto seria votado.  

Neste meio tempo os trabalhadores foram convencidos a retornarem ao plenário da câmara para acompanhar o restante da sessão, e lá dentro foram informados de que o pedido de vistas feito pelo vereador Zé Pedro tinha que ser respeitado, e que seria feita uma emenda e adicionada ao projeto que seria votado na próxima sessão de reunião no dia 15, e mais uma vez os trabalhadores não gostara da ideia, pois dia 15 seria o feriado de proclamação de república.

Diante desse novo impasse o presidente da câmara propôs então que o projeto fosse votado no dia 10 (quinta-feira) em uma sessão extraordinária, o que foi feito, e assim projeto foi votado e aprovado  juntamente com a emenda incluindo os postos  de combustíveis e chopim Center.

Agora o projeto será enviado ao gabinete do prefeito para protocolo e em seguida o prefeito solicitará que o departamento jurídico faça uma avaliação do texto com o objetivo de observar sua redação e constitucionalidade, e só depois do aval do jurídico é que o prefeito irá fazer a confirmação do projeto com a sua assinatura.

UMESDE NA JUSTIÇA PEDE INDENIZAÇÃO

Estudantes de Dom Eliseu não se deram por vencidos

A Umesde parte mais uma
vez para a luta em favor da
garantia dos direitos dos
estudantes de Dom Eliseu

WALQUER CARNEIRO


O episódio das carteirinhas de estudantes emitidas pela Umesde –União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Dom Eliseu -,  que gerou tanto bafafá e zunzunzum pela época da Expoade está tendo o seu desdobramento agora.

Para quem não acompanhou os acontecimentos aqui vai um resumo: A Umesde emitiu cerca de 6.500 carteiras de estudantes nos trinta dias que antecederam a Exposição Agropecuária de Dom Eliseu. As carteiras davam o direito à meia entrada aos estudantes, porém o documento não foi aceito pelos organizadores da festa que ainda foram aos meios de comunicação de Dom Eliseu desqualificar a instituição estudantil.

Diante deste fato a Umesde se sentiu ofendida e resolveu protocolar uma ação na justiça requerendo indenização por danos morais.

A reportagem do Blog acompanhou e registrou o ato do protocolo no fórum de justiça na sexta-feira, dia 4, e ainda nesta semana publicaremos a matéria completa.


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