AVIÕES PARA A PRESIDÊNCIA

Comando da Aeronáutica estuda substituir aviões 

Há interesse  da presidente 
Dilma Rousseff em querer 
um avião que realize voos 
internacionais sem escalas


O Comando da Aeronáutica enviou, há cerca de um mês, pedido formal de informações a Airbus, Boeing e Israel Aerospace Industries (IAI) para comprar novos aviões para a presidência da República, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta segunda-feira.

As informações, afirma a publicação, devem subsidiar o processo de aquisição de duas novas aeronaves, que deverão substituir os quatro atuais Boeing 707 nas missões de transporte intercontinental da presidência, transporte logístico e reabastecimento em voo.

Ainda de acordo com o jornal, a ideia de substituir os aviões, conhecidos como “sucatões”, ganhou força nos últimos meses por conta do interesse da presidente Dilma Rousseff em querer um avião que realize voos internacionais sem escalas.


As viagens da presidente utilizam dois aviões, sendo um para reserva. Atualmente, o segundo avião é um Embraer 190, mas o alcance máximo é de 8,3 mil quilômetros. O principal avião da presidente é um Airbus A319.

A opção mais em conta seria uma customização de um avião da IAI. A empresa não produz aeronaves de grande porte. Segundo o Valor, o preço seria algo entre 60 milhões e 80 milhões de dólares.

Já a Boeing teria feito uma oferta alternativa ao governo brasileiro, de dois aviões 767 usados ao menos até que a nova versão “tanker” seja entregue. (com Reuters )

BARBÁRIE NO MARANHÃO

Mais uma personalidade popular assassinada

Há menos de dez dias 
da morte de um blogueiro 
uma liderança indígena 
é assassinada no maranhão

FONTE - BLOG DO  CARLOS LEEN

Por Alice Pires

Uma liderança indígena do Maranhão, a cacique Maria Amélia Guajajara, 52 anos, foi executada na tarde de anteontem (28), por pistoleiros. Segundo a informação que nos chegou agora a pouco, dois homens, em uma moto, chegaram à aldeia e na frente de todos (inclusive da família da vítima) dispararam dois tiros na cabeça de Maria Amélia. 

Esta índia Guajajara era cacique da aldeia Coquilho II, na Terra Indígena Canabrava, localizada no município de Grajaú-MA, a 600 quilômetros de São Luis-MA. Ela denunciava os constantes assaltos na região, o tráfico de drogas e a exploração ilegal de madeiras dentro da terra indígena. Por tudo isso, entre os suspeitos estão os madeireiros da região, protegidos pelo grupo Sarney. 

O assassinato brutal e covarde desta índia confirma as palavras do nosso companheiro de Vias de Fato, o jornalista Emilio Azevedo, em recente entrevista a “Rádio Brasil Atual” e reproduzida (com injustificável hesitação) no site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O que ocorreu com Maria Amélia é mais um fato triste, lamentável, trágico, que expõe, mais uma vez, a barbárie vivida no Maranhão, fruto de uma política, sem civilidade, marcada pela máfia, onde o crime organizado está infiltrado nos três poderes (o Executivo, o Legislativo e o Judiciário). 

Só neste mês de abril de 2012 foram executados, por pistoleiros, um lavrador, um jornalista e ontem (28/04), uma liderança indígena. E, a não ser na atividade de jornalista, os outras não são exceções! No Maranhão é comum o assassinato de lavradores, sem terra, índios, quilombolas... O caos já está instalado há muito tempo, na imensa periferia maranhense. O problema é que a indiferença da elite/poder público/máfia, não dá visibilidade à situação. 

Cria uma falsa tranqüilidade. Os seis tiros dados no jornalista Décio Sá estão expondo as vísceras do Maranhão! E alguns - como tem registrado atualmente o professor Wagner Cabral nas redes sociais - usam e abusam da hipocrisia diante do cadáver do jornalista.

JOAQUIM ABSOLVIDO DEFINITIVAMENTE

Prefeito Joaquim consegue se livrar de processo

Depois de mais de três anos respondendo
na justiça por supostas
irregularidades campanha eleitoral de 2008
Joaquim é definitivamente inocentado

WALQUER CARNEIRO

Nesta sexta-feira (27) o Tribunal Regional Eleitoral do Pará se reuniu mais uma vez, e desta feita o município de Dom Eliseu outra vez estava presente nos tramites processual daquela instituição da justiça do Pará nas pessoas de Gersilon (Silon) Silva da Gama, Joaquim Nogueira Neto, Francisco Manoel de Aquino (Didi) e Jefferson Deprá. Todos envolvidos no processo de cassação dos membros majoritários da coligação do PMDB que concorreu à eleição para prefeito em 2008. 

Silon, que foi o principal adversário de Joaquim Nogueira, é parte do processo como recorrente, questionando na justiça a legitimidade da eleição de Joaquim em 2008. Sendo que por quatro vezes a justiça deu ganho de causa para Joaquim, já que o intento do recorrente e seus aliados era que Joaquim fosse retirado da prefeitura, todavia o máximo que conseguiram foi a inelegibilidade do prefeito por três anos a partir de 2008, sendo que o TRE lhe concedeu o direito de recorrer na função do cargo. 

Em 2010 o processo de cassação de Joaquim foi parar na terceira instância, em Brasília, onde Silon pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que processo fosse devolvido para o Tribunal Regional Eleitora do Pará (TRE) para corrigir a sentença. O TSE atendeu ao pedido de Silon e devolveu o processo para Belém onde o pleno do tribunal, em um colegiado de cinco juízes, decidiu, por unanimidade, (5 votos a favor e nenhum voto contra) pela inocência dos acusados mantendo o prefeito com seu vice e o vereador Jefferson em seus cargos, sendo que ao prefeito Joaquim foi dado o direito de também concorrer a eleição deste ano.    

QUANTO CUSTA A SEDE DA PREVIDÊNCIA MUNICIPAL

Solicitação de crédito especial gera polêmica 

Vereadores recusam projeto que 
solicitava quatrocentos mil para 
construir prédio da sede do instituto 
de previdência municipal de Dom Eliseu 

REDAÇÃO DO BLOG 

A prefeitura de Dom Eliseu enviou à câmara de vereadores em março o projeto de lei 0012/2012-GP solicitando a suplementação de crédito especial de R$ - 400 mil para a construção da sede do Instituto de Previdência Social do Município de Dom Eliseu, proposta que foi recebida com receio pelos vereadores de oposição ao prefeito Joaquim Nogueira Neto (PMDB), primeiro porque supõem-se que o prédio pode ser erguido por um valor menor, e segundo é que a comissão de orçamento e finanças descobriu que o valor para a construção da sede do instituto de previdência municipal está contemplado na LOA – Leia Orçamentária Anual -, aprovada em dezembro de 2011 no valor de R$ - 300 mil. 

O vereador Genilson Cavalcante (DEM) avalia que o projeto tem que ser avaliado com muito , pois os valores envolvidos irão sair dos cofres da previdência municipal que recolhe a contribuição dos servidores públicos municipais, sendo que o presidente da autarquia pode contar com uma taxa de serviços de 2%, do total dos recursos monetários geridos pela instituição para despesas administrativas. “Na lei orçamentária aprovada em 2011 foi orçado ao instituto o valor específico para obras e instalações, e por isso entendo que não há necessidade de um orçamento especial de mais 400 mil”, disse o vereador esperando que na próxima reunião ordinária o projeto seja retirado de pauta. 

O presidente da previdência municipal, Emanuel Porto, disse que tudo aconteceu devido a uma falha de comunicação entre as instituições e um erro do assessor contábil Norberto Rocha. “Na verdade eu não tinha conhecimento do valor aprovado na Loa, e como estou planejando construir a sede do instituto comuniquei o fato à assessoria contábil que disse da necessidade do enviar um projeto à câmara, esquecendo-se que o valor já constava no orçamento ”, disse Emanuel lembrando que já orientou ao gabinete do prefeito e solicitar a devolução do projeto.

MÉDICOS PREFEREM A (O) CAPITAL

No sistema cultural capitalista o interior fica sem médico

O senado realizou recentemente um
seminário para debate em torno
da carência de médicos no interior
do Brasil, em especial na Amazônia

TED BITENCUORT 

Muito interessante e necessário esse tema sobre a criação de mecanismos que torne obrigatório a permanência do médico nas cidades do interior (clique AQUI para saber mais). Infelizmente essa é uma discussão que viajará em lombo de tartaruga, conforme o histórico de outros temas importantes existentes nas gavetas do senado e câmara federal. 

Na minha opinião todo médico formado em Universidade Pública ou custeado com empréstimo (financiamento) junto ao governo federal, depois de formado, deveria pagar prestando serviço, mesmo que temporário no interior do Estado, claro que com boa renumeração e condições de trabalho. Pois, só assim será possível melhorar a assistência médica no interior do Brasil. 

Na capital os médicos mantêm diversos empregos e os ganhos são muitos maiores e o juramento de hipócrates esquecido. 

Segundo a ONU deveria haver 5 médicos para cada mil habitantes, e, se assim fosse, Dom Eliseu deveria ter 51 médicos, mas infelizmente isso não acontece em nenhum lugar do país, e, acredito, nem sempre é culpa dos governantes, mas sim dos interesses financeiros que ditam as regras em consequência da falta de leis que previnam o interesse público.

VIAJAR NAS PALAVRAS É UMA VIAGEM

Juntar palavras em frases com sentido é assustador

A sina de quem escreve
para os outros é uma
responsabilidade assustadora
pois a escrita é dinâmica e misteriosa

WALQUER CARNEIRO 


Palavras são traiçoeiras, e para escrevinhadores como eu, que apenas gosto de escrever, sendo portador de parcos conhecimentos técnicos da sintática, as vezes palavras me surpreende, mesmo eu sabendo que elas são volúveis e insinuante como uma donzela que sabe de suas responsabilidades, mas brinca com o apaixonado sem que ele se aperceba das armadilhas e meandros no relacionamento do escriba com as palavras.

Talvez o leitor não tenha notado que por três vezes eu citei o termo “palavra” no parágrafo anterior, e todas as três colocadas no plural. Estou chamando a sua atenção para esse fato como forma de ilustrar melhor essa relação misteriosa e sobrenatural do escriba com a palavra, sendo que quem escreve também não se contenta em ter tão somente uma palavra, pois só há harmonia e prazer nos textos quando as palavras são diversas, de modo que o escriba tem por obrigação ser polígamo na palavra.

Bom, vou parando por aqui com a retórica escrita misturada a poesia, indo ao que interessa. – Substantivo e Verbo -. Substantivo é a que dá nome às coisas, e o substantivo em ação torna-se verbo, e entre um e outro muitas vezes existem nuances que faz passar despercebido equívocos constrangedores para o escrevinhador, e esse é o caso de Viagem...Ou seria Viajem? Notou a diferença entre as duas palavras?

Em uma conversa com o Professor Pedro Mesquita, coordenador do Sintepp, ocasião em que estava presente o Professor Remi Sales, diretor da Escola Maria de Nazaré, veio a baila a questão dos termos “Viagem e Viajem”. Nós estávamos conversando sobre uma reportagem escrita por mim relatando um evento na praça reunindo estudantes mostrando a eles a importância da leitura. O evento foi denominado de “Viajem na Leitura”, grafado desta forma no panfleto de apresentação da festa, mas bem poderia ser grafado “Viagem na Leitura”, sendo que aqui viagem é com G, e acolá a mesma palavra é escrita com J.

Eu, como disse lá no inicio, sou bronco no conhecimento sintático, mas é justamente na análise sintática que nos ternamos íntimos de língua portuguesa, e eu logo cedo me ative mais em me apropriar das palavras do em conhecer as estruturas onde ela é aplicada, e por isso me passou despercebido a grafia da palavra Viajem, que tanto com Jota quanto com Ge tem o mesmo som.

Viagem com Ge é substantivo, pois aqui a palavra dá nome a uma coisa. Já Viajem com Jota é verbo porque é a ação do substantivo. E agora o leitor pode perguntar: - Porque G e J? -
 
  • A viagem foi muito demorada – aqui é substantivo
  • Viajem para bem longe – aqui é verbo 
Para você ver só a nuance de significado entre as duas palavras com sentidos diferente, escritas divergentes e sons iguais. Eu confesso que vejo aí, entre o G e J, mais uma regra criada apenas para diferenciar o substantivo do verbo, e na minha humilde ignorância totalmente desnecessário.  
No Blogue TUDIBOM você pode entender melhor como usar os termos Viagem e Viajem. 

COMO MANTER MÉDICOS NO INTERIOR

Senadores debatem planos para fixar médico no interior 

A distribuição igualitária de 
profissionais em todo o território 
brasileiro depende da criação 
de uma carreira de Estado 

AGÊNCIA SENADO 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizará seminário para discutir medidas que levem médicos a se fixarem no interior do Brasil. A sugestão foi apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE) em audiência pública na qual se discutiu o tema nesta terça-feira (24). A iniciativa para o debate foi dos senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davim (PV-RN). 

Para Humberto Costa, financiamento e problemas de gestão comprometem o atendimento à saúde. Em sua avaliação, a solução depende de ações específicas, a serem implantadas a partir do quadro de carências, levando em conta o mercado e a regulação. Ele criticou ainda a cartelização de áreas da saúde, com a atuação de cooperativas de anestesistas e cardiologistas, por exemplo. 

Na avaliação de Vanessa Grazziotin, o seminário deve contar com a participação da sociedade e das entidades médicas. Durante a realização da audiência no Senado, observou a senadora, estudantes de medicina do Amazonas realizavam manifestação contra projeto de lei de sua autoria (PLS 15/2012) que propõe a revalidação automática de diplomas estrangeiros para profissionais de saúde exercerem a medicina no estado. Os estudantes consideram uma “invasão de seu mercado”, disse a senadora. 

Vanessa Grazziotin ressaltou que 30% dos médicos que atuam no Amazonas são estrangeiros, muitos sem registro no território brasileiro. Ela garantiu que a intenção não é trazer médicos incompetentes e nem ocupar o lugar dos brasileiros. No entanto, ponderou, há uma carência desses profissionais em localidades em que brasileiros se recusam a trabalhar, o que penaliza a população. 

CARREIRA 

O presidente eleito do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Wilson Alecrim, informou que o tempo médio de permanência do médico nos postos de trabalho no Brasil é um pouco mais de 2,5 anos. Para ele, a distribuição igualitária de profissionais em todo o território brasileiro depende da criação de uma carreira de Estado, com flexibilização de horário, auxílio transporte e alimentação, moradia, boas condições de trabalho, plano de cargos e salários e vinculo empregatício. 

Também o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D'Ávila, defendeu a criação de carreira de Estado para os médicos, nos moldes do que exigido dos juízes. No início da carreira, sugeriu, o profissional trabalharia no interior e, ao progredir na carreira, iria sendo transferido para cidades maiores, podendo, ao final, trabalhar nas capitais. 

- O Estado tem de ser o indutor da garantia do acesso da população à saúde. Não podemos trabalhar com a ideia de sensibilizar o médico, que é um trabalhador como qualquer outro. O estado é que precisa atuar – ressaltou o representante da Federação Nacional dos Médicos, Waldir Cardoso. 

CARÊNCIA 

O déficit de médicos, disse o representante do Ministério da Saúde, Fernando Antonio Menezes da Silva, inclui outros fatores, como afastamento da atividade em determinadas fases da vida profissional. Ele ressaltou que, atualmente, há mais mulheres médicas do que homens. Na fase reprodutiva, elas se afastam da profissão. Já entre os homens, observou, o afastamento se dá para ocuparem cargos de gestão. 

O representante da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, Antônio Evandro Melo de Oliveira, ressaltou que as medidas adotadas para resolver o problema não podem ser emergenciais e provisórias. Na opinião dele, é preciso encontrar medidas de longo prazo que atendam às necessidades da população, de modo que sejam arregimentados profissionais de forma permanente e dentro da legalidade. 

Evandro Melo informou que no estado do Amazonas há dificuldade de admitir e manter médico. Por essa razão, o governo criou equipes itinerantes destinadas a atender às populações em áreas remotas. Há prefeitos, destacou, que não conseguem admitir médicos, apesar de oferecerem salário de até R$ 25 mil. Em concurso realizado em 2005, observou, sobraram vagas sem preenchimento. Depois de sete anos, houve perda de 108 profissionais no interior da Amazônia. 

FINANCIAMENTO 

Na avaliação do vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Jorge Carlos Machado Curi, a causa fundamental do problema de distribuição de médicos no Brasil está relacionada ao financiamento deficitário. Para ele, a participação do governo federal no financiamento da saúde pública deve aumentar. Ele ressaltou que também a periferia de grandes metrópoles tem déficit de médicos, que não se fixam nos postos de trabalho por falta de condições. 

- A responsabilidade fiscal é um entrave para distribuir a responsabilidade social, observou o representante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Alcides Silva de Miranda. 

Comissão conjunta do Senado e Câmara, sugeriu o representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), José Enio Duarte, poderia discutir o financiamento da saúde. Para ele, o assunto deve ser tratado com os gestores municipais. 

- Não podemos mais postergar. Cada um fala uma coisa e a população não tem a assistência médica de qualidade protestou.

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