sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

# A BREVIDADE DA VIDA E BONS AMIGOS #

Na velocidade do tempo a vida é tão breve que passa sem perceber

Bons amigos compensam
a brevidade da vida
na crosta desse planeta

WALQUER CARNEIRO


Eu me pus a meditar, outro dia, sobre a minha percepção do passar do tempo levando em conta a minha posição no espaço enquanto ser vivente junto como outros seres viventes que seguem suas vidas escravas de cada momento, pois o tempo é carrasco e não é patrão. Diante dessa comprovação vejo que,    além de verdugo,  o tempo também é incessante não tem medida de início, não tem medida de fim; digo o tempo abstrato, mas no entanto real, sendo que para os seres humanos, por causa de seus desejos, o tempo é tão escasso.   

 Diante de tudo isso medito com meus dedões; será que vale a pena passar um tempo nessa condição de ser  humano  sabido, percebedor do real na brevidade  da vida?  Quem sabe não seria mais doído se só eu estivesse na vida;  Ao redor de cada um tem sempre mais de um, a solidão é invenção de uma mente vazia, ingrata consigo mesmo. Vi então que mesmo escasso, que mesmo breve, se vivo estou o   meu tempo tem quer ser abraçado  pra ser vivido, não só,  mais juntos, sempre como bons amigos.

A vida é tão pequenina, o tempo passa ligeiro mas ele nunca acaba, nós, os viventes é que acabamos rápido na velocidade da vida,  no alongamento do tempo; por isso é que seres humanos buscam companhia, para aproveitar o tempo, verbalizar o ego, inebriar a cronologia com o momento de um outro ser, um amparo, isso é a amizade que se revela no fluir de cada segundo e se firma no ir a diante.

Não sei quem foi que ajustou, contou e chegou ao total  de que cada um não tem mais que cinco amigos no andar de suas vidas. Vejamos, cada vida é muito breve, todo o tempo é muito amplo, são  tão poucos os amigos, e pouco tempo para poder encontra-los. Então se percebe que o tempo urge e a cada dia o passado fica bem maior do que o futuro, e os bons amigos não são fáceis de serem revelados, não por que inexistem, mas por necessidade de serem cultivados.  

A brevidade da vida humana levou como vingança a tentativa de encarcerar o tempo numa caixa de  pinos, engrenagens e ponteiros, acho que na vontade  de domar o tempo e assim ter mais tempo para encontrar os amigos.  De toda forma o tempo não faz bem e nem mau, o tempo é indiferente se dele não tomarmos tento, por isso é que é muito bom antes de qualquer coisa ser amigo do tempo, e enquanto ele passa vamos fazendo os amigos. Pois apenas os bons amigos compensam a brevidade do tempo. 

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