domingo, 10 de janeiro de 2016

# A LIBERDADE AO PONTO DE AFAGAR A ALMA #

Ser humano é um ser desejante que enseja a liberdade

A liberdade como meta
enclausura o objetivo
na gaiola do querer
que é emanante da alma 

WALQUER CARNEIRO


Até que ponto o ser humano,  enquanto individuo,  pode se considerar verdadeiramente livre dentro do espaço vital e temporal que lhe foi designado nessa passagem pelo planeta terra? Como dividir esse exercício de ser livre com mais 8 bilhões de pessoas no planeta, 200 milhões no Brasil, 8 milhões no estado do Pará e 60 mil pessoas em Dom Eliseu?  
Desejar a liberdade é um instinto básico dos seres vivos, nem mesmo um vegetal se sente bem tendo algo que o limita em si, e assim, mesmo não tendo consciência aparente, o vegetal busca uma forma de se libertar.

Somos um corpo biológico sustentado por uma energia primal que emana de algum lugar obscuro, esse corpo biológico é tangido por vontades que é produzida pela memória aonde está o centro captador e irradiador da energia primal que é metabolizada pelo espírito que é aprisionado ao corpo no momento da concepção; então essa liberdade ansiada pelo eu biológico entra em contradição com a alma que é de onde flui o pensamento que gera a vontade.

Estar aprisionado, verdadeiramente,  não produz  uma sensação agradável; e nem sempre estar aprisionado quer dizer necessariamente estar dentro de um cubículo, ou amarrado a uma corrente. A liberdade é um conceito muito mais amplo do que se imagina apenas de passagem; pois vamos a um exemplo da modernidade: O apego excessivo das pessoas às tecnologias de audiovisuais das redes sociais. Vejam só como o conceito de liberdade é traiçoeiro, pois esses ferramentas apareceram com o propósito de libertar o indivíduo dando a ele acesso rápido e fácil à comunicação,  ao mesmo tempo que leva o sujeito ao apego desmesurado do recurso para a satisfação de sua vontade. De modo que para ser livre temos que nos pôr como escravos de nossas vontades que são as tentativas da alma em se libertar do invólucro humano.

Na busca  de nossa liberdade nos tornamos seres desejantes, e esse querer em um determinado  momento estará em conflito com o  querer do outro, desse modo além do individuo ser escravo de seus próprios desejos também é tolhido,  em parte,  pela vontade do outro. Primeiro você quer e depois passa a agir  de acordo com o interesse primal, e só depois você vai perceber o outro. Assim  a vontade escraviza a prática pura da liberdade. A liberdade é ser escravo de nossas vontades. Pois liberdade não é ser, liberdade é agir, esse agir está subordinada ao querer de cada um dos seres viventes desse planeta.

A busca pela liberdade leva o ser humano a querer, então, dessa forma,  quando 8 bilhões de pessoas vivem em seus determinados espaços geográficos, temporais e vitais querendo e buscando liberdade gera-se  a necessidade de administrar essas vontades e dividir de forma equânime esses direitos entre todos os seres humanos, trabalhado sempre para que não haja  conflitos.
Vejam que além de levar em conta o outro temos que administrar também as vontades de nossa alma, que prisioneira no corpo enseja por liberdade, mas limitada pelo involucro corporal a alma reage ativando a nossa energia vital biológica fazendo as moléculas vibrarem em alta intensidade, e isso que causa os mal-estares, e por isso a necessidade, também encontrar um forma de afagar a alma, e isso é feito promovendo uma aproximação equilibrada  entre o eu a alma.

Equanimidade requer seguir princípios éticos e morais, pois quando se rompe as paredes da ética e da moral se fere de morte a possibilidade de uma liberdade igualitária, já que os seres humanos são grupos individualizados, todavia racionais, essa racionalidade que nos leva, por obrigação, às responsabilidade também coletivas, assim enquanto os seres humanos insistirem em buscar liberdade apenas pra si não teremos uma sociedade harmônica e tranquila, que é aquilo que todos nós ensejamos mas encontramos muita dificuldade em compreender a  o jeito correto de   alcançar o  objetivo liberdade.   

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