domingo, 8 de julho de 2012

REAL E FANTASIA

O Fantástico e o real se misturam no cotidiano humano

Quando tomamos uma decisão parte 
é real e parte é fantasia, e a boa
conclusão de um plano ou projeto
depende da medida entre os conceitos

WALQUER CARNEIRO

O avanço do conhecimento e da tecnologia só foi possível quando um grupo humano conseguiu distinguir claramente o que é realidade e o que é fantasia. A realidade é tudo aquilo que existe de fato, é matéria, e a fantasia é fruto de mente humana relacionado com o que nós podemos fazer com a matéria ao nosso redor, incluindo o ser humano no que diz respeito ao seu comportamento. 

Os gregos, há cinco mil anos atrás, conseguiram, de forma memorável, captar uma nuance do comportamento humano que é fundamental tanto para a evolução do relacionamento quanto para o enriquecimento da capacidade criativa dos seres humanos. Esse detalhe pego pelos gregos é a noção de realidade e fantasia, e a partir do momento em que essa civilização compreendeu claramente esse detalhe iniciou-se a transformação daquilo que conhecemos como sociedade primitiva para a sociedade civilizada. 

Com o exercício da fantasia pode-se chegar a coisas reais ou conceitos concretos. Foi baseado nestes fatos que os gregos criaram o teatro que foi a primeira manifestação formal da fantasia, e que de certa forma deu inicio a transformações que afetaria para sempre os seres humanos. 

Esse conceito de realidade e fantasia afetou sobremaneira a política desde os primórdios, também na Grécia antiga, tanto que, pelo que mostra relatos de textos antigos, o parlamento grego era quase que uma apresentação teatral, e hoje quando assistimos uma sessão de reunião da câmara dos deputados ou do senado vemos ali porções de realidade e porções de fantasia. 

Toda ação humana de grupo, individual ou coletiva tem a sua porção real e sua porção de fantasia. Ao indivíduo que lidera é dada a responsabilidade de administrar pesando as conseqüências para o bem ou para o mal, sabendo usar de forma equilibrada a fantasia e a realidade. Esse é o princípio do arbítrio, e o que rege um juiz quando julga ou decide uma causa, ou o que determina a ação de um ser humano comum. 

O REAL E FANTASIA NA POLÍTICA LOCAL

Hoje a política tem muito destes conceitos realidade/fantasia e um exemplo bem claro é a recente tomada de posição do Silon da Gama em aliar-se a Joaquim Nogueira Neto. E aí a questão envolve mais do que ao líder, envolvendo também uma massa de liderados que alimentava a fantasia de ver tornar realidade seu líder ser prefeito, e eu quero chamar a atenção para o detalhe de medir bem o equilíbrio entre o que é real é o que é fantasia, pois sem esse equilíbrio pode vir a tona a decepção e desilusão trazendo como conseqüência o abandono da vontade de se atingir aquela meta que era apenas uma fantasia. 

No caso em tela a fantasia foi trocada abruptamente por uma realidade que a maioria não desejava, pois o líder sempre inculcou na mente da massa que aquele que está no poder não deveria estar, e de repente ele se alia a esse que é o seu principal inimigo, que também o era dos liderados.

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