JOAQUIM GANHOU OU PERDEU COM A UNIÃO ?

Vejam o verdadeiro cenário político eleitoral de Dom Eliseu 

Com a união o Quinze e o 
Quarenta e Cinco avaliaram que 
conseguiriam 70% dos votos, 
mas a realidade é bem diferente 

POR SERGIO SANTOS BERNADO 

Quero fazer um desafio ao prefeito a mostrar a pesquisa que eles fizeram e que eles dizem que tem mais de 70% dos votos. Eu vou postar a minha e desafio ele me provar o contrario postando a dele. Olhando o cenário político junto com meu amigo Paulo Andrade de Paragominas pegamos as eleições desde de 1996 e encontramos os seguintes resultados. 

Em 1996 a diferença de votos entre os candidatos foi apenas 1795 votos, em 2000 foi apenas 1057 votos, em 2004 foram apenas 329 votos, e em 2008 foram 2763 isto entre 1º e 2º colocado. Em 1996 o terceiro candidato só fez 217 votos, em 2000 o terceiro só fez 757 votos, em 2004 e terceiro fez apenas 105 votos, mas em 2008 o cenário político mudou complemente, pois o terceiro candidato, Gaston, apareceu com 4531 votos, 21 vezes mais que o de 1996, 6 vezes mais que o de 2000, 43 vezes mais que o de 2004. 

Isto mostra que o cenário político mudou. 

Joaquim teve vantagens porque Silon era supostamente apoiado pelo ex prefeito Pinduquinha que não tinha um boa aprovação popular, Gaston parecia ser apenas mais um terceiro candidato, mas não foi assim. Ele surpreendeu no cenário politico mostrando já em 2008, que não estava brincando de ser candidato a prefeito. 

Eu e meu amigo Paulo encomendamos uma pesquisa por nossa conta que foi concluída recentemente. Pagamos do nosso bolso a pesquisa que tem como objetivo saber quem ganhou mais admiradores e quem perdeu, Joaquim se baseia no resultado das eleições de 2008 que foram o seguinte; 

Joaquim teve ...44,58%, 

Silon teve......... 31,31% e 

Gaston teve... ...21,10% 

Um resultado histórico para um terceiro candidato num cenário que reinava os admiradores do saudoso Tonhão e de Jerfeso Deprá. Assim Silon e Joaquim pensaram que a união dos dois daria a eles 75,89% dos votos, mas o cenário é outro. 

Joaquim perdeu 14,78% dos seus admiradores e Silon 19,47%, dos que votaram neles e dos que não votaram Joaquim ganhou apenas 3,46%, e Silon 2,59%. Nesse cenário os dois teriam hoje 47,69% dos votos, Gaston perdeu 3,04% mas ganhou 34,25%. Hoje teria 52,31% a diferença seria de 4,62%, ou seja, temos um empate técnico nesse cenário. 

Agora quero que eles me provem o contrário. 

Foram ouvidas 784 pessoas na Chinesa, Vila São Paulo, Liberdade, Planalto, Bom Jesus e Tropical. Considerando o número de eleitores da eleição passada de 27.269 teríamos uma diferença de 1.259,8 votos isto estaria dentro do cenário político da história de Dom Eliseu. Agora me provem o contrário com uma pesquisa detalhada como essa ta? Vocês falam que tem quase 80% dos votos, deixem de ser mentirosos e falem a verdade para povo, sejam homens. A periferia vai fazer a diferença nas urnas, disso tenho certeza. Só o centro não vai te eleger, pois você só calçou as ruas em volta do centro. Já mandei fazer outra em Vila Bela vista detalhada, aguardem eu não tenho pressa.

VENDO A SI MESMO

Espiritualmente quando julgamos também estamos sendo julgados


Esforçamos para ver o
lado mal do nosso semelhante
porque todos temos
nosso lado negativo

POR PAULO COELHO

“Quando olhar os seus companheiros, procure ver a você mesmo”, disse o mestre japonês Okakura Kakuso. 

“Mas isto não parece uma atitude egoísta? Se sempre ficarmos preocupados conosco mesmo, jamais veremos o que os outros têm de bom para oferecer”, disse um discípulo. 

“Oxalá sempre conseguíssemos ver as coisas boas nos outros”, contestou Kakuso. “Mas na verdade, quando olhamos o próximo, estamos apenas procurando os defeitos. Tentamos descobrir sua maldade, porque desejamos que fosse pior que nós. Nunca perdoamos aqueles que nos ferem, porque achamos que jamais seríamos perdoados. Conseguimos ferí-los com palavras duras, alegrando que o que dizemos é verdade – quando estamos apenas tentando esconder a nós mesmos. Nos refugiamos no orgulho, para que ninguém possa ver nossa fragilidade. Por isso, sempre que estiver julgando o seu irmão, tenha consciência de que é você quem está no tribunal”.

RESPOSTA DE DILMA A UM INVEJOSO CONTUMAZ

Sem ter o que falar FHC diz que Dilma recebeu herança maldita 

Fernando Henrique Cardoso 
até hoje não se conforma 
em ter perdido a 
presidência do Brasil para Lula 

FONTE - DA INTERNET 

Para FHC é inconcebível que um torneiro mecânico sem diploma tenha feito tudo aquilo que ele como acadêmico e sociólogo não conseguiu em dois mandatos, tanto que quando FHC entregou o governo para Lula os juros estavam a 27% a quando Lula entregou o governo para Dilma os juram estavam em 7,5%. – Walquer Carneiro - 

BLOG ALFABETIZANDO POLÍTICOS 

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda (3), em nota oficial, ter recebido uma herança bendita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma afirmou ter recebido um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle. 

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares. 

LEIAM O QUE DILMA FALA 

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão. 

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes. 

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes. 

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista. 

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro. 

Dilma Rousseff 

Presidenta da República Federativa do Brasil

DILMA E A AGRICULTURA FAMILIAR

Governo Dilma permite o aumento de recursos para a agricultura familiar

Plano Safra 2012/2013
beneficia extrativistas
e impulsiona
sustentabilidade no Pará

FONTE – BLOG BOTE FÉ

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) destinará aos agricultores familiares do Pará mais de meio bilhão de reais para a atual safra, que começou no mês de julho. O valor está previsto nas diversas ações do ministério reunidas no Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, que será lançado no estado pelo ministro Pepe Vargas nesta segunda-feira (3). O evento ocorrerá no Auditório do Banco da Amazônia, na capital Belém, às 15h.

Uma das novidades do Plano Safra de maior impacto no Pará é a ampliação do crédito para os agricultores que vivem do extrativismo, uma atividade muito forte no estado. Criado há uma década especialmente para a Amazônia - mas estendido a todo o país no ano passado -, o Pronaf Floresta, que financia projetos de silvicultura e sistemas agroflorestais e atividades extrativistas sustentável, teve seu limite de crédito ampliado. Hoje, os agricultores podem captar até R$ 35 mil pelo programa, valor 75% superior aos R$ 20 mil da safra passada. O prazo de pagamento varia de 12 a 20 anos e a taxa de juros é de 1% ao ano – ou seja, negativa, abaixo da inflação.

Outra medida tomada para impulsionar os negócios sustentáveis está relacionada aos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Agora, além de visar o aumento da produção e da renda dos agricultores familiares, os projetos devem prezar também pela proteção do meio ambiente, pelo manejo racional dos recursos naturais, como água e solo, além da redução ou eliminação do uso de agrotóxicos.

O delegado federal do MDA no Pará, Paulo Rocha Cunha, comemorou as medidas e disse que os agricultores paraenses já estão preparados. “Essa preocupação vai ao encontro de uma prática já comum dos povos da floresta, que é usar de forma sustentável os recursos naturais”, afirmou. Segundo o delegado o extrativismo no Pará e na Amazônia como um todo é muito forte. “Há uma cultura de sustentabilidade dos próprios agricultores familiares e extrativistas da Amazônia, pois eles tiram seu sustento da floresta”, completou.

( Com Informações do  Ministério do Desenvolvimento Agrário)

VERDADE ETERNA É LUZ DE CONHECIMENTO

A verdadeira liberdade se obtém com o conhecimento da verdade

 Deus é luz e verdade, e a fé nos leva
a absorver sua luz que
move a nossa compreensão
sobre a verdade

WALQUER CARNEIRO


Um dos conselhos mais importante de Jesus Cristo é o que nos incentiva a conhecer a verdade, pois somente a verdade nos liberta das trevas da ignorância fazendo que nosso entendimento absorva a luz que nos mostra o conhecimento. 

A luz é algo sobrenatural, pois a claridade não deixa nada escondido. Diante da luz tudo se evidencia. Eu quero aproveitar esse domingo e esse espaço para chamar a todos para uma reflexão. Nestes tempos atuais vivemos em meio a novas tecnologias e modernidades que faz a gente se sentir auto suficientes e nos dá a falsa sensação de estarmos iluminados, todavia devemos lembrar que na verdade o que nos rodeia hoje cega nosso entendimento para o mais importante que é o relacionamento fraternal entre os seres humanos. 

Por mais que o materialismo digital e tecnológico faça parecer que vivemos em um mundo de luz, quando meditamos mais profundamente chegamos à conclusão que densas trevas envolvem os seres humanos, chega-se a essa conclusão quando vemos que os avanços intelectuais e tecnológicos não estão impedindo o crescimento da violência no planeta. Por que será ? 

Para entender temos que levar em consideração que a raça humana foi criada por um ser superior que foge ao nosso entendimento, mas que todavia existe, apesar de não podermos vê-lo. Esse ser é pura energia e consequentemente pura luz, e nós enquanto criaturas temos, por obrigação, estarmos ligados a Ele, no entanto não por imposição, mas por livre e espontânea vontade. 

Deus é pura energia e luz sem mácula e nós enquanto criaturas temos que nos esforçar para estarmos sempre o mais próximo possível dEle para que possamos absorver o máximo possível de sua luz, só assim poderemos usufruir com tranqüilidade e intensidade das coisas criadas por nós, seres humanos, que quando criamos refletimos um dos principais caráter de Deus que é ser criador. 

A tendência de se afastar da luz de Deus se dá no intuito de tentarmos esconder na obscuridade os nossos erros e desejos que não se coadunam com os princípios perfeitos do Eterno de Dias. Como esse afastamento para a obscuridade se dá por nossa própria vontade exercendo nosso livre arbítrio, o retorno para a luz tem que se dar da mesma forma, por nossa própria vontade, pois esse é um reflexo de outro caráter de Deus que é a liberdade incondicional. 

O apóstolo Paulo, no livro de Romanos, incentiva aos seres humanos: “Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”, mas antes ele mostra quais são essas armas falando sobre as virtudes como o amor sem hipocrisia, cordial e fraternal, mais á frente, no livro de Coríntios ele afirma que de todos os dons o amor é o dom supremo. Deus é amor, e sendo Deus pura luz quando amamos de forma pura e fraternal absorveremos essa luz que nos esclarecerá a verdade eterna contida no criador.

A FARSA DO MENSALÃO COMEÇA A SER ESCLARECIDA

Ministro Lewandowski, do STF, sob pressão

Quem pensava que o julgamento do mensalão
seria um pelotão de fuzilamento já deve
estar com as barbas de molho
depois do voto de Ricardo Lewandovski

POR PAULO MOREIRA LEITE, NA COLUNA VAMOS COMBINAR


Você pode pensar o que quiser de Lewandovski. Pode até lembrar que dona Marisa Lula da Silva teve grande influência em sua nomeação para o STF. E pode até achar que isso desqualifica sua escolha e seus votos. 

Mas Lewandovski deu um voto claro e bem pensado, com argumentos e com fatos relevantes. Os especialistas dizem isso. Não eu. 

Na véspera, ele condenou Henrique Pizzolato, Marcos Valério e outros envolvidos em desvio de verbas do Visanet. Parecia que ontem iria repetir a dose, condenando João Paulo Cunha, que era presidente da Câmara de Deputados e foi acusado por Joaquim Barbosa de um desvio de pelo menos R$ 10 milhões em verbas de publicidade da Câmara de Deputados. 

Lewandovski questionou essa acusação com dados obtidos por auditores do TCU. Mostrou que o dinheiro supostamente desviado foi usado aonde deveria e por quem deveria. 

Também mostrou dados que sugerem que os 50 000 reais –a única vinculação conhecida de João Paulo com o esquema de Marcos Valério-Delúbio Soares — que a mulher do deputado foi buscar no Banco Rural foram usados com despesas de campanha. Citou vários testemunhos para sustentar isso. Citou peritos e se apoiou em vários documentos. Você pode, é claro, duvidar dessa interpretação. Mas é recomendável encontrar fatos para apoiar o que pensa. A tese da acusação é que os 50 000 foram usados como propina para Valério conseguir o contrato de R$ 10 milhões. Verdade? Mentira? Apenas com fatos novos é possível sustentar uma outra visão. 

Após o voto de Lewandovski já não vale ficar falando que tudo é “pizza” e clamando contra a impunidade sem que se saiba, com clareza, o que deve ser punido, quem, por que, com base em que. 

E AGORA ?

É certo que teremos nova confusão. Depois de deixar a definição do sistema de votação para o plenário, Ayres Britto terá de se haver com um conflito anunciado. Na segunda feira Barbosa quer responder ao voto do revisor. 

Lewandovski, por sua vez, já disse que se houver replica do relator, ele vai querer uma tréplica. E aí ninguém sabe como a coisa vai continuar. 

Só é preciso lembrar que vai ficar feio se surgirem tentativas — insinuadas entre comentaristas e observadores do julgamento — interessadas em enquadrar Lewandowski. Já começam a dizer que ele falou demais, que extrapalou…Agora se diz que o papel de revisor não pode ser contestar o relator, contrapor-se, apresentar outra visão. Conhecemos essa conversinha. 

As regras do fatiamento foram apresentadas na última hora para o tribunal. Se outros juizes já tinham conhecimento delas, o próprio Lewandovski deixou claro que era o último a saber. A defesa fez o possível para convencer Ayres Brito a voltar atrás. A resposta foi um sorriso antes da explicação de que a matéria estava (ou era) preclusa… 

Não é conveniente, agora, mudar as regras de novo.Vai ficar feio. Vai dar a impressão de que as regras só servem quando ajudam uma das partes. 

E só estamos no primeiro item do voto de Barbosa. São oito. Se tivermos réplicas e tréplicas todas as vezes, vai ser difícil dizer que a defesa é que está fazendo tudo para prolongar o julgamento e impedir um veredito antes das eleições para prefeito. 

E os demais ministros, quando começam a votar? Ninguém sabe. E o Cezar Peluso, cuja aposentadoria motivou tantas mudanças no calendário e até no sistema de votação, como fica? Muito menos. Se der empate no final, como fica o voto de Ayres Brito? Votará duas vezes? 

Essa é a dura realidade do julgamento. Já tinha sido um pouco exagerado definir claramente as regras de votação — o fatiamento — quando todos estavam certos de que seria um debate convencional, com o ponto de vista do relator, depois do revisor e assim por diante. 

O voto de Lewandovski foi importante por causa do conteúdo. Mostrou que é possível apontar fragilidades na denúncia. 

Deixou claro que a tese da “organização criminosa” que comandava uma rede de assalto ao Estado, com seus núcleos e uma divisão de trabalho de estilo mafioso é muito fácil de descrever mas difícil de demonstrar com provas consistentes. É fácil falar em “compra de consciência” para quem acredita que todos os políticos são corruptos. 

Mas é difícil sustentar que isso aconteceu quando as pessoas têm o direito de se defender, de dar sua versão e usufruir de todas as garantias de um regime democrático. São centenas de testemunhas que negam a denúncia. Não custa lembrar. Há muito tempo a testemunha principal parou de dizer aquilo que disse. 

Lewandovski foi ouvir o outro lado, foi perguntar aquilo que ninguém sabia e não queria saber. 

Não inocentou ninguém por princípio. Tanto que na véspera ele deu um voto igual ao do relator. 

Mas ele deixou claro que enxerga a denúncia de uma forma mais sofisticada, diferenciada, numa visão que se encaminha para negar que todos estivessem envolvidos na mesma atividade, fazendo as mesmas coisas, porque todos fariam parte de uma “organização criminosa, “sob comando de um “núcleo político”, e outros “núcleos” estruturados e organizados. É claro que Lewandovski enxerga o crime, o roubo, a bandalheira. Mas sabe que há casos em que é legítimo falar em corrupção. Em outros, há crime eleitoral. 

Mas não quer fingir que tem o domínio de fatos que não conhece por inteiro. Por isso ele diferencia a “verdade processual”, aquela que se pode conhecer, da “Verdade,” aquela que se pode até imaginar, conceber, descrever, mas não cabe nos autos. 

VAMOS FALAR DE VIDA REAL 

É complicado imaginar que José Dirceu e Luiz Gushiken pudessem participar de uma mesma organização. Mesmo quem quer acreditar que ambos são personagens sem uma gota de escrúpulo — é uma hipótese — deveria saber que é difícil imaginar que os dois pudessem ficar mais de 5 minutos em qualquer tipo de organização, mesmo que fosse uma inocente tropa de escoteiros – muito menos uma quadrilha, que exige um grau de confiança, de intimidade e lealdade que os dois nunca tiveram. Eles passaram boa parte da vida pública, da campanha e do governo conspirando um contra o outro, falando mal um do outro, disputando e até se sabotando. Como é que poderiam se unir para uma ação comum, clandestina, arriscadíssima? Como é que o Gushiken, aliado e padrinho de Palocci no início do governo, iria subordinar-se a Dirceu, adversário e concorrente? 

A visão que ignora as verdades duras da política não combina com essa denúncia. É coisa de quem pretende acreditar que todos são criminosos comuns, 100% despolitizados. 

Voltando a Lewandovski. Ele deixou claro que, para acreditar na tese de que Joáo Paulo desviava recursos públicos da Câmara – isso é sempre importante para caracterizar corrupção – seria preciso acreditar que ele envolveu as principais empresas de comunicação do país nessa empreitada. 

Se fossem verdadeiras, as célebres falsas despesas que teria declarado para desviar dinheiro envolviam os principais grupos de midia do país, as emissoras de maior audiência, os jornais de maior circulação e etc. Imagine o surrealismo: os mesmos grupos que faziam a denúncia do mensalão durante o dia estariam se locupletando com Joáo Paulo à noite pelo mesmo crime que denunciavam. Me desculpem. Se isso fosse verdade, o “maior escândalo da história” teria de ser chamado de “mensalão do português”, com todo respeito, apenas como uma homenagem aos tempos em que nossos humoristas se vingavam de nossa experiência colonial. Mais uma vez, está tudo lá, com recibo, perícia e assim por diante. Ou seja: ao menos neste caso não houve desvio, nem terceirização suspeita. Os veículos de comunicação receberam pagamentos legítimos para veicular publicidade definida em campanhas da Câmara. Ponto. Parágrafo. 

O voto de Lewandovski tem a modéstia de quem admite que está diante de uma realidade mais complexa e compreende que ela só é compreensível a partir de uma visão sofisticada, sem simplismos nem frases de efeito. Não sei qual efeito seu voto terá sobre os demais ministros. Também não faço ideia de seu posicionamento nos próximos itens do julgamento. 

Mas está na cara que sua intervenção, que teve de ser reescrita à última hora para se adaptar as regras a que só foi apresentado com o debate já em andamento, representou uma contribuição lúcida ao debate. Ninguém precisa estar de acordo com ele. O julgamento só começou e ainda há muito para ser debatido. Algumas das vozes mais experientes da casa sequer se posicionaram e terão muito a dizer.

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WALQUER CARNEIRO



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