MENSALÃO. QUEM SERÁ PRESO ?

Saiba como o STF deve definir penas de prisão

Embora os ministros estejam determinados a concluir 
o julgamento antes de 18 de novembro, o 
cumprimento de penas de prisão por réus condenados 
só deve ocorrer a partir do ano que vem

FONTE - VALOR/OPINIÃO & NOTÍCIA



Passadas 35 sessões de julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta segunda-feira, 15, sua análise do sétimo item do processo, que trata da acusação de lavagem de dinheiro contra seis réus ligados ao PT: os ex-deputados petistas Paulo Rocha (PA), João Magno (MG) e Professor Luizinho (SP), o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, além de Anita Leocádia e José Luiz Alves, que eram, respectivamente, secretária de Paulo Rocha e chefe de gabinete de Adauto. Eles são acusados de receber dinheiro através da empresa de Marcos Valério e de ocultar sua origem, o que configura lavagem de dinheiro no entendimento do Ministério Público.

Três ministros ainda precisam votar sobre este item do processo: Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto.

Na semana passada, o Supremo formou maioria de votos para absolver Professor Luizinho, Anita Leocádia e José Luiz Alves. Em relação a Paulo Rocha, João Magno e Anderson Adauto, o placar está em cinco votos pela absolvição contra dois pela condenação, o que abre a possibilidade de novos empates.

Ainda não há definição na Corte sobre como solucionar esses empates. Até agora, houve apenas um, envolvendo a acusação de lavagem de dinheiro contra o ex-deputado José Borba, condenado por corrupção. Em teoria, há duas saídas para solucionar empates, mas a preferência dos ministros só virá a público ao fim do julgamento. A primeira solução seria a de aplicar o princípio de “in dúbio pro reo”, que beneficia o réu em caso de empate. A segunda estabelece o voto de desempate pelo presidente da Corte.

Dosimetria: corrida contra o tempo

Para garantir que a fase de definição das penas dos réus condenados termine antes de 18 de novembro, data em que o atual presidente da Corte Carlos Ayres Britto se aposenta, os integrantes do STF estão conversando informalmente para definir alguns critérios punitivos antes mesmo de finalizar as condenações.

O Supremo não deve considerar penas mínimas, por exemplo, uma vez que isso resultaria em prescrição e afastaria a possibilidade de penas de prisão. Os réus serão presos a partir de penas que superem quatro anos (em regime semiaberto, pelo qual ao menos um sexto da pena deve ser cumprida na prisão). Aqueles que forem condenados a mais de oito anos terão de cumprir o regime fechado, devendo passar ao menos um sexto da pena na prisão.

Réus condenados por crimes em coautoria e aqueles que ocupavam altos cargos à época do crime devem ter penas mais elevadas, assim como aqueles condenados por mais de um crime. Essas argumentações pesam contra réus como o deputado João Paulo Cunha, presidente da Câmara na época do esquema, e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Prisão? Só no ano que vem…

Apesar da tendência de elevar penas, o STF não deve determinar prisões imediatamente após a conclusão do julgamento, como pediu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Isso não ocorre nos demais julgamentos do STF envolvendo políticos e seria uma exceção se ocorresse neste caso. A princípio, o STF deve pedir à Câmara que os três réus que são deputados e que foram condenados – João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry – percam o mandato imediatamente.

Os advogados de defesa também podem atrasar o cumprimento de penas. Uma vez publicado o resumo da decisão (o chamado acórdão), os advogados devem recorrer — o que só deve acontecer, na prática, no ano que vem — e defenderão que os réus respondam a recursos em liberdade. Há dois recursos possíveis: embargos infringentes, nos casos em que houver ao menos quatro votos pela absolvição, e embargos de declaração, nos quais se alega omissão ou obscuridade na decisão.

POLÍCIA, BANDIDOS E O POVO

Na guerra entre polícia e PCC, a vítima é o estado de direito

O governador Geraldo Alckmin tem afirmado 
que nas ações policiais só morre quem reage. 
Seu secretário de segurança diz que 
há muita fantasia sobre as atividades do PCC

POR MARCELO SEMER
*

Mas com base no volume de mortes de policiais e de outras tantas aparentes execuções no Estado, a imprensa tem retratado um verdadeiro clima de guerra entre a PM e a facção criminosa.


No meio do tiroteio vai ficar o próprio estado de direito.

Não podemos entender como normal que policiais a nosso serviço sejam assassinados por vingança, nem criar estruturas oficiais ou paralelas de execução por causa disso.

Atenuar a existência de uma quadrilha organizada não faz com que o crime diminua –o próprio PCC já foi dado como extinto outras vezes pelo mesmo governo, sem sucesso.
Mas a violência policial também não é forma legítima para reagir a qualquer espécie de crime –só contribui para aumentar ainda mais a escalada da violência.

Quando o país teve por política o uso frequente de torturas e execuções para proteger a “segurança nacional”, nós nos vimos mergulhados em uma feroz ditadura por mais de vinte anos.

As consequências de toda violência são profundas e irreversíveis, sobretudo para suas vítimas. Mas nenhum crime é capaz de pagar por outro.


Membros da mesma facção criminosa já foram condenados pelo covarde homicídio de um juiz de direito em São Paulo. Agora é a violência policial que vai ao banco dos réus pelo bárbaro assassinato de uma juíza no Rio de Janeiro.

O discurso conservador surfa na onda do medo criado pela alta na criminalidade, estimulado fortemente na mídia. Mas as soluções que propõe são justamente aquelas que produzem os resultados mais desastrosos.

A rigidez trazida pela Lei dos Crimes Hediondos fez dobrar a população carcerária no Estado em dez anos, sem reduzir em nada os crimes que levaram a maior parte dos réus à cadeia.

O severo regime disciplinar diferenciado mais reforçou do que coibiu o fortalecimento das facções –é só ver o que o era o PCC antes e depois da criação do RDD.


A ideia recorrente de que prisão deve ser transformada em um profundo sofrimento e mal-estar (como se atualmente fosse “um hotel cinco estrelas”) só aprofunda a precarização da situação carcerária.

A imensa omissão do Estado na conservação dos direitos dos presos é o grande estimulador dos comandos internos, por meio dos quais líderes subjugam os mais fracos e vendem vantagens e proteções. 


A prisionalização excessiva de jovens primários por crimes menos graves fornece, enfim, um enorme exército de mão de obra para vitaminar as facções. O crime organizado agradece.

Em algum momento vamos compreender que a repressão desmedida não favorece a redução da criminalidade, só a aumenta. Que não seja tarde demais.

*Marcelo Semer é juiz de direito em SP e escritor. Ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia. Autor do romance Certas Canções (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Fonte: Terra Magazine

ÓDIO DA ELITE CONTRA LULA

Lula e a política de ódio da grande mídia

Esse líder único em inteligência, carisma 
e intuição, dá a volta por cima, e em 2012 
o PT tem o maior número de votos 
em eleição municipal, de sua história

POR EDUARDO RAMOS

Lembro de 1989... o Brasil dividido, entre o "caçador de marajás" e o operário, líder dos trabalhadores, com uma nova e ousada proposta política, que assustava um pouco a conservadora classe média brasileira...

Já ali, a grande mídia escolheu definitivamente que jamais apoiaria aquele abusado "menino de engenho", retirante, sem estudo e cultura, alguém que certamente não se amoldaria mansamente aos interesses deles, detentores do poder midiático.

De lá para cá, as coisas apenas perderam a máscara de civilidade, e a partir da posse de Lula em 2003, todo o rancor, todo o preconceito, todo o ódio, finalmente foram liberados, os cães de aluguel encontraram facilmente quem se dispusesse a pagar pelo esgoto de suas penas... E assim foram aparecendo, como de fato eram, Diogo Mainard, Noblat, Merval Pereira, Cantanhede Lúcia Hipólito, Reinaldo Azevedo, e tantos outros...

Quem viu e viveu a campanha de 89, se lembra e se arrepia, com a união orgulhosa que havia em torno de Lula. A campanha midiática foi tão sórdida, que muitos que aparecem nos vídeos, hoje se dizem "traídos", "enganados", não apoiariam novamente o grande líder operário. Muitos são gente de bem, ingênuos, jamais compreenderiam a frase realista e pragmática de Ciro Gomes, ao afirmar que no Brasil, "se faz política, tendo que se botar as mãos na merda" - ou você tem quem faça esse papel, ou jamais chegará ao poder. E o que é a política, sem o exercício do poder? Como Lula e aliados MUDARIAM A FACE DO BRASIL, como de fato o fizeram, sem as artimanhas NECESSÁRIAS a atingir o poder...?

Eis o grande cinismo, a grande hipocrisia, a sordidez maior da grande mídia e desse patético julgamento, o mensalão. Tendo derrotado o operário em 1989, e vendo-o "chegando lá" em 2002, a grande mídia e seus aliados não perdoaram ao carismático líder, o maior presidente que esse país já teve.

Não houve na história mundial um presidente tão perseguido, tão odiado quanto Lula. O mensalão não foi criado para atingir Zé Dirceu ou Genoíno. É tudo contra Lula, sempre Lula, o ódio e o preconceito instalados como doença, não é só pragmatismo, porque Lula jamais se vingou, jamais perseguiu essa gente... Há ódio e rancor em suas almas, o suficiente para persegui-lo, até depois de sua morte. Como pode um governo que muda a cara de um país, tira dezenas de milhões da linha da pobreza extrema coloca o país nos trilhos, cria milhões e milhões de empregos, e só vemos manchetes ruins sobre esse homem e seu governo, TODOS OS DIAS, incessantemente?

E apesar de tudo, mesmo cooptando o Supremo Tribunal do país, mesmo condenando importantes pessoas do PT, mesmo massacrando o povo dia e noite com "o julgamento da maior corrupção desse país", mesmo com gente ordinária como o Marco Antonio Villa fez recentemente, anunciando a "morte política de Lula" (Haddad corria o risco de não ir ao segundo turno...) - mais uma vez, esse líder único em inteligência, carisma e intuição, dá a volta por cima, e o PT tem o maior número de votos em eleição municipal, de sua história.

Lula venceu.... hoje podemos dizer, felizes, orgulhosos, nós que não fomos engolidos pelo massacre dos preconceitos, do ódio e da manipulação: "LULA VENCEU!" - o que equivale a dizer, o Brasil venceu... E este brasileiro de primeira grandeza vai entrar para a história, como o líder que venceu a máquina midiática e seus cães... venceu o ódio e a mesquinhez de espírito... A esperança, afinal, venceu o medo... Parabéns, Lula!!!!

( Do Blog do Briguilino)

# DEUS QUER FIDELIDADE #

Adoração Correta faz a diferença 

No mundo espiritual duas
força se contrapõe. Uma é perfeita
e justa, outra é apenas imitação
querendo tomar a majestade da outra

WALQUER CARNEIRO


As boas novas, no Novo Testamento  dão como certo que a vontade de Deus será concretizada, mas só entenderá quem conseguir exercer a fé genuína  na existência do Eterno de Dias tendo como único intermediário Jesus Cristo.

Jesus Cristo é Aquele que veio a este planeta para divulgar de forma clara esta mensagem. Jesus não é um ser mitológico,  e sequer foi um homem comum. Jesus é o filho de Deus, a mais perfeita tradução da palavra de Deus em função da criação.

A palavra de Deus se manifesta na ação do Espírito Santo que é a força de Deus em movimento, e, sendo de Deus,  essa força é consciente e racional com a qual nós, em nome de Jesus,  podemos fazer contato para podermos nos aproximar do Criador.

Dois pontos me preocupam, hoje, no ensino da prática do evangelismo;  a doutrina da prosperidade e a pregação de outro intermediador entre Deus e os homens que não seja Jesus. A doutrina da prosperidade é tão perigosa quanto a pregação de um outro intermediador entre Deus e o os seres humanos que não seja Cristo. A doutrina da prosperidade induz ao crente a  desejar  antes bens materiais em detrimento a adoração do Deus verdadeiro, a crença em um outro intermediador tira o foco de Jesus como a único Salvador e pondo-o sobre uma pessoa comum.  

Não há outro meio de fazer contato com Deus  se não for através da Trindade que permite  estar em harmonia com Ele. Você pode conferir clicando AQUI.

Digo isso porque vejo, hoje, o exercício da fé e da adoração e do contato com Deus ser desvirtuado, de forma  incompreensível por aqueles que deveriam cuidar e zelar pela verdade do criador.

A bíblia é a palavra de Deus a nos orientar para estarmos em conformidade com a Sua vontade, sendo palavra se faz necessário que passemos a prestar atenção no que Deus  fala lendo pessoalmente  a palavra, pois lendo vamos conhecer a vontade de Deus e assim  nos capacitar para perceber se os   "sacerdotes" interpretam a palavra de acordo com a o que Deus quer.


O apostolo Pedro, de forma simples, procura nos alertar sobre isso  dizendo "Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos;  não suceda que, arrastados pelos erros destes insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza. Antes, crescei na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo..." -2 Pedro 3:17 a 18 -  

A necessidade de examinar as escrituras para confirmar se o que o sacerdote diz está em conformidade com a vontade de Deus ficou claramente expressa no livro de Atos 17: 10 a 13, onde diz: "Ora,as pessoas  de Beréia eram mais  nobres do que as  de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as escrituras todos os dias para verem se as coisas eram,  de fato,  assim" .

Por isso nós que buscamos a luz da verdade de Deus não devemos nos deixar levar por ventos de doutrina, fábulas e fantasias fruto da mente humana.

INCRA PROIBIDO DE CRIAR ASSENTAMENTOS

Assentamentos no Pará precisarão de licenciamento

O Incra está obrigado a apresentar em 30 dias
um plano de trabalho para a conclusão
dos cadastros ambientais rurais e licenciamentos
ambientais de todos os assentamentos no Pará

FONTE - DIÁRIO DO PARÁ ON LINE


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está proibido de criar assentamentos no Pará sem que tenham sido atendidas as exigências da legislação ambiental. Por decisão da Justiça Federal, os assentamentos só poderão ser instalados se tiverem licenciamento ambiental e estiverem inscritos no cadastro ambiental rural. A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara Federal em Belém.


O processo judicial foi aberto a partir de iniciativa do Ministério Público Federal (MPF), que, em julho deste ano, entrou com ações na Justiça Federal em seis Estados - Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima - apontando o Incra como responsável por um terço do "desflorestamento na Amazônia, o que torna a autarquia a maior responsável pelo desmatamento ilegal da região".

A Justiça também obrigou o Incra a interromper imediatamente qualquer derrubada de florestas em andamento nos projetos de assentamento e obrigou a autarquia a apresentar todo mês imagens de satélite que comprovem a interrupção do desmatamento. O Incra terá de apresentar, em 90 dias, um plano de recuperação de todas as áreas degradadas indicadas na ação do Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA).

O Incra está obrigado a apresentar em 30 dias um plano de trabalho para a conclusão dos cadastros ambientais rurais e licenciamentos ambientais de todos os assentamentos no Pará. Em caso de descumprimento da decisão, o Instituto será multado em R$ 10 mil por dia. Outra obrigatoriedade é a de fazer a averbação da reserva legal e apresentar informações detalhadas à Justiça sobre a localização de todos os assentamentos já implantados no Pará.

O procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, autor da ação ajuizada pelo MPF/PA, comenta que a decisão da Justiça "é uma vitória da reforma agrária de qualidade no Estado, da reforma agrária que gera o desenvolvimento sustentável no campo porque é feita de acordo com a legislação e, portanto, cumpre um papel fundamental de geração de renda e cidadania".

Na ação, o MPF/PA argumenta que os procedimentos irregulares adotados pelo Incra na criação e instalação dos assentamentos "vêm promovendo a destruição da fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio genético, provocando danos irreversíveis ao bioma da Amazônia". Os procuradores lembram que, historicamente, a criação de gado em áreas particulares era o principal motor do desmatamento, mas passados dois anos da assinatura dos acordos ligados à campanha Carne Legal, iniciados no Pará, as derrubadas em assentamentos estão ficando mais preocupantes. Segundo ele, em 2004, os assentamentos representavam 18% do desmatamento na Amazônia e em 2010 a participação atingiu 31,1%.

Na ação, o MPF/PA citou dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) que mostram que, até 2010, o Incra foi responsável por 133.644 quilômetros quadrados de desmatamento dentro dos 2.163 projetos de assentamento que existem na região amazônica. "Essa área corresponde a 20 anos de desmatamento, se mantido o ritmo atual, de cerca de 6 mil quilômetros quadrados por ano. O prejuízo econômico é calculado em R$ 38, 5 bilhões", dizem os procuradores.

As outras cinco ações apresentadas à Justiça Federal pelo MPF contra o desmatamento provocado pelo Incra na Amazônia, apenas a ajuizada no Amazonas também já foi julgada. "Ao contrário do que ocorreu no Pará, no Amazonas a Justiça Federal negou o pedido do MPF de decisão liminar (urgente)", diz o MPF/PA. (AE)

ACESSE O DIÁRIO DO PARÁ ON LINE CLICANDO AQUI.

CONSUMISMO INFANTIL

Consumismo afeta crianças brasileiras

Para preencher vazios existenciais 
motivado por frustrações aumenta 
a ânsia consumista por   influências 
de propaganda na televisão 

FONTE - AGÊNCIA BRASIL


São Paulo – No Dia da Criança, os três filhos da dentista Márcia Armonia, 39 anos, sabem exatamente os presentes que querem ganhar. “Eles viram os brinquedos em comerciais da televisão, vou comprar por causa do dia”, disse a mãe.


O problema, conta ela, é que os pequenos certamente brincarão pouco e logo abandonarão o brinquedo. “Isso já aconteceu um milhões de vezes. Eu brigo, mas acho que não faz efeito. Eles sempre querem mais, querem a próxima novidade”.

Segundo a doutora em antropologia e conselheira da Aliança pela Infância, Adriana Friedmann, sinais como esses apontam para uma situação cada vez mais enfrentada pelos pais: o consumismo infantil. De acordo com ela, quando uma criança deseja muito um produto vendido pela mídia, está respondendo a uma ilusão estimulada pela publicidade.



Ela cria uma fantasia. A questão é que logo ela abandona aquele brinquedo porque a necessidade real dela é outra, que é mais um buraco emocional que tem ser preenchido, e só o pai e a mãe podem preencher.”


De acordo com Friedmann, a criança que é acometida pelo consumismo infantil torna-se angustiada, dispõe de pouca paciência para enfrentar situações que envolvam frustração e quer que as coisas se resolvam rapidamente. “Tudo tem que ser para já. Parece um pouco como uma droga. E quando ela ganha o presente, há um alívio momentâneo, mas depois ela quer de novo [outro produto]. Parece um pouco com uma droga.”

Em alguns casos, o consumismo infantil pode desencadear até mesmo doenças, como alergias, depressão, agressividade, hiperatividade, ansiedade, além de febre e irregularidades no sono. “As crianças estão vivendo uma infância muito angustiante, isso é muito sério, as consequências são enormes. Temos que olhar muito profundamente para essa questão”, disse Friedmann.

A avó e professora, Mariane Nogueira, 60 anos, prefere fazer ela mesma os presentes dos três netos. “Eu costuro, gosto mais de presentear com coisas mais significativas que brinquedos. Mas é difícil lutar contra a televisão, que é muito mais forte”, disse. Rendida, a avó foi a um shopping center em busca do brinquedo que um dos netos viu em um comercial de televisão.

Para estudar casos de abuso por parte da mídia, o Instituto Alana, organização não-governamental que avalia a publicidade infantil, fez uma parceira com a Universidade Federal do Espírito Santo para formação de um centro de pesquisa, que vai monitorar 15 canais de televisão abertos e fechados.

Segundo Mônica Xavier, assessora de mobilização do Alana, o trabalho começou no ano passado e se estenderá até o final de 2013. Durante os três anos de pesquisa, o monitoramento vai focar os comerciais veiculados nos dias que antecedem a Páscoa, o Dia da Criança e Natal, que serão comparados com as veiculações durante uma semana aleatória.

O objetivo é analisar o nível de assédio disparado pela publicidade contra as crianças. “O Código de Defesa do Consumidor, a Constituição e a Estatuto da Criança e do Adolescente deixam claro que não se pode falar com quem não tem capacidade de discernimento”.

A pesquisa, continuou a assessora, ajudará a embasar a aprovação do Projeto de Lei 5.921, que pretende proibir a publicidade para a venda de produtos infantis.


INTERFERÊNCIA DO LIVRE ARBÍTRIO


No livre arbítrio traçamos nosso destino

O nosso destino é pré traçado pelo Eterno de Dias
que nos  dá o direito ao livre arbítrio, todavia
o livre arbítrio do outro interfere no nosso
destino e tudo com a permissão de Deus

WALQUER CARNEIRO

CONTRA O SISTEMA
                                                Walquer Carneiro

Solene destino pré traçado
Trançado nas cordas do espaço tempo
Na cinza da chuva claro relâmpago
Cortando o céu de nuvem molhado
Ser humano corpo que vagueia
Pensando que tem o domínio da coisa
Vai em vão pensamento dissoluto.
Nesta nação que se vê gigante
Justiça não mais observa  e nem julga
Apenas condena baseado em vagas sombras
Abrindo a brecha para quem não se ajusta
Ser tirado do caminho apenas por isso.
Seremos então todos vítimas de um estado
Que não pensa naqueles que penam
Naqueles que lutam por melhores dias
Que são tidos como cruéis  vilões.

Alma Comunicações