QUEBRA-MOLAS E ELEIÇÃO 2012


Um quebra-molas e o interesse político eleitoral

As eleições de 2012 já está motivando
a movimentação de grupos políticos
em Dom Eliseu, e o protesto
do quebra-molas ilustrou bem isso

WALQUER CARNEIRO

O protesto por um quebra-molas acendeu a fogueira da vaidade política     


 O sistema humano  de convivência social baseado na  liberdade democrática,  que permite  ao ente tomar decisões na escolha dos seus atos, é muito interessante do ponto de vista antropológico e sociológico, pois abre espaço para que pessoas possam exercitar   diversas formas de convencer indivíduos a tomar determinada decisões ou executar ações que muitas vezes não executaria de maneira espontânea.

Foi isso que aconteceu na segunda-feira (27), no cemitério de Dom Eliseu, quando um discurso inflamado de um cidadão no livre exercício de seus direitos democráticos de expressar  pensamento acendeu um sentimento que estava latente na alma e no peito de todas das pessoas presentes no sepultamento de uma mulher que viera a óbito horas antes em decorrência de um acidente de trânsito na Rodovia Belém-Brasília.

O discurso foi  proferido por Elvimar Ferreira, o popular  Bode Louro, radialista e repórter do município, e  foi  determinante para desencadear uma manifestação popular  exigindo que fossem construídos quebra molas na estrada, no perímetro urbano do município, num trecho em que diversas pessoas já perderam a vida, o que, de acordo com Bode Louro,  poderia ter sido evitado se o local contasse com  os tais quebra molas.

Há cerca de vinte anos discute-se a necessidade  de construir três quebra molas no local. Um  próximo ao posto Texaco, o segundo em frente ao Barbosa, e outro em frente ao ginásio de esportes, porém até então nenhum gestor municipal  tivera a iniciativa de  executar uma tarefa tão simples como essa, e esse fato foi a chama que acendeu o estopim da bomba que explodiu no colo do prefeito Joaquim Nogueira,  com a manifestação que bloqueou a Rodovia BR -010 por mais de 6 horas.  

Neste caso um grupo de pessoas resolveu tomar  atitude e efetuar uma ação para convencer uma instituição  a executar uma tarefa que não seria executada de forma espontânea. No caso a construção do quebra molas.

A maioria das  pessoas, induzidas por uma minoria, diga-se de passagem, utilizaram o método de convencimento praticando a desobediência civil, que é quando determinada comunidade se mobiliza de forma intuitiva,  quebrando certas regras e convenções sociais afrontando o sistema estabelecido de forma pacífica ou não.  A desobediência civil só é possível quando há um fato indutor e alguém para motivar a ação, que por si só traz embutido uma atitude política que leva a defender interesses específicos simbolizados nas lideranças que conduzem o ato de desobediência civil.

Não é possível uma ação de desobediência civil se não houver interesse comum de determinado grupo, e esse interesse comum estava intrínseco no fato da senhora que fora sepultada naquele dia ser um membro da Igreja Assembléia de Deus Nipo Brasileira, e a maioria dos que estavam presentes no local ( cerca de 100 ) pertencia a mesma igreja, e as palavras  do radialista conectou o inconsciente coletivo.

Todo ato de desobediência civil tem conotação política, e essa revolta acontecida  no dia 27 apresentou uma relação íntima  com interesses eleitorais, pois foi notada a presença de diversos indivíduos que há tempos demonstram pretensões a concorrer a um cargo político em Dom Eliseu, além de que durante todo o tempo da manifestação foram ouvidas vozes se referindo ao atual prefeito como culpado do fato que estava no foco dos revoltosos.

Isso não quer dizer que os manifestantes não tivessem com a razão em suas reivindicações. Sim, eles estavam exercendo plenamente seus direitos, todavia eles estavam servindo de massa de manobra para grupos de políticos que olham diretamente para o 2012, ano eleitoral, e para isso é necessário atingir o grupo que atualmente  detém poder municipal, representado pela figura do prefeito que, pela lógica do embate político, tem que ser desalojado do poder para que outro grupo assuma, e pelo que se viu, se faz necessário utilizar argumentos para tentar enfraquecer a imagem de  quem está no poder com o objetivo de facilitar a eleição do ano que vem.

A mesma lógica foi utilizada por pessoas que pretendem concorrer a um cargo de  vereador e que estavam no movimento. Estes utilizavam argumentos dizendo que a situação de insegurança na estrada  era culpa dos atuais vereadores, que na sua maioria apóiam a atual administração municipal, e que não estavam cumprindo com suas responsabilidades.

De mais a mais,  o movimento como um todo é válido como demonstração do livre exercício da democracia, onde os organizadores da manifestação conseguiram conduzir as ações de forma a não permitir agressões físicas,  e no momento certo conseguiram desmobilizar a multidão. Por outro lado surpreendeu a atitude do gestor municipal, que, diferentemente dos anteriores,  tomou uma atitude atendendo  a reivindicação da massa e construiu o quebra-molas,  destacando que para isso ele também acabou por praticar  a desobediência civil ao executar uma obra em  jurisdição federal.

GÊNESES DA VIOLÊNCIA

De onde vem a violência?

A violência hoje parece um
estado normal, maltratar o
semelhante se tornou natural,
então porque não cultivar a  paz ?

WALQUER CARNEIRO

Muitas pessoas às vezes se entristecem com a violência que viceja ao nosso redor, e não conseguem entender porque de tanta brutalidade e agressividade entre os seres humanos. A verdade está bem diante de nossos olhos, porém, por alguma razão,   essa verdade é  escondida.

Muitas explicações  são dadas para justificar o alto grau de violência e criminalidade na sociedade dita civilizada, mas foi em um desenho que vi a mais clara e objetiva ilustração explicando o motivo de tanta violência no mundo. Confira a baixo. 

CRIME E CASTIGO

E se houvesse uma prisão-escola para corruptos?

Procurador pede a reeducação de
corruptos condenados, o que seria
feito em uma prisão especial
construída exclusivamente para eles.

POR HUGO SOUZA DO PORTAL OPINIÃO E NOTÍCIA

 Já no apagar das luzes de 2011 surgiu uma das ideias mais, digamos, originais do ano. No início de dezembro o procurador da República no Mato Grosso do Sul Ramiro Rockenbach ajuizou uma ação civil pública pedindo que a União construa uma penitenciária federal exclusiva para um clientela pouco habitual do sistema penal brasileiro: os corruptos.

Sim, uma prisão só para corruptos. Por que? Para “dar uma resposta à sociedade brasileira”. Segundo o pai da ideia, uma penitenciária exclusiva para mensaleiros e que tais  teria um valor “simbólico” para uma sociedade que, no seu entender, estaria se mobilizando com frequência cada vez maior contra a corrupção.

“São poucos presos pela corrupção que a gente vê. A Polícia Federal trabalha, o Ministério Público trabalha, o Judiciário trabalha e só tem 1,4 mil corruptos? Dá a impressão que no fundo, a corrupção é tolerável e não precisa ser punida”, disse o procurador Rockenbach ao jornal O Globo.

‘ESTUDAR O CÉREBRO DO CORRUPTO’

Mas a penitenciária para corruptos que o procurador Ramiro Rockenbach solicitou ao governo federal não é uma prisão qualquer. Trata-se de uma prisão-escola. Na ação civil pública ajuizada por Rockenbach, o procurador de ideias férteis pede, além de grades, guardas e guaritas, a contratação de uma equipe profissional multidisciplinar para “reeducar os presos corruptos com ensinamentos sobre ética, moralidade, honestidade e trato correto com a coisa pública”.

A ação pede ainda a construção de um museu contra a corrupção e que as fotos dos condenados sejam colocadas na entrada da prisão só para corruptos. “Vamos estudar o cérebro do corrupto”, diz o procurador Rockenbach.

Ele acredita na recuperação do criminoso pela via do sistema penal para fins de ressocialização, algo que no Brasil só se ouve falar quando o preso não pertence às classes populares. Quando é pobre, prevalece o discurso de Lombroso, Cesare Lombroso, o italiano que desde o século XIX convence muita gente de que existem pessoas nascidas para delinquir.

CONCEPÇÃO VINGATIVA DA PENA

Até hoje ninguém pensou em “equipe multidisciplinar” para ajudar os ladrões de galinha a entenderem por que eles ficam presos indefinidamente em celas superlotadas e insalubres à espera de um julgamento que não vem, contrariando todas as leis do país.

O procurador também acredita na função dissuasória da prisão, o que fica claro com a inclusão na argumentação da sua ação civil a informação de que o Brasil ocupa apenas a 73ª posição no ranking de nações menos corruptas, segundo pesquisa com 182 países feita pela organização Transparência Internacional neste ano. Pela lógica da qual se vale o procurador, um prisão federal para corruptos vai inibir a corrupção, relação de causa e efeito que até hoje não foi cientificamente comprovada para qualquer tipo de crime.

Por fim, o autor da proposta da prisão só para corruptos parece um entusiasta da concepção vingativa da pena, típica do direito penal arcaico, na qual o afã para “dar uma resposta à sociedade” costuma se sobrepor à própria razão.


Caro leitor,

Você acha que uma prisão-escola só para corruptos pode ajudar no combate à corrupção?

A ênfase na solução penal — e portanto, individual — para a corrupção pode acabar fazendo fumaça às razões estruturais da sua disseminação no Brasil?

Você concorda com o uso de dinheiro público para a contratação de professores de ética para corruptos?

Dê a sua opinião fazendo um comentárioclicando no espaço para comentários logo a baixo.

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MINISTRO DO ESPORTE INOCENTE


Acusações contra Orlando não se confirmaram

De maneira irresponsável a imprensa
golpista acusou o ministro do
esporte baseada apenas na palavra 
sem provas de um policial militar

FONTE – BLOG DEMOCRACIA & POLÍTICA

Por Jailton de Carvalho, no “O Globo”

“Aldo Rebelo fez auditoria interna em 111 convênios com ONGs e diz só ter encontrado falhas ‘normais’. Mas excluiu os convênios “do escândalo no Esporte” [assim eram tratados os convênios pela mídia e oposição. Foram excluídos da auditoria porque já haviam sido investigados e não havia irregularidades neles].

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, anunciou, na quinta-feira (22), a conclusão da auditoria interna em 111 convênios e contratos com organizações não governamentais (ONGs), como determinou a presidente Dilma Rousseff em 31 de outubro. Segundo o ministro, os fiscais detectaram falhas formais em algumas prestações de contas, mas não encontraram indícios de desvios de dinheiro.

A devassa não incluiu os convênios com as ONGs do soldado da Polícia Militar João Dias Ferreira e outras entidades denunciadas ao longo do processo que levou à queda do ex-ministro Orlando Silva. [Pois] esses convênios já [foram] analisados pelo ministério [e] pela Controladoria Geral da União (CGU).

“Sempre se encontram irregularidades com prazos, datas, por trocas de nota. Isso é muito comum porque as entidades, mesmo de boa-fé, nem sempre têm uma assessoria jurídica e técnica que preencha as exigências dos órgãos de controle. A absoluta maioria é de irregularidades formais”, disse Aldo, ao ser perguntado sobre o resultado da fiscalização.

O relatório com o resultado da fiscalização foi enviado à Casa Civil e à CGU. A devassa nos convênios foi determinada por Dilma, depois de sucessivos “escândalos” [segundo a mídia e a oposição] nos ministérios do Turismo e do Esporte. Pelo prazo estabelecido pela presidente, os ministérios devem concluir as investigações internas até 29 de janeiro.

[OBS deste blog:] Os tais “escândalos” foram as acusações de que o Ministro do Turismo utilizava os serviços de dois funcionários –empregada e motorista- em sua residência e o Ministro dos Esportes firmara convênios irregulares com ONGs e recebia dinheiro em mala na garagem do Ministério –fato nunca provado; somente existente nas palavras do ex-soldado da PM, que repercutiram longamente em fartas matérias dos jornais e TVs da oposição].

O ministro reafirmou, ainda, que não pretende fazer convênios com ONGs. Os contratos serão firmados com governos estaduais, prefeituras e universidades, entre outros órgãos públicos.

O ministro disse que não tem nada contra as ONGs. Para ele, em linhas gerais, as ONGs prestam importantes serviços ao país. Mas o ministério não teria condições de fiscalizar todos os repasses para essas entidades. Pivô da queda de Orlando Silva, João Dias acusou dirigentes do PCdoB, partido do ministro e do ex-ministro, de fazer convênios com ONGs para engordar o caixa do partido. Duas ONGs do PM receberam recursos do ministério. Em 2006, Dias foi candidato a deputado distrital pelo PCdoB.

As acusações do PM deram origem ao afastamento do Ministro e à investigação contra Orlando Silva e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também ex-ministro do Esporte, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os dois têm negado envolvimento com as supostas irregularidades nos convênios com ONGs [e até agora não há qualquer indício de veracidade nas acusações do ex-soldado].

Para não repetir [os supostos] “erros” dos antecessores [acusados dolosa e injustamente pela mídia e oposição], logo quando assumiu o ministério, Aldo anunciou que não faria convênios com ONGs. O ministro disse, ainda, que manteria os contratos em andamento, mas todos eles seriam fiscalizados.”

MENSAGEM DE FIM DE ANO

Mais um ano se aproxima, e a solidariedade onde está?

Porque as pessoas reservam
apenas cinco dias por ano
para tentar ser solidárias
desejando boas realizações?

WALQUER CARNEIRO

Caríssimos leitores e amigos do Blog Porta Pro Futuro, nas ações e postagens durante o ano de 2011 tentei  levar  todos a compartilhar um  grau mais elevado de compromisso nutrindo  no leitor a necessidade de cultivar a empatia  com seus semelhantes, mostrando  ser justamente esse o espírito que deve vicejar na mente dos seres humanos,  não apenas durante cinco dias por ano, porque a solidariedade e a fraternidade têm que ser praticadas todos os dias, com cada um de nós procurando olhar ao nosso redor com mais atenção,  percebendo  que a falta de perspectiva e a dureza da vida se faz presente o ano todo.

Partindo deste pressuposto   teremos  360 dias do ano para  tentarmos efetuar ações que possam aproximar os indivíduos,    levando  as pessoas a entender o verdadeiro significado do amor ao próximo, e assim sim, durante cinco dias   festejarmos, em  família,  as conquistas coletivas forjadas para uma sociedade potencialmente mais justa.


Felicidades geral.
Que as bênçãos do Eterno permaneçam sobre todos.

Alma Comunicações