segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

# DOM ELISEU FAZ A MODA E VESTE BEM #

A cidade conta com ótima produção de roupas 

É surpreendente a capacidade do 
setor produtivo de Dom Eliseu 
que o poder público não 
tem competência para enxergar 

WALQUER CARNEIRO

Um grupo de mulheres do ramo de confecções resolveu tomar iniciativa e lutar contra a crise financeira que se abateu sobre o município de Dom Eliseu nos últimos anos provocada pela desativação do setor produtivo madeireiro causando desemprego em todos os setores. Diante da incapacidade do setor público municipal em desenvolver programa indutor para geração de novas fontes de emprego e renda a população está tomando a dianteira. A ação foi proposta por Francisca Oliveira Ferreira, moradora do Bairro Planalto, que começou a pensar um modo de contribuir, e então ela fez uma pesquisa no bairro e percebeu uma considerável quantidade de mulheres desenvolvendo atividades na confecção de roupas. “A minha intenção era ir embora de Dom Eliseu, mas entendi que era possível fazer alguma coisa, então comecei visitar os locais de costura”, contou Francisca que surpresa contabilizou 40 empresas do ramo de confecções somente no Bairro Planalto. “Visitei cada uma delas e fiz a proposta para a gente iniciar um movimento para organizar o setor, e consegui o apoio de cinco empresárias”, disse ela.



Francisca notou que as roupas feitas pelas costureiras do bairro não são valorizada, levando em conta que o grupo organizado por ela produz uma variedade de modelos que vão desde roupas intimas, esporte e social, então ela resolveu promover, no sábado, dia 12, um desfile para apresentar os produtos para o público, e que foi muito agradável para Edinéia dos Santos , dona da marca Tri-E que ficou emocionada em participar do evento pela primeira vez. “Esse desfile foi bastante importante pra gente divulgar nossas marcas e modelos, mostrando que Dom Eliseu produz tudo o que as pessoas precisam no ramo de roupas”, exultou Edinéia. 

Para todas as microempresária o evento foi algo inédito e na avaliação de Francisca a partir deste evento haverá um desdobramento com o objetivo de organizar a categoria. “Agora eu vou sentar com elas e fazer uma escala de trabalho para montar uma pequena empresa para gerar emprego no bairro”, revelou ela afirmando que já recebeu um comunicado do Sebrae que disponibilizou apoio para o empreendimento. 

De acordo com o levantamento realizado pela promotora do evento, apesar do volume considerável de roupas, somente no Bairro Planalto as empresárias sentem a ausência de uma divulgação mais efetiva para garantir negócios mais expressivos, e essa é a mesma preocupação da Evileuza dos Santos, proprietária da marca Siuara. “Não tinha como a gente divulgar, eu estou com três anos que iniciei e agora que surgiu essa oportunidade,” relatou ela que sentia a necessidade de divulgar a sua marca mas não sabia como fazer. “A iniciativa da Francisca foi muito legal e espero que apareçam outros eventos para que agente possa divulgar mais, para que as pessoas conheçam nosso produto”, considerou Evileuza.




Além de motivar as micros empresárias da confecção a iniciativa serviu também para iniciar a organização de jovens e adolescentes do bairro que foram reunidos para vestirem as roupas com as quais eles desfilaram para um público com cerca de 100 pessoas.

Francisca Oliveira,
promotora do evento
 Os anseios e o empenho destas senhoras são um claro exemplo da capacidade criativa e produtiva do setor de confecções de Dom Eliseu, e um exemplo do descaso do setor público com essa categoria que deveria contar com a atenção da prefeitura municipal como motor de motivação, já que o município carece de projetos de geração de emprego e renda, e o papel do poder público é conceder o amparo para fomentar iniciativas desta natureza.

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