segunda-feira, 7 de maio de 2012

ÓDIO CULPA RANCOR AMOR PERDÃO

Será possível uma sociedade sem ódio? 

Quando entendermos as
razões e consequências do ódio
poderemos encontrar formas
de cultivar o amor

WALQUER CARNEIRO

Ódio, o que faz esse sentimento vicejar entre os seres humanos? Será possível uma sociedade sem que as pessoas se odeiem? As relações humanas no decorrer da história são baseadas no amor ou no ódio? 

O ódio é um sentimento profundo tanto quanto o amor, sendo que o ódio é opositor do amor e este tem a função de amenizar aquele. 

Tanto o ódio quanto o amor está intrinsecamente embutido no inconsciente humano, o primeiro para a destruição, o segundo para a preservação. 

Desde a mais remota era o ser humano luta contra esse sentimento, mas o ódio vem conseguindo ultrapassar todas as barreiras criadas e convencionadas com o intuito de anulá-lo. 

Se o ódio é negativo e destruidor porque é tão difícil controlá-lo sendo, a grosso modo, o amor construtivo e positivo ? 

O cristianismo tenta responder estas questões colocando o ódio como uma manifestação metafísica consequência da ação de seres poderosos que pretendem destruir a criação divina, e bem aí leva-se a discussão para a análise de outro sentimento, a inveja. 

Mas o que dizem os filósofos seculares sobre o ódio? O ódio está presente em todas as classes sociais, em todas as religiões, nas manifestações políticas e por mais incrível que possa parecer no seio das famílias. 

É, o ódio faz parte de nossa vida, mas não é uma necessidade. O amor sim é uma necessidade. Vamos a um exemplo. Um sujeito comete um crime hediondo, imediatamente desejamos que ele sofra na pele as mesmas consequências do seu crime. Isso é uma manifestação inconsciente de ódio, e é desnecessário, pois poderia aí vir a tona o sentimento de piedade pela condição do individuo que cometeu o crime. A piedade é consequência do amor. 

Qual é a origem do ódio? Eu não sei dizer, mas afirmo que esse sentimento existe no interior de todos os seres humanos e que não existe mais ou menos ódio. A intensidade do ódio é sempre a mesma, como uma frequência eletromagnética, cabendo a cada indivíduo controlá-la, e aí entre a questão cultural e de conhecimento. 

De forma superficial poderemos achar que o amor pode anular o ódio, mas não, o amor tem a capacidade de diminuir a intensidade do ódio, cabendo a nós humanos racionais encontrar a forma ideal de dominar o ódio inseparável em cada indivíduo. 

A inveja, em alguns casos, é um sentimento que antecede o ódio, pois das duas uma. Ou o ódio nasce do desejo intenso de ter o que é do outro, ou de não poder ser do jeito que o outro é, consequentemente só é possível sentir ódio quando o objeto do ódio tenha algum valor intrínseco. 

O sentimento de ódio só poder ser amenizado quando o sujeito se sente culpado, e a anulação total da consequência causada pelo ódio só é possível quando o outro abre mão do rancor para liberar o perdão, todavia o perdão nunca é dado pelo merecimento do causador da consequência da ação odienta, mas sim do desprendimento daquele que ama, e é essa ação amável que leva ao equilíbrio entre os sentimentos. 

Na verdade filósofos, teólogos e pensadores afins, há séculos, vêm gastando quilos e quilos de papel tentando definir esse sentimento e nunca chegaram a uma conclusão pelo fato de sua subjetividade profunda.

Um comentário:

  1. General de Alta Patente disse:

    Mais essa agora esse walquer não tem o que fazer, além de jornalista de meia tigela e analfabeto agora resolveu tirar uma de filósofo, que bundão...você devia é estar juntando lixo na rua que é o seu lugar.

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