sexta-feira, 28 de outubro de 2011

IMPRENSA. O QUARTO PODER IMORAL

Os meios de comunicação estão governando o Brasil

Não se engane, quem manda no Brasil, hoje,
são os grandes meios de comunicação,
não para defender o povo, mas em prol uma
pequena parte que não gosta do povo

WALQUER CARNEIRO

O Brasil está vivendo uma situação curiosa e preocupante, pois o sistema político governamental do governo federal há mais de oito anos vem sendo acuado persistentemente pela imprensa dando a  entender que apenas no governo federal há irregularidades, e até mesmo o poder judiciário é constrangido pela imprensa (CLIQUE AQUI PARA VER UM EXEMPLO),   e dessa forma os grandes meios de comunicação vem pondo na lama a honra e a integridade moral de pessoas sem dar a elas a presunção da inocência, todavia a imprensa cabocla usa dois pesos e duas medidas.

Enquanto essa imprensa calhorda  esculhamba, de maneira mais vil,  todos os componentes do governo federal, e de preferência o PT,  por outro lado em São Paulo, o estado mais rico do país,  o governador  Geraldo Alckmin, do PSDB, está todo enrolado com suspeitas de compras de apoio de parlamentares estaduais através de emendas, um escândalo tão ou mais grave do que as suspeitas em que está envolvido o ministro do esporte, (CLIQUE AQUI PARA CONFERIR) e em minas existem fatos graves de corrupção acontecendo também,  no entanto os grandes meios de comunicação não dão o destaque que os fato merecem, e aí resta perguntar: Porquê?

A respostas é uma só, os grandes meios de comunicação têm lado na política,  e o lado deles são os partidos do PSDB e Democratas (DEM), e como esses partidos não têm a menor chance de retornar ao poder federal através do voto eles convocam a grande imprensa, sua aliada, para usar seu poder de penetração junto ao povo para desqualificar o governo do PT e seus aliados, dos quais o PCdoB, partido do ex-ministro Orlando Silva é um aliado histórico, pois desde a fundação do Partido dos Trabalhadores e da primeira candidatura de Lula a presidência sempre estiveram junto.

Na verdade a situação é que os tucanos e demos estão enfraquecidos politicamente e sem projeto alternativo que vá de encontro aos anseios do povo e então ele usam os grandes meios de comunicação para fazer valer suas vontades, e isso está gerando uma distorção de valores, pois pouco a pouco a imprensa via ditando as regras e as normas de todas as instâncias governamentais, e não à toa, pois isso acontece porque todo o sistema político brasileiro, sem exceção de partido ou governo, seja municipal, estadual ou federal estão todos contaminados pelo câncer da corrupção, e desta forma o Brasil está se tornando refém dos meios de comunicação.  

O caso do ministro Orlando Silva é uma mostra da falta de compromisso da imprensa com o Brasil para Todos, já que  o ex-ministro foi quem iniciou todo o processo de investigar as ONGs suspeitas, e a imprensa ao invés de mostrar as irregularidades do PM acusado resolveu escondê-las, e passar a acusar o ex-ministro sem uma única prova.  

No post abaixo eu reproduzo em texto do ex-ministro José Dirceu, ele que foi uma das primeiras vítimas desta imprensa golpista e canalha, que junto com o PSDB e DEM o acusaram de chefiar uma quadrilha cuja denúncia até hoje  não foi provada, tanto que Roberto Jefferson, o acusador,  recentemente declarou que o mensalão foi uma invenção retórica saída de sua cabeça, e por conseguinte nunca existiu, só que a tal imprensa não deu divulgação na proporção em que acusou, julgou e sentenciou José Dirceu.


Orlando sai de cabeça erguida sem ter sido provado a sua culpa

Há um aspecto fundamental a se observar em
todo o processo de fritura do ministro do Esporte
que culminou com seu pedido de demissão: as iniciativas
de apuração dos fatos partiram do próprio acusado.

POR JOSÉ DIRCEU*

É possível que essa informação esteja escondida ou tenha sido negligenciada no noticiário, mas os pedidos de abertura de investigação à Polícia Federal e ao Ministério Público foram feitos pelo, agora, ex-ministro, que abriu seu sigilo telefônico, fiscal, bancário e de correspondência.

Como também foi o Ministério do Esporte que identificou as irregularidades nos convênios com as ONGs (Organizações Não-Governamentais), suspendeu esses contratos e busca resgatar as verbas usadas irregularmente.

Aliás, deve-se registrar que 91% dos 15 mil convênios do Ministério no programa Segundo Tempo são com o Poder Público e apenas 9% são com ONGs —o que não invalida a necessidade de apuração.

Diante da pressão e tentativa de desgaste do governo federal, faz todo o sentido, portanto, que Orlando Silva tenha pedido afastamento do cargo. Primeiro, como partícipe dos avanços da pasta e defensor do governo, para impedir que a crise “forçada” se alongue. Segundo, para que ele possa ter mais tempo para se defender.

Vale destacar que os dois acusadores do ex-ministro —o policial militar João Dias Ferreira, já preso, e o motorista Célio Soares— simplesmente não compareceram à Câmara dos Deputados para prestar depoimento, conforme anunciaram. Algo que só reforça as afirmações de Orlando Silva de que se trata de “dois criminosos que fugiram do Congresso Nacional porque não têm provas”.

Orlando Silva disse, com razão, que sofreu por 12 dias um linchamento público de sua honra. De fato, no Brasil, estamos nos acostumando à inversão do ônus da prova. Com o apoio da grande mídia, acusa-se e condena-se sem a necessidade de apresentação de provas e, não raro, a defesa fica em segundo plano.

Mesmo no caso do ex-ministro, que veio a público prestar esclarecimentos tão logo as suspeitas foram lançadas. Porque estamos nos acostumando a conviver com a máxima “culpado até que prove a inocência”, no lugar do “inocente até que se prove sua culpa”.

O ex-ministro deixa o governo afirmando que nenhuma prova contra ele surgiu e sequer surgirá. E um grande avanço conseguido na pasta — hoje, com maior visibilidade devido à Copa do Mundo-2014 e às Olimpíadas-2016, os dois maiores eventos esportivos do planeta.

Mas também é de se ressaltar que 40% da delegação que representa o Brasil nos Jogos Panamericanos de Guadalajara (México) são de bolsistas do Ministério, o que mostra que o esporte tem outro nível de tratamento.

Por todas essas razões, Orlando Silva deixa o governo de cabeça erguida. Resta, neste momento, torcer para que o caso não se esgote com sua demissão —que é o que pretendem os que querem desestabilizar o governo. E, como pediu o ex-ministro, que “os profissionais da imprensa continuem acompanhando os fatos e dediquem as mesmas páginas e o mesmo espaço que dedicaram até agora para mostrar com quem está a verdade”.

*José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT .

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