terça-feira, 8 de março de 2011

MULHERES

Como homem passo a vida tentando entender a mulher

Neste mês internacional da mulher
deixo aqui minha pequena e
humilde contribuição em
homenagem ao gênero oposto

WALQUER CARNEIRO



Eu sou um tanto quanto antigo quanto ao relacionamento entre homens e mulheres, sei que há uma interdependência entre os gêneros, porém não aprendi a romantizar a questão, e vejo o fato como o olho da racionalidade.

Homem e mulher são seres distintos que se completam, e isso não é uma questão social, filosófica ou existência,  mas  sim uma questão profundamente biológica, entrelaçada na forma metafísica que leva ambos a um anseio um pelo outro de forma inexplicável.

O que nós chamamos erroneamente de paixão é a pura manifestação dessa profunda ligação entre os dois gêneros humanos quando se encontram dois seres que tem gravados no seu DNA as mesmas seqüências de códigos sexuais, sem todavia serem da mesma linhagem geracional. Isso quer dizer que para cada homem há uma mulher especifica, nesta ordem e não ao inverso, e isso fica claro no relato simbólico da criação dos seres humanos no livro de gênesis.

Porém há um grande mistério a ser desvendado pelo gênero humano, e que ainda está encoberto pelos véus da ignorância e tabus, esse mistério é a da forma correta de se conectar os dois gêneros para que sejam um só.

Quem primeiro tomou essa iniciativa foi o gênero mulher, apesar de que procurando por caminhos difusos, enquanto o homem se guia apenas pelo instinto sexual para a perpetuação da espécie.

O mundo só entrará num ciclo virtuoso de harmonia social e espiritual quando se desvendar esse mistério de duas espécies de um mesmo gênero que, mesmo que perdidos os seus elos de ligação, se completam de forma espontânea, todavia ainda irracional.


François de La Rochefoucauld deixou bem claro essa contradição e questionamento quando criou o seguinte epigrama.  

“Vós, sábios de alta e profunda erudição,/ Que meditais e sabeis,/ Como, onde e quando tudo se une./ Por que os amores e os beijos?/ Vós, supremos sábios, dizei-me!/ Revelai-me o que sinto./ Re- velai-me onde, como e quando,/ Por que tudo isso me aconteceu?”

Nenhum comentário:

Postar um comentário