sábado, 12 de maio de 2012

PROCURADOR DA REPÚBLICA COM MEDO

Máfia de Cachoeira impõe medo no judiciário 

Esta postagem é um pouco mais 
longa do que as outras mas peço 
paciência ao leitor para ler até o 
fim pois o que se expõem é preocupante 

WALQUER CARNEIRO 

Um procurador geral da república, vai a televisão demonstrando medo e covardia ameaçando instituições e pessoas, tudo porque os membros da CPMI do Cachoeira, resolveram convocá-lo para dar explicações. 

A CPMI do Cachoeira, que está investigando as relações do senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlos Cachoeira, não está para brincadeira, pois até um procurador geral da república, Roberto Gurgel, está pra ser convocado para depor na CPMI pois ele cometeu uma falta grave que um autoridade do seu quilate, sendo sério e honesto, não deveria cometer, jamais, de forma consciente.

Há indícios de que Roberto Gurgel tenha resistido em denunciar o esquema Cachoeira/Demóstenes, e estaria compactuando para esconder os fatos que comprovavam tantos as influências ilícitas de Cachoeira com pessoas ligadas ao governo, ao congresso nacional, e a sua atitude leva a suspeita de que os tentáculos mafiosos de Cachoeira se estenderia também pelo poder judiciário. 


O que está pegando para Gurgel é que ele recebeu, em 2009, um relatório da Operação Vegas, da Polícia Federal, que investigou o senador Demóstenes e sua relação com Carlos Cachoeira. O fato preocupante é que Gurgel, na época, recebeu o relatório e não fez nada sobre o caso. Praticamente ele se sentou sobre os documentos impedindo a continuidade das investigações que só foram reiniciadas em setembro de 2010, não por vontade de Gurgel, mas sim por iniciativa da Procuradoria Geral de Justiça de Goiás ( clique AQUI para saber mais ) 


É lógico que esta atitude de Gurgel levantou desconfiança nos membros da CPMI de que o poder judiciário poderia estar refém da bandidagem que montou um poder paralelo dentro das instâncias do poder oficial e é claro que o procurador terá que dar explicações sobre seu procedimento. 

Em declarações na imprensa ficou evidente que Gurgel está com medo, quando diz que a sua convocação é parte de um esquema para intimidá-lo no julgamento do “Mensalão”, mas o argumento cai por terra quando se constata que o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Randolph Rodrigues (PSOL-AP) parlamentares de oposição concordam com a convocação do procurador. (Clique AQUI para saber mais)

Um sentimento que um procurador da república não deve cultivar é o medo, e, nesse caso, se ele tem medo é porque cometeu alguma ação que depõe contra ele, e é por atitudes desta natureza que o Brasil se encontra na atual situação de fragilidade institucional, pois há 500 anos estamos sendo governados por gente que não tem compromisso com a nação, essa mesma gente que se levantou contra o primeiro governo realmente democrático eleito na década de sessenta, e que foi derrubado com um golpe de estado quando tentava, a exemplo deste atual governo, varrer a corrupção do Brasil.

E hoje estamos vendo aí o resultado de 27 anos de ditadura militar, meio mandato do governo Collor, e oito anos do governo FHC. Vemos na história recente, desde o governo de Juscelino, que o Brasil vinha trabalhando para se desvencilhar da estrutura arcaica e corrupta da política que permitia que outras instituições e o setor privado, empresarial e de comunicação, fosse envolvidos em uma rede de corrupção e a espoliação da riqueza nacional em prol de poucos, que vinha desde o tempo do império não permitindo que a nação se desenvolvesse mantendo o povo na miséria.

Na década de 60 quando todas as condições estavam postas para a grande mudança através da revolução branca, quando Jango se pronunciou afirmando que faria as reformas de base, a elite covarde e preguiçosa, com o apoio dos meios de comunicação, se levantou e derrubou um governo eleito de forma democrática. Os facistas conservadores demonstraram que eles não suportavam o embate político e aproveitando a conjuntura internacional da guerra fria convocaram o exército para combater os "comunistas", e o resultado está aí, o Brasil sendo tomado não pela força da ideologia capitalista mas sim pela força sinistra do crime organizado que impõe o medo até mesmo aos magistrados da mais alta toga.

Mas como já é conhecido, a história acontece uma vez como tragédia e se repete como farsa, é o que está acontecendo agora, e o que vemos é um sistema democrático já amadurecido onde o executivo e o legislativo tem a clara noção de suas responsabilidade e do perigo que está rondando o país com a poder judiciário refém da máfia midiática e da organização de Cachoeira.

Mas agora temos um diferencial que é a certeza que o embate político não será tolhido pela força bruta e a mídia não tem mais poder do que aquelas instituições onde seus integrantes exercem o poder que lhes foi concedido pelo povo através do voto democrático, sendo que o judiciário será obrigado e se dobrar diante do vencedor do embate político que está em curso desde a eleição de Lula.

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