segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DEUS, SOCORRO !!

Quando tudo está perdido o ser humano recorre a Deus

É sempre assim,
queira ou não queira
a divindade está
sempre presente

WALQUER CARNEIRO

A interferência desmedida do ser humano na natureza está levando o planeta e todas as criaturas que nele vivem a um estágio inexorável rumo a extinção, e o pior é que apesar de toda a tecnologia o ser humano não tem a mínima condição de reverter a degradação da nossa casa, nossa nave mãe, o planeta terra, e isso é perturbador do ponto de vista existencialista, e diante desta implacável verdade me chamou a atenção um belo artigo do ex-frei Leonardo Boff que se vale de sua fé para nos apresentar duas possibilidades e uma fé firme como uma rocha.

“Só um Deus nos poderá salvar”

Inconscientemente, nos
definimos contra a
natureza que deve ser
dominada e explorada

LEONARDO BOFF 

"Só um Deus nos poderá salvar". Esta frase não vem de algum papa mas de Martin Heidegger (1889-1976), um dos mais profundos filósofos alemães do século 20, num entrevista dada ao semanário Der Spiegel, no dia 23 de setembro de 1966 mas somente publicada no dia 31 de maio de 1976, uma semana após a sua morte. Heidegger sempre foi um observador atento dos destinos amedrontadores de nossa civilização tecnológica. Para ele a tecnologia, como intervenção na dinâmica natural do mundo para benefício humano, penetrou de tal maneira em nosso modo de ser que se transformou numa  segunda natureza.        

Hoje em dia não podemos nos imaginar sem o vasto aparato tecnocientífico sobre o qual está assentada nossa civilização. Mas ela é dominada por uma compulsão oportunística que se traduz pela fórmula: se podemos fazer, também nos é permitido fazer sem qualquer outra consideração ética. As armas de destruição em massa surgiram desta atitude. Se existem, por que não usá-las?       

Para o filósofo, uma técnica assim sem consciência, é a mais lídima expressão  de nosso paradigma e de nossa mentalidade, nascidos nos primórdios da modernidade, no século 16, cujas raízes, no entanto, se encontram já na clássica metafísica grega. Esta mentalidade se orienta pela exploração, pelo cálculo, pela mecanização e pela eficiência aplicada em todos os âmbitos, mas principalmente em relação para com a natureza. Essa compreensão entrou em nós de tal maneira  que reputamos a tecnologia como a panaceia para todos os nossos problemas. Inconscientemente, nos definimos contra a natureza que deve ser dominada e explorada. Nós mesmos nos fizemos objeto de ciência, a ser manipulados, nossos órgãos e até nossos genes.       

Criou-se um divórcio entre ser humano e natureza, que se revela pela crescente degradação ambiental e social. A manutenção e a aceleração deste processo tecnológico, segundo ele, pode  nos levar a uma eventual autodestruição. A máquina de morte já está há decênios construída.       

Para sair desta situação não são suficientes apelos éticos e religiosos, muito menos a simples boa vontade. Trata-se de um problema metafísico, quer dizer, de um modo de ver e de pensar a realidade. Colocamo-nos num trem que corre célere sobre dois trilhos e não temos como pará-lo. E ele está indo ao encontro de um abismo lá na frente. Que fazer? Eis a questão.       

Se quiséssemos, teríamos em nossa tradição cultural uma outra mentalidade, nos pré-socráticos  como Heráclito entre outros, que ainda viam a conexão orgânica entre ser humano e natureza, entre o divino e o terreno, e alimentavam um sentido de pertença a um Todo maior. O saber não estava a serviço do poder mas da vida e da contemplação do mistério do ser. Ou em toda a reflexão contemporânea sobre o novo paradigma cosmológico-ecológico que vê a unidade e a complexidade do único e grande processo da evolução do qual todos  os seres são emergências e interdependentes. Mas esse caminho nos é vedado pelo excesso de tecnociência, de racionalidade calculatória e pelos imensos interesses econômicos das grandes corporações  que vivem deste status quo.       

Para onde vamos? É neste contexto de indagações que Heidegger pronunciou a famosa e profética sentença: “A filosofia não poderá realizar diretamente nenhuma mudança da atual situação do mundo. Isso vale não apenas para a filosofia mas principalmente para toda a atividade de pensamento humano. Somente um Deus nos pode salvar (Nur noch ein Gott kann uns retten). Para nós resta a única possibilidade no campo do pensamento e da poesia, que é preparar uma disposição para o aparecimento de Deus ou para a ausência de Deus em tempo de ocaso (Untergrund); pois, nós em face do Deus ausente, vamos desaparecer”.       

O que Heidegger afirma está sendo também gritado por notáveis pensadores, cientistas e ecólogos. Ou mudamos de rumo, ou a nossa civilização põe em risco o seu futuro. A nossa atitude é de abertura a um advento de Deus, aquela Energia poderosa e amorosa que sustenta cada ser e o inteiro universo. Ele nos poderá salvar. Essa atitude é bem representada pela gratuidade da poesia e do livre pensar. Como Deus, segundo as Escrituras, é “o soberano amante da vida” (Sabedoria 11,24), esperamos que não permitirá um fim trágico para o ser humano. Este existe para brilhar, conviver  e ser feliz.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

DOM ELISEU – CENÁRIO POLÍTICO

Cabeças para fora do buraco e a lâmina afiada da eleição preparada para descer

O Pato Vermelho, convidado
pelo blog,  chegou para postar
matérias comentando o
cenário político de Dom Eliseu

PATO VERMELHO, DIRETO DA LAGOA

Eu sou o Pato Vermelho,  e a partir de agora começo a colaborar com este Blog e  vou logo dizendo, eu sou vermelho não é à toa. Não aprecio o verde e nem tão pouco o azul ou o amarelo, mas eu sou tarado por política. Não esta  politicagem que está levando Dom Eliseu pro buraco. Eu sou pato e não tucano. Quac !

Vem aí eleições 2012 !!!!! E um montão de gente já tá se arvorando com desejo e ambição a concorrer a um cargo público com os votos dos distintos eleitores, e é aí que a porca torce o rabo se ela não for rabicó !!!!

A partir de agora todos os partidos começam a se mexer, as pretensas lideranças começam a por suas devidas cabeças para fora do buraco,  levando seus ricos pescocinhos  direto para o tronco.
É isso aí, porque eleição é como uma afiada guilhotina que, metaforicamente, corta o pescoço dos incautos ou daqueles que se consideram esperto sem, no entanto, sê-lo (ui, essa doeu !)

De certeza para prefeito são três candidatos. Um que já tá, outro que quase foi e um outro que está prestas a chegar lá. A parada vai ser barra pesada, pau pra dá em doido, pois um cargo de prefeito custa muito caro, sem contar que cada candidato a prefeito tem que sustentar um batalhão de pretensos vereadores, cabos eleitorais e puxas sacos em geral.

As eleições 2012 apontará muitas surpresas, a começar pelo comportamento dos eleitores que está um pouco mais consciente e pretende escutar no palanque uma conversa que realmente tenha fundamento e não aquele sempre manjado discurso demagógico de – “Mais saúde, mais educação, mais emprego e blá, blá, blá, blá, blá!” -

Nestas eleições ainda vai ter muita pedilança, isso é inevitável, mas o povo está ávido por escutar algo novo, uma nova proposta que realmente toque no coração insatisfeito da massa. E tem mais,  quem  falar para a massa tem que ao menos transparecer verdadeiro, porque se não do contrário continuaremos tendo administradores cada vez mais medíocres.

A CATEGORIA  DOS VEREADORES

Pelas barbas do Padim Pade Lula !!!! O grande desafio em 2012 será os partidos administrar os candidatos a vereadores. E mais, a grande empreitada é levar para a casa de leis uma quantidade de vereadores eleitos que não seja totalmente sem noção como os atuais que são totalmente rejeitados pela população.
Alguns especialistas em analisar o panorama político municipal dizem que, provavelmente em 2012 haverá, por baixo, no mínimo 170 candidatos a vereador. Vai ter candidato trombando uns nos outros por aí, e a disputa vai virar um Deus nos acuda.

BRASA POUCA MINHA SARDINHA PRIMEIRO

Bom, como todo bom Pato Vermelho eu aqui vou dizer para o Gaston e sua Turma que para chegar no destino a caminhada é grande, e no trecho tem poucas árvores que dão sombra. Aproveitem  bem a marca da estrela petista para surfar na onda do lulismo que ainda é muito forte no governo Dilma. Grudar a imagem dos candidatos do partido no Lula e na Dilma e mostrar que juntos e misturados o PT poderá fazer mais por essa cidade esquecida e maltratada.  O Gaston e sua Turma vem com o gás todo, abastecidos pela boa marca alcançada em 2008, e com a experiência adquirida eles estão se preparando para ir  com muita sede ao pote. Talvez eles consigam chegar lá, ou ao menos eles consigam ser alçados ao segundo lugar, o que não é pouco para um candidato que saiu do zero em 2008 e arrebanhou 4.500 votos.

Como Pato Vermelho eu sou democrata, e por isso me interessa que a disputa eleitoral 2012 em Dom Eliseu possa contar com a participação do Cilon e sua Turma que tiveram um bom desempenho na eleição anterior e ficaram com o segundo lugar, não com louvor, mas foi o que o povo quis na ocasião e o plano da Turma foi adiado para 2012, e então vamos ver se eles agüentam. A situação para Silon e sua Turma também é relativamente confortável, pois Silon é a liderança do governador Jatene em Dom Eliseu e isso dá a ele um certo cacife. Todavia a Turma obteve um relativo desgaste com a tentativa de cassação do quinze e assim uma parte do eleitorado os tem como derrotados, pois até agora o quinze continua na cadeira.

Eu o Pato Vermelho reconheço que quem tá no poder tem grandes chances de se dar bem em uma eleição, além de que a   turma do quinze também tem suas ligações com o poder central, já que o partido do Prefeito (PMDB) detém a vice-presidência da república, e isso pode ajudar a máquina administrativa municipal  ampliando  possibilidades,  e neste caso o prefeito Joaquim e sua Turma, se forem espertos,  poderão capitalizar a situação em prol da reeleição do quinze que durante os últimos três anos realizou algumas obras importantes,  porém sem um compromisso afetivo com a cidade, já que a liderança maior tem seu coração ainda lá pras bandas do Goiás,  no Planalto Central, e esse fato é notado pela população e pode ser traduzido na hora do voto.

Por aqui o Pato Vermelho vai encerrando sua primeira participação neste blog. Quac !

Você pode dar o seu pitaco, é só clicar no local onde a seta está apontando.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DESCOMUNICAÇÃO

Liberdade tanta leva a distorção do querer

Poderíamos conseguir muito
se houvesse sintonia da  
espécie com o divino
equacionandoo equilíbrio com o todo  

WALQUER CARNEIRO

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TRABALHO ESCRAVO AINDA EXISTE


Pará continua sendo campeão em ocorrência de trabalho escravo

Cadastro de empregadores flagrados
com escravos atinge número recorde
e reflete impacto indesejado do
avanço da monocultura e de grandes projetos


FONTE – REPÓRTER BRASIL

Por Bianca Pyl, Daniel Santini e Maurício Hashizume

 
A "lista suja" do trabalho escravo, cadastro de empregadores pegos em flagrante na exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão, nunca teve tantos nomes. Atualizada nesta semana, a relação cresceu com a entrada de 52 novos registros e chegou ao recorde de 294 nomes. Entre os que entraram estão alguns dos principais grupos usineiros do país, madeireiras, empresários e até uma empreiteira envolvida na construção da usina hidrelétrica de Jirau. A lista inclui ainda médicos, políticos, famílias poderosas e casos de exploração de trabalho infantil e de trabalho escravo urbano, que será tema de reportagem especial da Repórter Brasil nos próximos dias.

Após serem flagrados explorando mão-de-obra escrava, todas as pessoas e empresas tiveram chance de defesa em processos administrativos. Somente depois de esgotados todos os recursos, foram incluídas no cadastro. Entre os novos registros, há casos como o de Lidenor de Freitas Façanha Júnior, cujos trabalhadores, sem opções, bebiam água infestada com rãs, e o do fazendeiro Wilson Zemann, que explorava crianças e adolescentes no cultivo de fumo.

 
Entre os estados com mais inclusões nesta atualização estão novamente o Pará e o Mato Grosso, com nove e nove nomes inseridos, respectivamente. A incidência do problema no chamado arco do desmatamento demonstra que a utilização de trabalho escravo na derrubada da mata para a expansão de empreendimentos agropecuários segue presente.

 
HIDRELÉTRICA DE JIRAU

Não é só na monocultura ou no campo que os flagrantes acontecem. As condições degradantes em projetos bilionários do país têm sido uma constante e, nesta atualização, uma das empreiteiras envolvidas na construção de uma hidrelétrica também entrou na lista. A Construtora BS, contratada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), foi flagrada utilizando 38 escravos na construção da Usina Hidrelétrica de Jirau.  

Mais detalhes clique AQUI.

Alma Comunicações