Bisbilhotice Norte Americana


Bisbilhotice Norte Americana

Wikileaks expõe o caráter bisbilhoteiro do
governo norte americano e sua vocação
imperialista com tendências a interferir
na soberania dos países.
No Brasil MST é um dos focos


O vazamento de documentos sigilosos referentes à comunicação entre as instituições do governo  norte americano com observações e ponto de vista sobre a conduta dos governos e as instituições de todas as nações do planeta  vem causando alvoroço e preocupação. O vazamento de tais documentos,  e a publicidade destes,  está sendo possível por causa da atuação do site Wikileaks que teve acesso a cópia de milhões de documentos que vem sendo publicados sistematicamente nos meios de comunicação de todos os países livres e democráticos.

Até agora, pelo que se vê,  o que foi exposto não põe em risco a segurança nacional de nenhum dos países observados pelos EUA, porém a publicação dos tais documentos está causando constrangimentos a  muitos governos e seus representantes governamentais. Em relação ao Brasil, por enquanto,  grande parte dos informações são basicamente conceitos a respeito de comportamento e opiniões de personalidade, instituições, grupos políticos ou movimentos sociais, além de que há documentos sobre observações da economia e política externa colocando o Brasil como potência latino americana e líder entre as nações da região.

No entanto documentos recém liberados pelo Wikileaks mostram que o EUA  se preocupa com a mobilização e atuação do Movimento dos Sem Terra ( MST) no Brasil, e de acordo com a opinião dos diplomatas o MST vem se enfraquecendo como movimento, porém a orientação é que continue sendo monitorado, e informa que o movimento recebe informações privilegiadas do INCRA, e acusa os sem terra de alugar para o agronegócio as propriedades das quais tomam posse , e que este procedimento fez com que se esfriasse o apoio mais efetivo do presidente Lula ao movimento.   
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“O Rei e o Baião”

Luiz Gonzaga mudou o foco cultural brasileiro

Lançamento do livro
sobre Luiz Gonzaga
registra a importância
cultural do artista nordestino

FONTE: PORTAL MINISTÉRIO DA CULTURA

Com uma cerimônia emocionante o livro “O Rei e o Baião” foi lançado na manhã do dia 17, no auditório do Ministério da Cultura, em Brasília. Estiveram presentes no evento o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o organizador da obra, Bené Fonteles, e a secretária executiva da Fundação Athos Bulcão, Valéria Cabral .
O livro resume, numa publicação recheada de fotografias e belos textos, a trajetória de Luiz Gonzaga, um dos grandes ícones da cultura brasileira e nordestina. “O Rei e o Baião” tem como objetivo fomentar e intensificar a obra do artista, que completaria  98 anos na última segunda-feira, 13 de dezembro, data em que o livro foi lançado em Recife.

O organizador da Obra, Bené Fonteles, destacou a importância de Luiz Gonzaga para a música brasileira. “Sem Luiz Gonzaga não existiria Gil, nem Vandré, nem Caetano, nem Edu Lobo, nem muita gente da música popular brasileira. Luiz Gonzaga é um dos seis compositores que formam o pilar da música popular, como Villa Lobos, como Tom Jobim, como Pixinguinha, como Noel Rosa e como Dorival Caymmi”.

Bené Fonteles aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância dos nordestinos para Brasília e explicou que Luiz Gonzaga foi a trilha sonora da construção da capital. “Muitos nordestinos morreram construindo essa cidade. A minha homenagem hoje é para eles”.  Emocionado, ele chamou o taxista, Seu Ari, e o presenteou com um exemplar do livro.  “Eu dei o primeiro livro para o Juca, mas o segundo livro será dado para uma pessoa especial. Tenho a honra de ter o Ari como amigo, ele é apaixonado por Luiz Gonzaga. Ontem eu fiz uma corrida com ele e ele foi falando e cantando as músicas de Luiz Gonzaga”. Fontele explicou que Seu Ari chegou em Brasília em 1957 e que ele representa os nordestinos que construíram a cidade e ajudaram a disseminar a música de Luiz Gonzaga. Juntos, seu Ari e Fonteles cantaram um trecho da música Boiadeiro, de Gonzaga.

O ministro Juca Ferreira afirmou que a importância de Gonzaga extrapola a esfera cultural. “Mais do que importante para a cultura brasileira, Luiz Gonzaga é importante para o nordeste. Talvez sem ele, a hierarquia de regiões, o monopólio da imagem e da identidade, teriam se fixado mais fortemente no centro-sul,”. Segundo ele, o músico contribuiu para a formação da identidade nordestina. “Além da contribuição cultural, ele tem uma contribuição importante por ter alargado a perimetral da identidade cultural brasileira, incorporando os nordestinos com conseqüências tão profundas”, completou.

 No dia  28 de dezembro será lançado, no cais do Recife, o projeto Casa Cais do Sertão, um centro cultural que será construído em torno da figura de Luiz Gonzaga. O lugar será destinado à memória e a uma série de atividades culturais que terão o objetivo de ressaltar não só a obra do músico como também a música popular nordestina e todas as dimensões da cultura popular.
Ele será o primeiro museu nacional hi-tech de alto porte em Pernambuco e destacará a importância de Luiz Gonzaga, ícone do sertão nordestino, para a cultura e o imaginário brasileiro.

ATITUDE DE NORDESTINO
Um causo do Gonzagão
Em 1973, Luiz Gonzaga ia casar a filha Rosinha, mas o dinheiro estava curto. A saída foi pedir um adiantamente à RCA, onde estava desde os anos 40. O novo presidente da empresa, um tal Mr. Evans, negou o adiantamento. Gonzagão irritou-se e foi falar pessoalmente com o gringo. Chegou no andar da presidência, foi barrado pela secretária. A iritação virou fúria: “PQP, há mais de 30 anos trabalho na RCA, e só vejo o cachorro, nunca o dono! (o cachorro no caso era o cãozinho latindo para um gramofone, no logotipo da RCA). Dito isto, emburacou no gabinete de Mr. Evans, e pediu rescisão de contrato. Quem lhe conseguiu o adiantamente e um contrato na Odeon, foi o também pernambucano Fernando Lobo (pai de Edu Lobo). Ironicamente, foi o mesmo Fernando Lobo quem havia proibido Luiz Gonzaga de cantar na Rádio Tamoio, da qua era diretor, alegando que ele havia sido contrato como sanfoneiro, portanto só podia tocar sanfona.  -  FONTE: www.nordesteweb.com

Diplomacia dos EUA diz que estado do Pará é terra sem lei


A afirmação foi
proferida por ocasião
do assassinato da freira
Dorothy Stang em Anapu

FONTE: AGÊNCIA FOLHA

John Danilovich, ex-embaixador dos EUA no Brasil (2004-2005), afirmou em telegramas diplomáticos que o Pará se parece "com a imagem popular do Velho Oeste": "isolado, pouco povoado" e uma terra "sem lei".

A visão é expressa em relatos sobre a morte da missionária Dorothy Stang, americana naturalizada brasileira.

Stang foi morta em fevereiro de 2005, aos 73 anos, alvo de seis tiros, em uma estrada de terra perto de Anapu (750 km de Belém), por denunciar a grilagem e o desmatamento ilegal. Cinco pessoas foram condenadas pelo crime.

A Embaixada dos EUA no Brasil produziu nove relatórios sobre o caso nos três meses seguintes ao assassinato, e pelo menos outros seis foram elaborados até 2008.
Os telegramas foram obtidos pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch), que teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado aos documentos.

Nos relatos do ex-embaixador, há elogios ao governo federal, cujo empenho foi considerado "vigoroso" sob "qualquer ponto de vista". Mas Danilovich manifesta preocupação com a Justiça do Pará e sugere que a federalização do crime seria a melhor solução

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