sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O PRESIDENTE E O POVO


Lula e os Catadores de Papel
Por: Walquer Carneiro
  
Nesta quita-feira (23), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez o que ele mais gosta de fazer enquanto político. Estar junto daqueles a quem ele tem mais aproximação enquanto  ser humano, o povo pobre.  Essa aproximação é como se fosse uma necessidade fisiológica para Presidente, e aconteceu na confraternização com os  Catadores de Papel e População em Situação de Rua, em São Paulo, e com certeza  esse encontro será um prato cheio para os críticos reacionários da turma de Arnaldo Jabor e os papagaios de piratas da imprensa burguesa que destilam ódio irracional a tudo que se diz popular. E Lula é popular.

A elite burguesa tupiniquim deve estar molhando suas gravatas com a baba da incompreensão e preconceito com o fato de mais uma vez o presidente Lula confraternizar o natal com os catadores de papel em São Paulo. Esse ato, que sem dúvidas, tem um que de viés populista, todavia é uma condição natural do presidente que passou a sua infância e adolescência, em meio aos dignos representantes das classes menos favorecidas, como é  denominadas pelos institutos de estatísticas,  a população de miseráveis que a dita elite burguesa sempre fez questão de ignorar contribuindo para mantê-la sempre à margem, e que o governo Lula fez questão de olhar criando condições para que fosse levantada as bases para alçar essas pessoas a categoria de cidadãos com o mínimo de dignidade e de garantias dos direitos que há séculos a eles  vem sendo negado. 

A pecha de populista caberia se o presidente fosse oriundo das classes favorecidas, e se a política do seu governo tendesse apenas as classes menos favorecidas, porém não é que se vê. O governo Lula foi justo para todas as classes sociais, e para bem da verdade, a classe alta foi a que mais lucrou, pois a melhoria do poder econômico das classes C e D  contribuiu para que  setor industrial e prestadores de serviços tivessem aumentado seus lucros, para que seus executivos pudessem passear com suas famílias na Europa ou em Miami. Mas para confraternizar o presidente prefere estar entre aqueles com quem ele tem afinidades, os catadores de papel, para o desespero da turma do Boris Casoy.

E para tristeza da turma do nariz empinado o presidente Lula não pretende  abandonar a causa dos mais necessitados, tanto que na confraternização com os catadores de papel e população em situação de rua Lula deixou claro que ao deixar a presidência o seu objetivo já está definido, pois a partir de janeiro de 2011 ele será mais um ser humano comum sem o peso do cargo de presidente,  o que o deixa livre para assumir o compromisso exclusivo de lutar pelo povo pobre, e  nas palavras do presidente, “a partir de 2011 assumirei o papel de um simples ser humano, de um brasileiro que sabe como vocês vivem e a importância de vocês têm”, disse ele. E devemos lembrar que agora a defesa dos mais necessitados terá o apoio  de sua imagem construída como o melhor presidente que o Brasil já teve  com a bagagem de ter o respeito internacional.

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